Boa Vista Segunda-feira, 01 de setembro de 2014
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Polícia                

BAIRRO ALVORADA
Garimpeiro leva quatro tiros e morre ao reagir ao assalto

Data: 20/06/2013


Fonte: A A A A

Foto:  

José Rubens (no detalhe) foi baleado na frente do

NONATO SOUSA
Editoria de Polícia
nonato@folhabv.com.br
nonato.folha@hotmail.com

Ao reagir a um assalto com um pedaço de pau que era usado como bengala, o garimpeiro José Rubens Torres, 42, acabou baleado com quatro tiros pelo bandido. Ele ainda foi socorrido com vida, mas morreu no hospital depois de ter uma parada cardiorrespiratória. Ele estava com uma das pernas quebrada, por isso usava uma bengala para se locomover.

Conforme informou uma amiga, dos quatro tiros que acertaram o garimpeiro, um quebrou o braço direito dele e outros dois atingiram a vítima no peito. A tentativa de roubo que terminou em morte aconteceu por volta das 7h20 de ontem, em uma residência na rua Euclides Gomes da Silva, no bairro Alvorada, que pertence a um amigo de José Rubens, que também é garimpeiro e está fora do Estado.

Como fazia diariamente, o garimpeiro tinha ido buscar o filho do amigo, de 09 anos, para levá-lo à escola quando foi abordado pelo desconhecido na frente da casa. José Rubens estava também com seu filho de 10 anos. Todos já estavam dentro do seu carro quando o assaltante se aproximou com o pretexto de pedir informação. Em seguida, apontou a arma para o garimpeiro, anunciou o assalto e obrigou tanto ele quanto as crianças a saírem do veículo.

No momento seguinte, o bandido obrigou José Rubens e as crianças a chamarem a mulher do amigo dele, que estava dentro da casa, para que abrisse o portão. Grávida de quase nove meses, a mulher A.L.S.C., 35, disse que se desesperou ao ouvir os gritos do filho pedindo para ela abrir o portão porque estavam sendo assaltados.

Antes de abrir o portão, a dona de casa informou que ligou para o telefone 190 da Polícia Militar para pedir ajuda e avisar que estava acontecendo um assalto na sua casa. Ela disse que informou o endereço e pedia para que mandassem uma equipe policial ao local, porém a pessoa que atendeu a ligação retrucava com perguntas, como ponto de referência e como chegar ao local. Enquanto isso, José Rubens e as crianças continuavam gritando para ela abrir o portão. A testemunha dizia para a atendente da polícia que o bandido queria que ela abrisse o portão e a pessoa a orientou a não abrir.

Por sua vez, com medo que o bandido atirasse nas crianças e também no amigo, a dona de casa acabou cedendo à ordem do ladrão e abriu o portão eletrônico. Em seguida, seu filho, o amigo e o filho dele entraram. Logo atrás estava o bandido que portava uma arma de fogo e foi logo dizendo que queria dinheiro.

A testemunha tentou argumentar dizendo que não tinha dinheiro em casa e que ele poderia levar o que quisesse, joias, celulares, um notebook, entre outros objetos, mas o assaltante insistiu dizendo que queria mesmo era dinheiro.

A mulher disse que o bandido estava alterado e violento. Notou que seu rosto e principalmente os olhos estavam muito vermelhos. “Ele apontou a arma para as crianças e ameaçava matar. Também apontou a arma para mim e chegou a direcioná-la para minha barriga e dizia que ia atirar”, contou a mulher, muito abalada, ao acrescentar que chegou a se urinar, mas o bandido continuou fazendo ameaças.

Em determinado momento, a vítima disse que mandou as crianças correrem para fora da casa, para o quintal e também tentou correr, mas se bateu em uma mesa. Em seguida, ouviu os tiros. Ao se virar, já viu José Rubens baleado e caído no chão. O bandido saiu correndo da casa sem roubar nada. Ele foi ao encontro de outro elemento que estava do lado de fora em uma moto e os dois fugiram.

A empregada doméstica F.E.A.F. que também estava na casa no momento do assalto, conversou com a Folha e contou que conseguiu sair da casa pela cozinha e depois pela lateral da casa sem ser vista pelo ladrão. Ela gritou na rua chamando os vizinhos e dizia que a casa estava sendo assaltada, mas nenhum vizinho saiu para ajudar. Somente depois que os bandidos fugiram é que as pessoas começaram a aparecer.

A dona da residência disse que, logo que o assaltante correu para a rua, ela foi atrás gritado, pedindo ajuda e dizia que o ladrão tinha baleado seu amigo. Disse que demorou muito para uma equipe policial chegar ao local e que José Ribamar foi socorrido posteriormente por uma equipe da Samu.

INVESTIGAÇÃO – A investigação desse caso está sendo feita pelos agentes da Delegacia-Geral de Homicídio (DGH) e até ontem nenhum suspeito tinha sido preso. A Folha foi informada que a entrada do bandido na casa foi filmada por uma câmera instalada na garagem. A imagem captada pelo equipamento de segurança foi entregue para a equipe policial.

