Por Francisco Cândido
Em 21/03/2018

FAMÍLIA BEZERRA DE MENEZES
- Gente da nossa gente, personagens da nossa História -

A matriarca Helena Bezerra de Menezes, nossa personagem desta quarta-feira, nasceu no interior do Amazonas, em um seringal perto de Sena Madureira (Boca do Acre), em 06/01/1900. Seus pais Francisco Ferreira Mendes e Maria Mendes eram cearenses.

A família saiu do Ceará porque o pai, a exemplo de muitos outros nordestinos, foi atraído pelas notícias de que no Amazonas havia trabalho para todos na extração da borracha.

 A mãe, dona Maria Mendes, que tinha saído grávida do Ceará, deu a luz à filha Helena Bezerra de Menezes. Esta, por sua vez, quando adolescente, se apaixonou por um senhor que andava pelos seringais fazendo a contabilidade dos seringalistas e era agente arrecadador de impostos pelo Estado do Amazonas. Seu nome: José Bezerra de Menezes.

Da união nasceram as filhas Lúcia e Clélia. As meninas queriam estudar e os pais as enviaram para uma escola-internato em Manaus. Depois nasceram os filhos Adalberto e Murilo Bezerra de Menezes. Tempos depois faleceu o senhor José, aos 50 anos de idade.

Em 1944, o diretor da Divisão de Educação (hoje Secretaria de Educação), do recém-criado Território Federal do Rio Branco, o professor João Crisóstomo de Oliveira, que fora professor da escola onde Lúcia e Clélia estudaram, foi a Manaus e lá as encontrou e formulou o convite para que as duas viessem dar aula no novo Território. Ambas aceitaram e a mãe, dona Helena, resolveu acompanhar as filhas e trouxe com ela toda a família. Vendeu a pequena fazenda e o seringal e veio para Boa Vista. Era o início de 1945.

A mãe, dona Helena Bezerra de Menezes, com o dinheiro da venda do pequeno seringal no Amazonas, comprou uma casa na Rua Sebastião Diniz, esquina com a Rua Barão do Rio Branco, na Praça da Bandeira (Escola Oswaldo Cruz). Ali, para ajudar no sustento da família, resolveu trabalhar com a venda de comida. Era a primeira ´´pensão`` (restaurante) de Boa Vista. Por muitos anos a dona Helena forneceu alimentação aos tripulantes dos aviões da FAB e a todos que queriam uma boa comida, no estilo caseiro.

Para quem não sabe, dona Helena foi dona do balneário Cauamé (nos dois lados da ponte, onde hoje funciona o bar do Paulo Cauamé). O governo territorial, sem levar em conta a posse, retomou parte da área e deu eleitoralmente para outras pessoas, ficando para a família de dona Helena apenas uma pequena parte.

Helena Bezerra de Menezes, a pioneira no ramo da venda de alimento (pensão), faleceu aos 75 anos em 1975.

 A filha Lúcia, casou-se em Boa Vista com o linotipista e diagramador da Imprensa Oficial, Augusto Nazaré Matheus (conhecido como “Chumbinho”). O casal teve os filhos: Sílvia (professora aposentada); Carmem Helena (engenheira em Manaus); José Augusto de Menezes Matheus (falecido), e BERECO (Manoel Antonio Matheus Neto), hoje um grande publicitário na área de serigrafia.

A professora Lúcia foi diretora das Escolas Oswaldo Cruz, Normal Monteiro Lobato e do Grupo Escolar Lobo D´Almada. Ela nasceu em 17/10/1924 e faleceu no dia 07/07/2013.

O Adalberto Bezerra de Menezes (falecido) foi um dos mais antigos publicitários e dono da Editora Bezerra de Menezes.

O Murilo Bezerra de Menezes foi diretor da Imprensa Oficial de Roraima (de 1984 a 1992), onde se aposentou.

Em homenagem à matriarca da Família, a senhora Helena Bezerra de Menezes, a Câmara Municipal de Boa Vista, por iniciativa do vereador, à época, José Tabosa – que apresentou o Projeto de Lei-, denominou uma rua com o nome dela.

A Rua Helena Bezerra de Menezes, no sentido norte-sul, no Bairro Liberdade, nasce na Avenida Princesa Isabel, ao norte, segue para o sul, atravessa a Avenida Mário Homem de Mello e termina na Rua Mestre Albano, no Bairro Asa Branca.

Francisco Cândido
franciscocandido992@gmail.com
Clown Parker disse: Em 21/03/2018 às 23:33:07

"A rua Helena Bezerra de Menezes localiza-se apenas no bairro Liberdade, não seguindo para o Asa Branca, como menciona na matéria. Ela realmente cruza a avenida Mário Homem de Melo, mas se destaca como se estivesse indo sentido Pricumã."

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