Por Shirley Rodrigues
Em 09/06/2018

Com Nada 
* Mais dois corpos foram encontrados na periferia de Boa Vista, amarrados e amordaçados, com sinais claros de execução. Ao certo mesmo, ninguém sabe quantos já morreram assassinados só esse ano no Estado, simplesmente porque, ninguém nunca se ocupou de fazer uma estatística. As autoridades fazem olhos e ouvidos de mercador pra essa situação calamitosa. Providências então, só se for divina...

Com Tudo 
* Mais uma vez, o Pátio Roraima fechou uma parceria com a digital influencer Thuany Azevedo. E proporcionará uma noite especial no Dia dos Namorados, com jantar romântico no Recanto da Peixada do Pátio, passeio de limusine da Panorama e uma noite no Zii Hotel. Para concorrer, basta seguir a bela Thuany no instagram (@thuanyazevedo), procurar a foto oficial, seguir as regrinhas e pronto! O sorteio vai acontecer no dia 11.

Miro Braz e sua Claudia, junto com suas lindas filhas Larissa e Thamyres, celebram neste sábado, 25 anos de casados

É Hoje
* O Le Jardin vai bombar na noite deste sábado, com o Arraial Direito na Roça, iniciativa dos finalistas do Curso de Direito da Faculdade Cathedral, com som ao vivo e muitas surpresas.
* O objetivo da festança, que, aliás, é o primeiro arraial da cidade, é arrecadar fundos para a festa de formatura no final do ano. O evento tem o apoio da Eventos AS/RR. Contatos: 99121 9377 / 98126 1490.

Happy Birthday
* Familiares e amigos da querida D. Adalgiza Gondim reúnem-se logo mais a noite, no Tapiri do SESI, em torno de uma importante comemoração: a celebração da sua idade nova.
* D. Adalgiza é viúva do lendário Lauro Gondim, mãe do saudoso Feutmann Gondim e constituiu uma numerosa e importante família em Roraima.

 Cássio Wandemberg e sua Rose (Mantovanny/Arezzo), felizes em comemorar hoje a idade nova dele

Colóquio
* O Curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo da UFRR, em parceria com o de Economia, realiza no dia 13 de junho o I Colóquio de Jornalismo e Economia de Roraima.
* O evento acontecerá no auditório do CADECON (Centro de Ciências Econômicas), no Bloco II, e terá como palestrantes os professores Haroldo Amoras, Sandra Gomes, Fábio Rodrigues Martinez e Milton Antônio do Nascimento.

Colóquio II
* O Colóquio dos cursos de Comunicação e Economia da UFRR debaterá o papel do jornalismo econômico, sua contribuição para impulsionar o progresso e o desenvolvimento, de esclarecer a sociedade, de fazer análises, emitir sugestões e explicar a realidade econômica.
* A iniciativa ainda possibilitará o diálogo entre professores das áreas de jornalismo e economia como também o encontro entre os alunos.

Carol Dantas, ficando um ano mais preciosa

#Rápidas
* Inaugurando idade nova neste sábado: Doralice das Chagas Ferreira, Antonio Moura de Castro e Daniela Haniken.
* Amanhã quem inaugura idade nova é o conselheiro Manoel Dantas, Kátia Lima e Larissa Assen.
* A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Extensão, da UFRR, publicou a lista dos artigos aprovados para a Revista de Extensão Nova Amazônia. Os downloads do Edital podem ser feitos no Link.
* A revista terá periodicidade semestral e estará disponível somente em versão eletrônica. Foram aceitos textos com as seguintes temáticas: Educação; Cultura; Direitos Humanos e Justiça; Questões Urbanas; Comunicação; Meio Ambiente; Saúde; Tecnologia e Trabalho.
*Informações sobre a Revista podem ser obtidas pelo correio eletrônico: revistanovaamazonia@gmail.com.

Perfil

Wagner Moura Gomes: “Não há dificuldade quando estamos dispostos com o coração a fazer alguma coisa que ajude em qualquer situação”

* A Fraternidade sem Fronteiras, organização não governamental, fundada em Campo Grande, Mato Grosso Do Sul, em 2009, desenvolve projetos humanitários no Brasil e na África Subsaariana, considerada a região mais pobre do mundo. A ONG humanitária foi um chamado do coração de Wagner Moura Gomes, seu fundador e presidente, quando ainda menino, sentia um forte desejo de acabar com a miséria no continente. É simplesmente fantástico o trabalho de amparo humanitário que se dá por meio de apadrinhamento, voluntariado e apoiadores no Brasil e em várias partes do mundo, e é assim, que todos os projetos da Fraternidade sem Fronteiras são mantidos. Em Roraima, o primeiro centro de acolhimento da Fraternidade Sem Fronteiras no Brasil acolhe venezuelanos imigrantes que atravessam a fronteira da Venezuela com o Brasil em busca de uma chance. Mais de 100 famílias recebem moradia, alimentação, cuidados com a saúde e orientação para o trabalho. O abrigo da FSF é um dos mais organizados aqui no nosso Estado. Além disso, a entidade auxilia e dá apoio a outros polos de acolhimento. Wagner é uma dessas pessoas raras, que decididamente fazem a diferença nesse mundo e é com ele o Perfil deste sábado.