Extraoficialmente, a Folha foi informada que a polícia já havia identificado o bandido, mas o delegado Juraci Rocha negou.
A filmagem mostra o momento que José Rubens e as duas crianças são escoltados para dentro da casa pelo assaltante, que entra logo atrás segurando a arma, possivelmente revólver calibre 38.

Na casa havia pelo menos duas marcas de tiros. Uma delas em uma das paredes da sala, onde ocorreu o desfecho, e outra na parede da frente, na área da casa. A bengala usada pelo garimpeiro para reagir contra o assaltante também estava no local e havia uma perfuração possivelmente de um tiro.

PARÁ – O corpo de José Rubens passou por exame de necropsia no Instituto de Medicina Legal (IML) e depois foi entregue para a família. Um dos amigos disse que ele seria transladado para o Estado do Pará, onde moram seus familiares. 


Morte de garimpeiro foi o 2º caso de violência dos bandidos em quatro dias

A tentativa de roubo seguida de morte de José Rubens Torres foi o segundo caso de assalto em residência em quatro dias em que os bandidos agiram com violência extrema e atiraram nas vítimas. O primeiro aconteceu no domingo no bairro Senador Hélio Campos. A vítima também foi um garimpeiro, M.A.C., conhecido por Mato Grosso. Ele foi baleado com pelo menos três tiros e se encontra internado no Hospital-Geral de Roraima (HGR).

Mato Grosso estava saindo de casa em seu carro quando os bandidos em dupla aproveitaram o portão aberto para entrar na residência e interceptaram a vítima antes de tirar o carro da garagem. Um deles teria chamado por Mato Grosso e atirou. M. foi levado para dentro da casa onde foi espancado na frente da mulher, da cunhada e de duas crianças. Ele voltou a ser alvejado de novo.

Depois a dupla pegou o ouro que a vítima tinha trazido do garimpo e fugiu. A cunhada informou que Mato Grosso havia chegado do garimpo no sábado e que os bandidos roubaram o ouro que pertencia também a outros garimpeiros que deram para ele entregar aos seus familiares. Até ontem nenhum suspeito tinha sido identificado. O caso também está sendo investigado pela DGH.


COMENTÁRIOS
Nome:   
4095-Helton John Silva de Souza                          Data: 10:09:16 - 22/06/2013
Amados leitores,a titulo de conhecimento,essas perguntas que sao feitas pelo atendente quando o cidadao liga pedindo ajuda,eh procedimento de todo serviço de emergencia e em todo Brasil.Nao culpem a policia ou os atendentes, eles fazem o maximo que podem e como as condiçoes permitem.

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12148-fabio                          Data: 17:12:29 - 20/06/2013
por isso, sou contra esse negocio de direitos humanos para bandido. a policia não tem culpa nenhuma da onda de crimes, a culpa é do sistema como todo. tem que acabar esse negocio de tratar bandido como gente, isso sim. bandido bom é bandido morto

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Nome:   
850-Hittler Messias                          Data: 16:23:52 - 20/06/2013
Antes de abrir o portão, a dona de casa informou que ligou para o telefone 190 da Polícia Militar para pedir ajuda e avisar que estava acontecendo um assalto na sua casa. Ela disse que informou o endereço e pedia para que mandassem uma equipe policial ao local, porém a pessoa que atendeu a ligação retrucava com perguntas, como ponto de referência e como chegar ao local. Enquanto isso, José Rubens e as crianças continuavam gritando para ela abrir o portão. A testemunha dizia para a atendente da polícia que o bandido queria que ela abrisse o portão e a pessoa a orientou a não abrir. O que esta senhora relata é verdade, já precisei acionar o 190 e em vez de enviarem o socorro desejado, ficam fazendo perguntas bem no momento em que você está desesperado. Vamos melhorar este atendimento à população para não tenham que recolher os cidadãos que estão à mercê da bandidagem.

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Nome:   
3543-LUIZ ALENCAR                          Data: 13:18:58 - 20/06/2013
Quando um bandido entrou num Órgão desses para assaltar, a polícia a pedido do governador logo resolveu o problema. Vamos ver se esta mesma polícia tem a mesma capacidade sem o pedido do governardo. Já está na hora de investir mais para o nosso lado oeste da cidade ondes esses bandidos não tem pena de ninguem.

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Nome:   
8828-Jeovane S. Nogueira                          Data: 12:40:37 - 20/06/2013
Essa polícia de Roraima é uma vergonha!...

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Nome:   
5744-Antonio Jose                          Data: 10:30:18 - 20/06/2013
Que paíz é esse? Que cidade é essa??? Até quando ficaremos a mercê???

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Nome:   
9257-CAVERINHA                          Data: 10:01:12 - 20/06/2013
Vamos dar os parabens ao Delegado Geral pelo otimo serviço de segurança que esta pretando a nossa sociedade!!!!!!

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Nome:   
709-Marcelo Morais                           Data: 09:36:20 - 20/06/2013
Como todos nóis sabemos que não tem jeito pra bandido, cada dia a situação fica pior, em todos os lugares; niguém mais respeita ou tem um pingo de humanidade no coração, vou aderir a mobilização e fazer um protesto radical: espero que a policia mate ele, também com 4 tiros, na base do talião: olho por olho e dente por dente!

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