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Data: 24/04/2014

“Não chame de honesto um homem que nunca teve a oportunidade de roubar” - Ditado iídiche


NOVO GRUPO

Os partidos PSC, PHS, PEN, PCdoB e PPL anunciaram a formação de um novo grupo para abrigar candidatos a deputado estadual e deputado federal nas eleições deste ano. Como parte do plano, lançaram a advogada Josy Keyla (PPL) como pré-canditada ao Senado. Ficaram de fora o PDT e o PV, que deverão seguir juntos com o PT, PP, PTB e PTC. Estes caminham para uma composição de oposição com a pré-candidatura da senadora Ângela Portela (PT) ao Governo do Estado e do ex-governador Neudo Campos (PP) ou Telmário Mota (PDT) para o Senado, – essa indicação dependerá de possíveis implicações judiciais de Neudo.

PERGUNTAS 1

O anúncio da formação de um novo grupo tem provocado questionamentos entre as lideranças partidárias que tendem a seguir com a oposição, as quais encaminharam à Parabólica indagações que ainda precisam ser respondidas: “Será que o PT nacional irá deixar o PCdoB tomar essa atitude de deixar o PT em Roraima? Será que o PHS, que mantém pessoas ligadas à executiva como funcionários do gabinete de dois senadores do grupo, vai peitar de verdade seus patrões?”.

PERGUNTAS 2

Outras indagações dos mesmos partidários recaem sobre a pré-candidatura da advogada Josy Keyla, que é funcionária da Assembleia Legislativa: “Ela vai mesmo topar o projeto? Com que recursos? E o delegado Francisco [Francisco Araújo, do PSL, que espera ser empossado outra vez no cargo de deputado federal, com a cassação do deputado Chico das Verduras], será que ele irá mesmo entrar nesta barca?”.

DIVISÃO

Conforme a análise das lideranças partidárias, o surgimento de mais uma pré-candidatura ao Senado seria uma tentativa de dividir o maior número de votos para senador. A finalidade disso seria beneficiar a provável candidatura do ex-governador Anchieta Júnior (PSDB) ao Senado, pois o entendimento desses analistas é que “quanto mais candidaturas, melhor para o ex-governador”. Porém, tudo o que vem sendo comentado só será mesmo confirmado após as convenções partidárias. Por enquanto, tudo não passa de especulações e balão de ensaio.

PRÁTICAS

Mudou o governo, mas as práticas em estatais continuam as mesmas: farra de nomeações de servidores que nunca puseram os pés nos departamentos para dar expediente. Em certa estatal, as nomeações incluem mulheres de funcionários (nepotismo) e até namoradas/amantes. Em outra, as figurinhas são repetidas: equipes de filmagens de políticos que trabalham em produtoras supostamente independentes, mas que estão na folha de pagamento da estatal. É mole?

BATE-BOCA

Sobre este mesmo assunto, deputados da base governista (os do atual governo e os que pertenciam à tropa de choque de Anchieta) protagonizaram cenas alteradas na sessão de ontem, entre bate-boca e esperneios. Tudo porque o governador Chico Rodrigues (PSB) mandou retirar 20 mensagens do Executivo, das quais nove se referiam a indicações de nomes para autarquias (três delas para a Agência Reguladora). Desta vez, a oposição nem precisou entrar na briga ou apartar os mais exaltados.

CHARADA

O alvoroço tomou conta, mas quem matou a charada foi mesmo o deputado Jânio Xingu (PSL). Enquanto uns diziam que não estavam entendendo o motivo de tanta acidez nesse confronto, Xingu foi direto ao ponto: disse que tudo não passava de uma cena desesperada dos deputados em defesa do emprego de seus cabos eleitorais nas autarquias e estatais, uma vez que, caso os atuais diretores fossem exonerados, automaticamente os cabos eleitorais também perderiam a boquinha nesses órgãos. Então, está explicado.

O AMIGO

Até a Casa Civil entrou no bolo da polêmica. O deputado Jalser Renier (DEM) afirmou que ninguém sabia quem mandava naquela pasta, se José Lurene (que jogou a toalha e pediu demissão), se o coronel Leocádio Menezes (que briga até hoje para ser o titular) e o deputado Luciano Castro (do PR - que mostra muita influência no atual governo). E disparou uma ironia: “Luciano é o amigo das horas fáceis”.

DISPUTA

Na verdade, a Casa Civil se tornou o principal motivo do cabo de guerra no governo. Ex-aliados de Anchieta e o próprio senador Romero Jucá (PMDB) brigam com o deputado Luciano Castro pela indicação, o qual conta com apoio da base de sustentação do governador. Mas Chico Rodrigues tem dito que quer no cargo uma pessoa de sua confiança, o que desagrada a ex-tropa de choque de Anchieta e o todo-poderoso senador. Briga de cachorro grande.

ESPAÇO

A cena de ontem na Assembleia Legislativa nada mais é do que um confronto em busca de espaço no governo Chico Rodrigues entre os aliados atuais, alguns deles estavam na oposição no governo anterior, e os ex-aliados do grupo de Anchieta, que se colocavam como a tropa de choque que tudo peitava, reprovava ou aprovava, mas que não consegue se impor com o mesmo poder de fogo.

NOVA BAIXA

As poderosas antenas da Parabólica captaram informações de que o primeiro escalão da administração da prefeita Teresa Surita (PMDB) deverá registrar mais uma baixa nos próximos dias. Desta vez, em um setor que era apontado como estratégico, pelo menos durante a campanha eleitoral: o trânsito. A autoridade para o Trânsito, Luís Miúra, tem afirmado aos mais próximos que ele irá embora de Roraima e que está se preparando para deixar a Secretaria Municipal de Trânsito e Urbanismo.

SEM APOIO

Embora ele tenha se mantido reservado para comentar os motivos de seu descontentamento, quem convive com Miúra sabe que ele não tem recebido apoio político e os recursos necessários para implementar as mudanças que o trânsito de Boa Vista requer para reverter o quadro atual. Amigos e pessoas próximas afirmam que ele tem sido visto insatisfeito e irritado com as barreiras que ele não consegue transpor. Então, a família tem insistido para que ele deixe o cargo e vá aproveitar sua aposentadoria. E a decisão de ir embora já teria sido tomada.

 

 

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