Por Opinião
Em 28/06/2017

Táxi X Uber - Dolane Patrícia*

“Tudo começou com o fogo. Em um mundo pré-histórico, foi ele o responsável pelos primeiros passos do que chamamos de civilização. Depois, saudamos a roda, a eletricidade e tantas outras invenções que revolucionaram o mundo...” (sic)

Essas palavras são fragmentos do texto Evolução de Sinuhe Silva Vieira, que faz uma reflexão sobre as mudanças do mercado, os avanços tecnológicos, palco de embates entre Uber x táxi, emissoras de TV e Netflix, dentre outros.

A rivalidade entre a Uber e os taxistas vem dominando o mundo e em Roraima não é diferente. Muitos preferem a Uber sem ao menos conhecer seu significado.

Uber é uma empresa multinacional norte-americana, prestadora de serviços na área do transporte privado. Acionado por meio de um aplicativo, tem se transformado em uma grande concorrente ao serviço de táxi tradicional, o que acaba provocando várias discussões.

Em Boa Vista já houve até mesmo uma paralisação dos taxistas, que no entender de muitos, só fez beneficiar e dar lucros ao Uber, que possui transporte “de luxo”, oferece bala, água, Internet grátis, dentre outros “mimos” ao passageiro, cobrando menor preço pela prestação de serviço.

Uber é uma gíria inglesa que significa super, ou muito, melhor, também é usado para designar alguém que demonstre muita qualidade e superioridade em determinada função.

Em Salvador e outras capitais do País o serviço do Uber chegou a ser proibido por um tempo e é motivo de grandes disputas judiciais. Mas em São Paulo já oferecem serviços até de helicóptero.

Para os taxistas, trata-se de uma concorrência desleal. Para operar um táxi, o motorista precisa conseguir alvará, licença especial, etc. Existe uma série de investimentos que é necessário fazer, além de ser obrigado a pagar importo e a se submeter às regras do Município.

De repente, a empresa Uber  surge da internet e  não se submete às mesmas regras que os outros agentes do setor de transporte, o que repercute diretamente nos preços estabelecidos no final do serviço.

Mas o Uber possui veículos que se destacam por sua limpeza e conforto, uma vez que é obrigatório que esses carros não ultrapassem cinco anos de antiguidade, apesar de não possuir a mesma segurança de um táxi credenciado.

A propósito, possibilita a presença imediata de um carro em sua residência sem necessidade de realizar até mesmo uma ligação e sem ao menos ter que dizer o seu destino.

De acordo com o site sejaparceirouber.com. br, cerca de cinco anos após sua fundação, a empresa  Uber foi avaliada em 18,2 bilhões de dólares, em junho de 2014, contando já com investidores como a Google e Goldman Sachs. O site revela ainda que a primeira cidade a receber o Uber no Brasil foi o Rio de Janeiro, em maio de 2014.

 A pergunta é: Por que os taxistas não criam um aplicativo semelhante e melhoram seus serviços? Até porque, como os táxis, esse serviço cobra bandeira, quilometragem e taxa por minuto parado.

O grande problema está na concorrência desleal, uma vez que o Uber não paga imposto e não tem que cumprir nenhuma exigência da prefeitura, o que fere de morte o princípio da igualdade elencado na Constituição Federal.  O que ocasiona a revolta é a inercia da prefeitura municipal em determinar as regras para a nova modalidade de transporte.

Talvez os taxistas não queiram acabar com o Uber e sim tornar igual o conjunto de exigências que se impõe hoje para trafegar nas ruas da cidade.

Por outro lado, acabar com a Uber, para não prejudicar os taxistas, seria como acabar com o WhatsApp para não prejudicar as empresas de telefonia que cobram por ligações e mensagens.  

A tecnologia vai avançando e já não se fala  em comprar livros  impressos,  se fala em  E-books. Da mesma forma, não se fala mais em CD-ROM, e sim em  Pen Drive, alguém ainda se lembra dos disquetes? E onde está o famoso Walkman? Foram trocados pelos iPods.

Que os taxis vão precisar se modernizar e oferecer mais vantagens para os seus passageiros, isto está muito claro, a concorrência vai beneficiar os passageiros que irão pagar menos pelo valor do lotação, pois as tarifas foram reduzidas para R$ 2,00 (dois reais) em Boa Vista. Os taxistas precisam criar seu próprio aplicativo e se tornar uma preocupação para o Uber.

