Por Moara & Dirceu
Em 19/06/2017

LOJAS COM IDENTIDADE

Olá, caros leitores! Hoje irei abordar um assunto que, para a maioria dos arquitetos da área de varejo, é um dos mais importantes referentes a um espaço comercial: A identidade da sua loja. É o que nós chamamos de “A Base de tudo”. Dela depende o sucesso de uma marca e, além disso, deve ser refletida na arquitetura do espaço comercial.

Para iniciarmos, você irá me responder algumas perguntas e não pretendo demandar muito do seu tempo. Então vamos lá:


•     Quando você abriu seu negócio, você fez um planejamento e uma análise profunda de qual público você iria atingir? Qual é o perfil desse público, a faixa etária, a classe econômica e social que ele se enquadra?
•     Pensou em como seria o tom de voz de sua empresa perante seus clientes, tendo em vista as estratégias que você usaria para atrair esse público?
•     E, por último, você acha que o visual da sua loja está apropriado ao público que ela atende?

Para ter uma loja com uma arquitetura e uma linguagem visual apropriada, responder a estas perguntas é o primeiro passo.

Mas calma! Se você não consegue encontrar a resposta para esses itens que pontuei, recomendo procurar um profissional da área de consultoria comercial, ou ir ao SEBRAE, que tem excelentes profissionais que poderão lhe ajudar da melhor forma.

E se você já está no mercado há muito tempo e sente a necessidade de melhorar o seu negócio, ainda dá tempo de reverter essa situação. Garanto que isso irá lhe ajudar a ter melhores estratégias para influenciar a decisão de compras dos seus clientes e consequentemente, aumentar suas vendas.

Muitos lojistas chegam ao nosso escritório sem essas questões bem definidas e geralmente falam: “Quero uma loja igual a essa loja da revista, você pode fazer algo parecido para minha empresa?”.

Nós entendemos que na maioria das vezes essa é a única forma de expressão do cliente. Afinal, ele pretende ter algo que considere como belo para ser o referencial do seu negócio e isso de maneira alguma é errado. Porém, uma loja deve ser pensada não somente para ser considerada bonita e sofisticada, ela deve também refletir o que vende e para quem vende.


Segundo o professor Paulo Tamanaha, especialista em marketing e vendas: “É melhor falar bem com os vizinhos do que mais ou menos com todas as pessoas do bairro”. Portanto, defina bem quem é o seu cliente e busque uma arquitetura visual que fale diretamente a ele.


Um exemplo: imagine uma loja de bijuterias e semijoias, com uma arquitetura extremamente rebuscada e sofisticada, implantada em um bairro popular, mesmo que venda um produto com preço acessível ao público local do local, jamais terá um grande retorno financeiro, pois o cliente não se identificará com o ambiente e não se sentirá estimulado a comprar.

Tendo em vista que a linguagem visual desse espaço comercial não está de acordo com o perfil do seu público, a imagem da loja pode estar confusa aos olhos do cliente, o que provavelmente irá torná-la pouco atrativa e até mesmo espantá-los.

Em um contexto geral, o objetivo é ter foco no público-alvo. Atirar para todos os lados possivelmente não lhe trará o sucesso desejado. Aposte em ter um diferencial de mercado e agrade os seus clientes.

Gostaram das dicas?

Mande seus comentários e suas dúvidas para o nosso e-mail contato@opendoor.arq.br, com o título DECORE+BV. A sua dúvida ou sugestão pode ser o tema do próximo artigo da nossa coluna.
Abraços e até a próxima semana!

Moara & Dirceu
contato@opendoor.arq.br
Moara Albuquerque e Dirceu Bataglin são arquitetos na OpenDoor Arquitetura, uma empresa voltada para a criação de projetos comerciais e clínicos.
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