Por Denise Rohnelt Araujo
Em 06/04/2018

ENTRADA

Estamos vivenciando cada vez mais uma mudança na alimentação, onde se busca alimentos mais naturais, sem agrotóxicos, minimamente processados, etc.

Mas não são só as pessoas que vivem nas grandes cidades que se deram conta de que estão adoecendo por causa de uma alimentação rápida nos fast food, ou por causa dos alimentos ultraprocessados.

Estive recentemente em uma comunidade quilombola, no interior do Pará, que resolveu mudar a alimentação das crianças nas escolas. Estão retirando os salgadinhos, enlatados, refrigerantes, achocolatados, etc., e trazendo para a mesa da merenda escolar alimentos frescos, sucos naturais, peixes, verduras, entre outros.

Há duas semanas aconteceu aqui em Boa Vista, o primeiro seminário sobre alimentação sustentável entre os povos indígenas de Roraima, uma iniciativa proposta pelas comunidades com apoio da Universidade Federal.

O que ouvi foi a mesma queixa dos quilombolas do Pará, os indígenas de Roraima estão deixando de lado sua cultura alimentar, começando na merenda escolar das crianças que tem alimentos ultraprocessados, ao invés de terem comida de verdade.

Estão acontecendo mais casos de diabetes e hipertensão nas comunidades, além de obesidade, com isso mais doenças estão aparecendo.

Eles querem modificar essa realidade que foi trazida com a aproximação com os não índios e com as grandes cidades. Além disso, a escassez da caça e pesca em alguns lugares faz com que seja mais fácil comer uma sardinha em lata do que ir buscar um peixe no rio.

A chef paulista Janaina Rueda, a Dona Onça como é conhecida, tem feito um lindo trabalho com as merendeiras das escolas da capital paulistana.

Esse apelo que está surgindo em todas as comunidades mundiais por uma alimentação mais saudável está sendo uma missão de vários segmentos preocupados com o futuro da população.

É possível levar mais feijão e arroz para a merenda escolar, ensinando as crianças a gostarem de verduras, frutas e legumes, substituir os alimentos processados e promover uma revolução pela saúde.

Ideias não faltam para que aconteça essa revolução alimentar, o que anda faltando é vontade das instituições de iniciarem essas mudanças.

Hoje a receita é de um arroz com costela de porco no tucupi negro, inspirado num prato da chef paraense Daniela Martins.

Até o próximo sábado!

 PRATO DO DIA   

Arroz com costela de porco no tucupi negro

 INGREDIENTES: 
1 kg de costela de porco
2 cabeças de alho amassadas
200 ml de vinagre de maçã
100 ml de tucupi negro
50 ml de azeite de oliva
600 ml de água
2 cebolas grandes cortadas em tiras
6 pimentas de cheiro cortadas em cubinhos sem sementes
300g de arroz parboilizado
Sal e pimenta a gosto
Cebolinha em rodelas a gosto

 MODO DE FAZER: 

LEITE DE CASTANHA:
Deixe as castanhas em um copo com água descansando por 5 horas. Jogue fora a água, coloque as castanhas no liquidificador e bata com os 800 ml de água até que vire um leite branco e sem pedacinhos de castanhas. Coe num pano ou numa peneira bem fina para retirar a massa da castanha.

CREME:
Coloque o leite de castanha em uma panela e acrescente o açúcar mascavo ou demerara. Leve em fogo alto mexendo até ferver, com cuidado para não talhar.
Assim que ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar ainda borbulhando, mexendo por 15 minutos.
Misture o amido de milho com um pouco de água e jogue na panela, junto do cacau, do cumaru e da margarina vegetal.
Aumente o fogo e mexa sempre até borbulhar, para que fique com uma consistência cremosa. Retire da panela e deixe esfriar na geladeira por 5 horas.
Sirva em cumbucas ou copos individuais e rale castanhas para colocar por cima.

MODO DE FAZER:
Coloque a costela de porco para marinar no alho, vinagre de maçã, azeite, uma parte do tucupi e um pouco de sal por uma hora na geladeira.
Retirar a costelinha da marinada e reservar o líquido, cortar a costela em vários pedaços, selar na panela até dourar, colocar a cebola em tiras e as pimentas de cheiro, colocar a água até cobrir a costela, colocar a marinada e o tucupi negro numa panela de pressão. Depois que a panela pegar a pressão aguardar 30 minutos.
Quando a costela estiver pronta, desfiar a carne para retirar o osso, reservar. Em outra panela refogar o arroz com cebola e colocar o caldo da costela para cozinhar o arroz.
Quando o arroz estiver quase pronto, acrescentar a costela desfiada.
Corrigir o sal, colocar pimenta, pode ser biquinho e a cebolinha.


