Por Moara Albuquerque
Em 14/05/2018

Como iluminar seu escritório como um Arquiteto!

A pedido de uma cliente especial, falaremos no artigo desta semana sobre Iluminação para escritórios. Você também gostaria de saber mais sobre um assunto de arquitetura? Escreva para opendoor.arq@gmail.com. Sua dúvida ou sugestão pode ser o tema do artigo da próxima semana!
Quando falamos em aconchego e conforto lembramos logo da nossa casa, e normalmente nos esquecemos do ambiente de trabalho. Porém, para termos motivação, trabalharmos com boa produtividade e bom humor, necessitamos de um espaço confortável e aconchegante também no nosso escritório.

Por isso que digo que uma iluminação bem-feita no nosso escritório é tão importante! O nível de fadiga visual ocasionado pela má iluminação é o grande responsável pela improdutividade no trabalho. Uma boa iluminação energiza o usuário, auxilia nas tarefas diárias e traz conforto na hora de descanso.

Porém, como saber se a minha iluminação está certa?

A iluminação ideal para um escritório é aquela que atende às nossas necessidades visuais. Vou explicar: tudo depende do que será realizado ali dentro e dos materiais empregados.

A medida de intensidade da luz, a luminosidade, é medida em lux (não em watts, que é apenas o quanto aquela lâmpada consome de energia). Para escritórios em geral, requere-se 500 lux, enquanto que um escritório de arquitetura, por exemplo, demanda 750 lux. Algumas atividades requerem mais iluminação, por tratarem de trabalhos detalhados e de precisão, como desenhos, trabalhos com pequenas peças, trabalhos manuais etc.

A outra questão é o material utilizado nas superfícies. Paredes mais escuras pedem mais iluminação, e paredes mais claras refletem mais a luz, deixando o ambiente mais claro com menos lâmpadas. Uma mesa de vidro, por exemplo, pode ser prejudicial para o trabalho, pois a luz irá ser refletida pelo material para o seu rosto, causando o fenômeno do ofuscamento.

Um mesmo escritório pode ter vários usos diferentes e, portanto, várias iluminações diferentes. Vou exemplificar: no momento de atendimento ao cliente, uma iluminação mais amena e intimista; nos momentos de leitura, uma iluminação focada para não fazer sombras no livro; no dia a dia, iluminação geral; na parede com decoração, uma luz direcionada para valorizar a composição.

Além disso, atente-se para a luz natural – a melhor de todas! A combinação de luz natural e artificial por vezes é necessária, e deve ser feita com bastante cuidado. Muitas vezes o que acontece é que abrimos mão da luz natural e acendemos todas as luzes porque a iluminação não foi pensada para integrar as duas soluções.

Luminária de teto – pendente dourado com iluminação focada para a área de trabalho. Traz conforto visual e evita a famosa sombra da nossa cabeça no papel.

Não curte muito uma luminária de teto? Invista numa de mesa, mais baratas e portáteis. Atenção: ela deve ter a parte superior fechada, para que a luz saia somente para baixo e não para o seu olho!

Luminária de mesa verde, a cara dos tradicionais bancos ingleses. Supercharmosinha.

A primeira luminária é a que normalmente mais se utiliza em escritórios. Ela é indicada para locais com requisitos visuais comuns e simples e não tem controle de ofuscamento, o que invalida seu uso em escritórios. A segunda, possui refletores e aletas internas, o que a faz ideal para escritórios e salas de estudo.

Luminária com luz difusa – por ter um “filtro” ela não joga a luz diretamente nos olhos do usuário, e sim “distribui” a luz pelo local.

Luz indireta – aconchego e beleza aos ambientes. Usar a luz com sabedoria pode contribuir não só com a iluminação, mas também com a decoração do ambiente.

Moara Albuquerque
contato@opendoor.arq.br
Moara Albuquerque é arquiteta da OpenDoor Arquitetura, uma empresa voltada para a criação de projetos comerciais e clínicos.
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