Por Francisco Cândido
Em 21/06/2017

EM RORAIMA A FAMÍLIA “FERRO”.
Gente da nossa gente, personagens da nossa História.

O sobrenome “Ferro” é classificado como sendo de origem ocupacional. Na Europa era comum o complemento do nome com o tipo de atividade profissional que a pessoa realizava. Assim ficava mais fácil encontrar trabalho na sua especialidade.

No que diz respeito ao sobrenome Ferro, este indica que o portador original era um indivíduo que lidava com ferro. Uma das variantes do sobrenome Ferro inclui o nome “Ferrer”. Aqui em Boa Vista, na Polícia Militar, tivemos o médico Dr. Ferrer (Alessandro de Ferrer e Arruda).

A Família Ferro é originária da localidade de Grumolo Pedemonte, na Itália, mas atualmente em maior número de descendentes na localidade de Chiuppan, ao norte daquele país, onde o patriarca Orazio Ferro com a esposa Verônica Dalle Carbonare se estabeleceram.

O casal Orazio Ferro e Verônica Dalle Carbonare tiveram dois filhos: Giovani Batista Ferro e Bortolo Ferro.

Quando o Bórtolo Ferro faleceu na Itália, a viúva Giovanna Santaforte veio para o Brasil com os seus sete filhos: Antonio, Giovanni, Verônica, Maria, Orazio, Bortolo (filho) e Miguel Maximiliano Ferro (este se casou com a senhora Corona Marzaro).

A família de Bortolo Ferro (Giovanna Santaforte e filhos) se fixou inicialmente na região da Serra Gaúcha e depois os seus descendentes se espalharam para várias regiões do país, onde podem ser encontrados nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Amazonas e em Roraima (nos Municípios de Rorainópolis e Boa Vista). No entanto, há muitos outros descendentes noutros estados, que ainda não foram localizados para ser registrados na Árvore Genealógica desta grande família.

Visando encontrar o maior número possível de descendentes da “Família Ferro” no Brasil, foi idealizado um grande encontro na cidade de Veranópolis, no Rio Grande do Sul. O evento ocorreu no dia 13 de março de 2016 e reuniu mais de quatrocentas pessoas vindas de 40 municípios de cinco Estados: RS/SC/PR/MS/ e RR (Roraima).

Em Roraima, no Município de Rorainópolis, reside a Professora de Biologia Salete Ferro (filha de Marcelo Ferro e Dileta Pazinato). Ela é gaúcha e foi uma das coordenadoras do evento do grande encontro da Família Ferro, em Veranópolis.

Aqui em Boa Vista, registramos a presença da família de Nila Ferro (Enfermeira no Hospital Geral-HGR). Ela nasceu no Município de Itacoatiara, no interior do Amazonas, e é filha do casal amazonense Vitório Correia Ferro e Maria Ferreira Guedes. A Nila tem o filho Sidnei Bruno Guedes Ferro (é fisioterapeuta) – casado com Any Bezerra Alencar. Eles têm dois filhos: o Gabriel e o Miguel. A senhora Nila Ferro reside no Bairro Asa Branca e está há quatro anos em Boa Vista. Ela e a Salete Ferro participaram da coordenação do Encontro.

Outra Família “Ferro” em Boa Vista é a do Professor Hildebrando Ferro Bitencourt.

O Professor Hildebrando (já falecido) era filho do casal José Ferro Bitencourt (maranhense) e Andréia Corina Garrido (venezuelana). Este casal teve os filhos: Hildebrando, Hildenê, Hildene, Edgan e Eunice.

O pioneiro a vir para Roraima foi o seu pai, José Ferro Bitencourt. Ele nasceu em 11/09/1927 na cidade de Caxias, no Maranhão, e veio para Boa Vista em 1943, passando a trabalhar nos garimpos da Venezuela, onde conheceu a sua mulher Corina. O José era filho de Antônio Ferro e, este por sua vez, era filho de uma portuguesa, casada com um italiano.

O velho José Ferro teve outros casamentos. Um deles com a senhora Raimunda Messias Davi, com a qual teve os filhos:: Leila Maria Ferro Bittencourt, Leidimar Ferro Bitencourt, José Ferro Bittencourt Filho, José Augusto Ferro Bittencourt e Adriano Ferro Messias.

O patriarca José Ferro Bittencourt deixou a região de garimpo na Venezuela em 1958 e retornou para Boa Vista e foi para o interior do Território onde instalou a sua “Fazenda Quitandinha”, na região do Município de Cantá, passando a trabalhar com o plantio de Caju, tornando-se o maior produtor deste fruto. Ele faleceu no dia 04/01/2016.

Já o seu filho, o jovem professor Hildebrando Ferro Bitencourt, nasceu no dia 22/06/1958. Estudou na Escola Santos Dumont e Gonçalves Dias. Mas, foi no Ginásio Orientado para o Trabalho – GOT (ao lado da Escola Barão de Parima, no Bairro Calungá), que ele aplicou seus conhecimentos sobre Técnicas Agrícolas. Inclusive foi professor desta disciplina, tanto no GOT, quanto na Escola Barão de Parima.

Em 1980 o professor Hildebrando foi aprovado em dois vestibulares: um em Veterinária, pela Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul; e, o outro em Estudos Sociais, pela Universidade Federal de Roraima-UFRR-. E, para comemorar, se reuniu com amigos e familiares numa festa no Clube Cabec, na estrada do Alto Alegre. Ao término da festa, ele resolveu retornar prá casa numa motocicleta e sofreu um acidente, vindo a falecer. Era a noite de 29/06/1980. Ele tinha apenas 22 anos de idade.

No Bairro dos Estados havia uma escola, criada em 1979. E, depois de passar por reformas, foi oficialmente inaugurada no dia 05/09/1980, pelo o então governador Ottomar de Sousa Pinto, que a denominou de: “Escola Professor Hildebrando Ferro Bitencourt”, através do Decreto-Lei nº 080, publicada no Diário Oficial nº 007/80.

Nesta escola, situada na Avenida São Paulo, estão matriculados 210 alunos, no Ensino Fundamental II (do 6º ao 9º ano), e tem como gestora a Professora Marlene Israel Ferreira, e como Coordenadora a Professora Maria do Socorro Magalhães de Souza.

Francisco Cândido
franciscocandido@ibest.com.br
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