PETISCOS

A PLATAFORMA FARTURA – COMIDAS DO BRASIL LANÇOU O CALENDÁRIO DE FESTIVAIS DE 2018

Desde 2012, a plataforma Fartura – Comidas do Brasil percorre todo o país pesquisando a origem dos ingredientes e seu caminho até a mesa por meio da Expedição Fartura, que já visitou os 26 estados brasileiros e Distrito Federal. Todo o conhecimento adquirido é transformado em conteúdo e disponibilizado no site e redes sociais, vídeos, livros, programas de rádio e em projetos customizados.

Sempre com o tema “Comidas do Brasil – da origem ao prato”, os Festivais Fartura acontecerão em todas as regiões do país de Norte a Sul.

O evento gastronômico começou o ano com a primeira edição da Região Norte, que aconteceu na Estação das Docas em Belém, com mais de 50 atrações entre chefs paraenses e de outros estados brasileiros, já está confirmada para janeiro de 2019 a segunda edição.

Este ano ainda vai acontecer no mês de junho o primeiro evento Fartura do Centro-Oeste, que será em Brasília – DF, completando assim todas as regiões do Brasil.

Anotem na agenda o calendário dos eventos Fartura – Comidas do Brasil:

Nos dias 5 e 6 de maio, acontece no antigo hangar da Varig, ao lado do Boulevard Shopping, em Porto Alegre – RS.

Nos dias 9 e 10 de junho, no Pontão em Brasília – DF, acontecerá o primeiro evento do Centro-Oeste.

Nos dias 4 e 5 de agosto no Jockey Club de São Paulo – SP, com representantes dos 26 estados e do Distrito Federal.

De 24 de agosto a 2 de setembro, na cidade mineira de Tiradentes – MG, acontece o 21º Festival Cultura e Gastronomia, que vai comemorar os 300 anos de Tiradentes homenageando Minas Gerais.

Nos dias 22 e 23 de setembro acontece a quinta edição do evento em Belo Horizonte – MG.

E nos dias 29 e 30 de setembro, acontece a segunda edição Fartura Belo Horizonte Kids, voltado para o público infantil.

Em outubro, ainda sem data, acontecerá a segunda edição do evento internacional em Lisboa – Portugal.

Nos dias 10 e 11 de novembro, acontece a quarta edição do Festival Fartura em Fortaleza – CE.

A novidade deste ano é a viagem customizada, que é a maneira de levar as pessoas até os lugares onde esteve a expedição Fartura e vão conhecer produtores, restaurantes, a plataforma desenvolve roteiros gastronômicos exclusivos para grupos. A primeira experiência será em Porto Alegre com um grupo de Belo Horizonte.
Mais informações acessem o site www.farturabrasil.com.br ou as redes sociais Facebook e Instagram com @farturabrasil.

 

COMEÇAM AS INSCRIÇÕES PARA O PRÊMIO BASQUE CULINARY CENTER

O prêmio concedido pelo Basque Culinary Center, criado em 2016, visa premiar chefs de cozinha de qualquer nacionalidade que mostrem como a gastronomia pode desenvolver projetos de cunho social que melhorem a sociedade.

Eles buscam chefs com trabalhos transformadores, homens ou mulheres de qualquer nacionalidade ou cultura culinária nas áreas de inovação culinária, da saúde, da nutrição, na educação, no meio ambiente, na indústria alimentar, no desenvolvimento social ou econômico.

Para participar do prêmio, os chefs terão que ser nomeados por outro profissional ativo no mundo da gastronomia. Cada candidato deverá preencher um formulário de nomeação colocando as suas razões para ser escolhido como vencedor.

O Centro Basco de Culinária está pedindo o apoio do mundo gastronômico no processo de nomeações porque quer utilizar o conhecimento coletivo para descobrir candidatos de todos os cantos do planeta. No ano passado a chef colombiana Leonor Espinosa, proprietária do restaurante Leo foi a vencedora. Ela criou a Fundação Leo Espinosa, que mostra como a gastronomia pode mover o desenvolvimento sócioeconômico e promover o bem-estar das comunidades colombianas

Em 2016 a vencedora foi a venezuelana Maria Fernanda Di Giacobbe, com seu trabalho em torno do cacau.

As inscrições estão abertas até o dia 31 de maio e o vencedor irá receber além do troféu, 100 mil euros que poderá destinar a um projeto da sua escolha. Mais informações no site: www.basqueculinaryworldprize.com.

Inscrições pelo site: www.cuia.belem.br

Denise Rohnelt Araujo
jornalista@teste.com.br
http://meusite.com.br
Aqui ficará as informações sobre o colunista e a coluna.
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