Assim, para entrar para a empresa Uber e conseguir se tornar um prestador de serviços é preciso se inscrever no site, passar por uma checagem de antecedentes criminais, possuir carteira de habilitação que permita trabalhar como motorista profissional, ser dono do próprio carro, ou seja, mais fácil que ser um taxista credenciado.

Mas a guerra está longe de acabar, como é difícil conseguir o alvará e os taxistas têm de seguir uma série de regras, eles querem ter a preferência para exercer a atividade.

Entretanto, em vez de proibir, poderiam empenhar-se em regularizar o serviço do Uber, obrigando os motoristas e as empresas a seguir determinadas regras, semelhantes às que os taxistas já estão submetidos. E tais regras seriam válidas para qualquer outra empresa que desejasse prestar o mesmo serviço.

Guerras entre taxistas e Uber, emissoras de TV e Netflix, WhatsApp e empresas de telefonia  vão continuar a existir, mas é preciso acompanhar a tecnologia, é preciso se modernizar para acompanhar as tendências do mercado, afinal, como diz Ludwig von Mises:

“Na economia de mercado não há outro meio de adquirir e preservar a riqueza, a não ser fornecendo às massas o que elas querem da maneira melhor e mais barata possível”.

*Advogada, juíza Arbitral, Personalidade da Amazônia e Personalidade Brasileira. Mestranda em Desenvolvimento Regional da Amazônia
Email: dolanepatricia@gmail.com.
Acesse: dolanepatricia.com.br


Continuamos girando - Afonso Rodrigues de Oliveira*

“Oh Deus que tens poderes sobre esta Terra, deves dar fim a esta guerra, e aos desgostos que ela traz.” (Lupicínio Rodrigues)

É verdade que vivemos numa guerra constante onde tudo muda a todo instante. A maior dificuldade é que nós não aprendemos a mudar. Nem mesmo percebemos o que ocorre à nossa volta, o tempo todo. Tudo que ocorre hoje já ocorreu no passado. Mesmo sem acontecer. Ainda não sabemos como será o vestido ou a calça que vestiremos, ou não vestiremos, daqui a um século. Tenho um zilhão de exemplos pra lhe dar, mas vamos ficar apenas no papo.

Se você acha que estou inventando, ou exagerando, quando falo dos militares que ficavam nas portas da Catedral da Sé, impedindo que mulheres entrassem na igreja com blusas sem manda e coisa assim, pense nessa: Ali na entrada do Hospital Geral de Roraima, naquela porta de vidro, que não é mais usada, há uma placa antiga, colada no vidro da porta. Ela não é tão antiga assim, mas está escrito nela: “Não pode entrar vestindo: Short, bermuda acima dos joelhos, camisa-regata, mini-blusa, mini-saia, roupas transparentes e/ou decotadas, etc.”

Era assim, sim. Se não me falha a memória, o Banco do Brasil foi o primeiro Banco que liberou o uso de calças compridas pelas mulheres, no trabalho. E olha que isso foi em mil novecentos e setenta e um. Calça comprida para mulheres no trabalho, nem pensar. E se você acha que estou contando causos, corta essa. Os alardes que ouvimos, hoje, pela televisão, sobre enchentes, mosquitos e febres de todas as cores, já aconteceram entre nós, há muito tempo. Ninguém fala do movimento do “exército” do John D, Rockefeller, a partir da década dos quarentas, no Brasil, para combater a malária.

O jornalista do jornal FOLHA NOVA, de Natal-RN, em mil novecentos e catorze, Antônio Cacho, nos fala sobre todos esses absurdos, daquela época. A inundação destruiu totalmente a cidade de OFICINAS, no Rio Grande do Norte, em, 1924. Ninguém fala, porque não conhece a história. Porque se conhecêssemos viveríamos melhor a história atual. O poder público seria mais competente para nos garantir mudanças condizentes com as condições climáticas, políticas e educacionais. Mas quem está realmente interessado nessa história que parece mais de trancoso?

A cidade de Oficinas foi o primeiro lugar no Brasil, que iniciou a fabricação da “carne-de-sol, carne-seca, carne-de-charque”. Vamos fazer nossa parte no fazer da história. Vamos viver mais o presente como caminhada para o futuro. Chega de blá-blá-blás. Nosso futuro é o nosso amanhã. E devemos vivê-lo com o que aprendemos hoje. Pense nisso.

*Articulista
afonso_rr@hotmail.com  
99121-1460

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