* Como surgiu esse chamamento do bem para a criação da Fraternidade Sem Fronteiras?
É um chamado do coração. Eu já fazia trabalhos voluntários em meu bairro, mas não tirava da cabeça a fome na África. Convidei meu irmão para abrirmos uma loja, vendemos nossas casas, compramos a loja, e dois anos depois comprei minha passagem para Moçambique. Na volta de lá, convidei amigos para ajudar e então surgiu a ideia de abrirmos a ONG.

* Sobre o início desse trabalho humanitário na África?
Comecei com visitas na periferia de Maputo, capital de Moçambique. Visitei orfanatos, asilos, crianças de rua e posteriormente as aldeias. Notei a ausência de qualquer tipo de assistência às crianças e o grande número de órfãos, em decorrência do HIV e da malária.

* Porque a África foi escolhida para o desenvolvimento desse trabalho e acolhimento?
Era a África que sempre vinha em meus pensamentos e conhecer a realidade local desse País foi a certeza. Lá as crianças trabalhavam em troca de um prato de comida, outras se alimentavam apenas de um prato de chima (farelo de milho cozido sem tempero) e outras que passavam mais de um dia sem comer.

* Quantos abrigos a Fraternidade Sem Fronteiras mantém atualmente?
Hoje mantemos 27 centros de acolhimento, 25 em Moçambique, dois em Madagascar e um em Boa Vista, Roraima. Além de um orfanato no Senegal. A FSF apoia também os projetos da Microcefalia em Campina Grande e uma Orquestra em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

* Como funciona o sistema de “apadrinhamento” desenvolvido pela FSF em apoio às crianças em estado de vulnerabilidade?
De onde a pessoa estiver, é possível ser padrinho ou madrinha da Fraternidade sem Fronteiras, basta se cadastrar pelo site e escolher um dos projetos. O coração de todo nosso trabalho é o apadrinhamento. Também recebemos doações avulsas de várias maneiras e ainda apoiadores que organizam almoços, bazares e eventos em prol da Organização.

* Sobre o trabalho com os imigrantes venezuelanos em Roraima?
Incentivado por apoiadores, padrinhos e divulgadores da causa, que sugeriram o acolhimento aos irmãos venezuelanos, visitei Roraima no início do mês de outubro e vi de perto a realidade noticiada. Em dezembro, com o apoio de vários voluntários e apoiadores, inauguramos nosso centro de acolhimento.

* E quanto ao funcionamento do abrigo local?
A ideia é que seja uma vida em comunidade mesmo. Os próprios venezuelanos ajudam no funcionamento e trabalhos diários do local. O centro de acolhimento construído em área doada é de 50x100 metros quadrados. A estrutura local conta com dormitórios familiares, redário, refeitório, lavanderia e banheiros coletivos e uma sala de aula para atividades pedagógicas e de português, lecionada por voluntários.

* Com o agravamento da crise na Venezuela, constata-se o aumento da chegada de mais imigrantes em Roraima. Existe uma estratégia de acolhimento, considerando que Roraima é um estado pequeno e sem muitas opções de trabalho?
O acolhimento renova a esperança, mas a autonomia das famílias depende do emprego. Criamos um sistema on-line no site da ONG que cadastra os currículos das pessoas que estão à espera de um recomeço. A FSF vai analisar os dados, conectar os cadastros e interagir com todos para a efetivação do acolhimento integral do indivíduo ou família com o propósito de que conquistem autonomia para seguir adiante.

* Qual é a maior dificuldade de realizar um trabalho humanitário?
Não há dificuldade quando estamos dispostos com o coração a fazer alguma coisa que ajude em qualquer situação. Existem milhares de maneiras de ajudar, é possível, tem solução e tudo o que precisamos é de união.

* E qual a maior vantagem?
A gratidão. Quem ajuda com certeza é quem mais recebe.

* O que o cidadão comum deve fazer para se tornar um “padrinho” no lindo trabalho humanitário da Fraternidade Sem Fronteiras?
Pelo nosso site www.fraternidadesemfronteiras.org.br. Na home, tem os banners dos projetos, basta escolher um e fazer parte da nossa corrente de amor e do bem.

* Que mensagem você deixaria a população de Roraima?
Uma mensagem de paz. Nós acreditarmos que o Brasil é um coração que acolhe. A população de Roraima é acolhedora, mas a gente precisa se unir, o Brasil todo precisa se unir. Ser bom é o nosso natural, devemos buscar essa conexão com a essência em cada um de nós. Enxergar no outro o irmão. Isso é amar.

Shirley Rodrigues
shirleyfolha@hotmail.com
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