Por Fabiano de Cristo
Em 12/02/2018

Editorial

Recebemos uma pergunta de uma profissional que iniciou suas atividades como prestadora de serviços recentemente. Ele queria nossa opinião de qual seria o formato mais apropriado de cobrança por seus serviços por estar com bastante dificuldade de cobrar pelos serviços que realiza. Como essa é provavelmente uma dúvida de muitos, decidimos fazer este artigo.

É um tema interessante e pertinente porque há várias formas sendo utilizadas pelos prestadores de serviço. Independentemente de você ser um consultor individual ou da equipe de uma empresa, como você “empacota” seus serviços pode levar seu negócio ao sucesso ou ao fracasso.

Note que a precificação de qualquer produto ou serviço é sempre um trabalho complexo, e pode demorar muito para você perceber que está trabalhando sem lucro, que seu preço está muito acima do mercado ou que você está perdendo a chance de oferecer serviços complementares e trabalhar e faturar mais e melhor.

Sempre insisto em um ponto: Tempo é dinheiro. Assim, a decisão de contratar um serviço, certamente irá se mostrar uma opção de custo-benefício com o tempo. Principalmente se a alternativa for fazer por conta própria com base em "achismos" dos envolvidos.

Boa Leitura!

Fabiano de Cristo
Consultor Empresarial
atuallisconsultoriarr@gmail.com


MONTEI MEU PRÓPRIO NEGÓCIO, MAS NÃO SEI COMO COBRAR!

Está no começo de um negócio ou de uma nova carreira e chega uma oportunidade de trabalho. O dilema nessa hora é quanto vai cobrar pelo seu serviço prestado? Pois, é uma questão difícil, mas para início de conversa você não deve ficar com frio na barriga – esta é uma dúvida super comum.

Somos remuneradas pelo trabalho que desenvolvemos. É claro que tudo tem um preço e deve ser cobrado o valor justo, caso contrário você não estará sendo honesto consigo mesmo – e com o seu trabalho. A partir do momento que cobrar sem peso na consciência, sua vida profissional vai amadurecer. Pode estar certa disso!

Baseado em nossa experiência reunimos aqui alguns fatores que devemos levar em consideração na hora de cobrar por um serviço, e o que você deve evitar para encontrar qual é o valor do seu trabalho:

Ter vergonha de cobrar: Todo mundo gosta de dinheiro, mas alguns deixam de receber porque se sentem envergonhados na hora de cobrar dívidas atrasadas de seus clientes, talvez imaginando que isso irá ofendê-los.

Para quem está iniciando, a hora de cobrar os primeiros clientes pode ser desafiadora. Mas, lembre-se que você é um profissional e tem direito à remuneração sobre o serviço prestado. Saber os valores exatos, e os dias combinados para o pagamento (se possível em contrato), ajuda na hora da cobrança. Talvez seja melhor dar o primeiro aviso via e-mail, e somente depois falar com o cliente por telefone sobre aquela cobrança que ele deixou de pagar.

Reúna dados: Quanto mais informações tiver sobre o seu serviço, melhor. E não precisa ir muito longe para conseguir isso. Faça uma rápida pesquisa na internet e converse com pessoas que fazem a mesma coisa que você. Quando o produto já existe, é mais fácil encontrar um preço que esteja em equilíbrio com o oferecido pelos concorrentes.

Saiba quanto ira gastar: Se você presta serviços, quanto custa a sua estrutura para poder trabalhar? Estes serão seus gastos fixos e que manterão o negócio funcionando. Você deve conhecer este valor, para embutir no seu preço e garantir que, quando for receber, não ficará no vermelho frente a todos os seus gastos.

Pague pela ajuda: Dependendo do tamanho da sua empresa ou negócio, precisa de ajuda para produzir. Contratar uma pessoa ajudará na geração de lucros, então coloque na ponta do lápis quanto isso vai custar e divida por produto ou serviço feito. Vai ficar mais caro, mas se for necessário, o preço do seu produto também vai aumentar – se não puder subir mais o preço, vai ter que encarar este gasto como um investimento no negócio para fazê-lo crescer. Olhe para este tipo de gasto como algo que vai se pagar ao longo dos meses – e tenha o seu plano de negócios pronto para saber quando o negócio começará a se pagar.

Planeje o lucro: Fazer o que gostamos é muito bom, mas para manter a motivação (e pagar suas contas e investir) precisa de dinheiro. Para conseguir isso, você precisa lucrar com seu trabalho. Cuidado com a ambição nesta hora! Se você meter os pés pelas mãos pode acabar com seu negócio. Então, lucre o que for justo. Se ultrapassar os limites vai sair perdendo… Lembre-se sempre de investir continuamente no negócio: só assim você consegue crescer a longo prazo.

Tenha sua garantia: Para o seu negócio ir para frente, precisa de organização. Este é um dos principais detalhes para manter o negócio ativo. Uma forma de controlar tudo isto é através de planilhas de organização, lista de tarefas e relatórios de crescimento. Isso será imprescindível para garantir a prosperidade do seu negócio. Além disso, registre todos os acordos feitos com contratos de trabalho.

RESENHANDO

Não seja bonzinho demais. Desenvolva a arte de ser mau. No bom sentido, é claro. Ser bonzinho todo o tempo faz com que certas pessoas se aproveitem da bondade e empurrem com a barriga suas responsabilidades. É importantíssimo traçar um limite para sua paciência e saber exatamente quando esse limite for ultrapassado. A malícia é conquistada aos poucos, geralmente após alguns calotes. Após um tempo, você ira perceber aqueles que querem fazê-lo de bobo. Nesses casos, deixe a bondade de lado e seja firme com o caloteiro. Estabeleça prazos e diga que tomará providências caso este não seja cumprido. E caso não for, aja à altura das suas palavras.

Fabiano de Cristo
jornalista@teste.com.br
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