Por Parabólica
Em 29/03/2017

O governo Michel Temer (PMDB) anda distribuindo cargos e verbas do orçamento federal à chamada base aliada mais que sua antecessora, a cassada Dilma Rousseff (PT). E como nos tempos em que o PT mandava, junto com o PMDB, no Palácio do Planalto as consequências não demoram a aparecer. E como não poderia ser diferente, o descalabro fiscal dos velhos tempos petistas está com a corda toda no novo governo que, como o antigo, está sendo levado por uma coalizão de partidos de direita que funciona na base do fisiologismo, e do toma lá dá cá. Os números expressam esse descalabro fiscal, e o buraco no Orçamento Fiscal previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) para R$ 130 bilhões deve chegar o final de 2017 a quase R$ 200 bilhões, o mais de nossa história republicana.

Em vez de pedir mais moderação para os aliados, negando a farra de liberação de verbas em troca de apoio congressual e para pavimentar as candidaturas de aliados nas eleições do próximo ano, Temer e seu ministro da Fazenda, Henrique Meireles, já decidiram que parte do buraco será coberto com aumento de impostos, num país cujos cidadãos já suportam uma carga tributária de quase 40% do Produto Interno Bruto (PIB). É inaceitável, estão brincando com o futuro do país.

CANDIDATA
Fontes da Parabólica garantem que tudo está sendo feito no PMDB para que a prefeita de Boa Vista, Teresa Surita, seja a candidata do partido ao governo de Roraima nas próximas eleições do próximo ano. Essas mesmas fontes dizem que, enquanto alguns dirigentes peemedebistas afagam o presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), Jalser Renier (SD), com a possibilidade de sua candidatura ao governo estadual, caso supere as questões judiciais, prefeitos do interior estão sendo cortejados para apoiar Teresa Surita (PMDB) no próximo ano.

LÍDER
Como se sabe, Jalser Renier lidera um grupo de pelo menos 14 deputados estaduais, que por certo fechariam com sua candidatura ao governo em 2018. A estratégia é comprometê-lo com o PMDB e, caso ele não supere as questões judiciais, seria natural que opte por apoiar a candidatura de Teresa Surita. Como se sabe, embora forte em Boa Vista, Teresa não tem muito apoio no eleitorado interiorano, o que seria compensado pelo apoio de Jalser Renier e seu grupo de 14 deputados estaduais. Essa pelo menos é a arquitetura política que está sendo armada pelos peemedebistas. Vai que cola!

ROÇANDO
Esta foi contada à Parabólica por um deputado estadual. Na semana passada, esse parlamentar foi ao Município do Caroebe e, quando chegava à Capital do município, viu uma pessoa com roçadeira em punho cortando grama de uma praça central da cidade. À sua volta, várias pessoas assistiam a ação do trabalhador e com ele conversavam. Ao se aproximar do grupo, o parlamentar foi tomado de surpresa ao ser alertado pelo motorista que o conduzia de que o trabalhador de roçadeira em punho era nada mais nada menos que o senador Telmário Mota (PTB). Até hoje o parlamentar não entendeu o significado da cena.

MAIS UM
A falta de detalhes sobre a prisão do ex-gerente da Petrobras, Roberto Gonçalves, em Boa Vista, pode levar muita gente do resto do Brasil a pensar que ele seria mais uma pessoa de Roraima metida em corrupção, afinal, temos por aqui um campeão de citações na Lava Jato. Embora órgãos da imprensa local, inclusive a Folha, tentaram levantar as razões que trouxeram Gonçalves a Roraima, a Polícia Federal, seguindo orientações de Brasília, não deram detalhes. E, por aqui, tem meio mundo querendo saber sob que manto protetor o ex-gerente da Petrobras estava escondido em terras roraimenses.

ACONTECENDO
O que estará acontecendo com o deputado estadual Izaias Maia? Noutro dia, ele utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa para falar mal da Folha. Reclamava de uma notícia, afinal, de domínio público, dando conta de que ele havia retornado ao G-14, o que foi confirmado pelo deputado estadual George Melo, líder do grupo. Izaias Maia disse que a notícia seria mentirosa. Ontem, ainda da tribuna da ALE, e sem razão aparente, ele voltou a criticar o jornalismo da Folha, agora para contraditar a matéria, absolutamente útil e verdadeira, sobre a decisão da Eletrobras de retomar os entendimentos com os índios Waimiri-Atroari para retomar as obras do Linhão de Tucuruí.

INTERESSE
O apresentador Izaías Maia já trabalhou no Grupo Folha e com certeza pôde ver, na convivência aqui mantida, a forma como fazemos jornalismo. Por isso, é muito estranha a conduta do agora parlamentar. Até o momento, a Folha não conseguiu identificar com clareza seus reais interesses. De qualquer forma, velho adágio espanhol nos aconselha a lembrar que, mesmo que você não creia em bruxas, não é bom duvidar da existência delas.

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