Por Jessé Souza
Em 14/11/2017

O silêncio do bem é mais forte

Quem usa as redes sociais habitualmente tem percebido a aumento do número de pessoas cheias de rancor, principalmente disseminando o ódio e o preconceito, além dos que se dão ao trabalho de “invadir” os perfis para atacar os outros em nome da “liberdade de expressão”, como se o direito de se expressar fosse o “direito de atacar” a qualquer custo os que pensam de forma diferente.

Porém, na semana passada, um ato nobre mostrou a verdadeira face da solidariedade nas redes sociais por parte dos internautas boa-vistenses, revelando que, apesar de os disseminadores de ódio fazerem muito barulho na internet, o silêncio do acolhimento, da solidariedade e da civilidade dos roraimenses é mais forte.

O fato em questão foi o desespero do amigo repórter-fotográfico Antonio Diniz, que fez um desabafo em seu perfil nas redes sociais e colocou seus bens à venda com a finalidade de conseguir dinheiro para comprar medicamentos para sua esposa, que enfrenta um doloroso tratamento de câncer, realidade piorada porque o governo não consegue disponibilizar os remédios, o obrigando a recorrer à Justiça.

Imediatamente, os internautas e amigos se mobilizaram numa campanha nas redes sociais para arrecadar o dinheiro e, em pouco tempo, creio que em menos de 48h, o objetivo foi alcançado e lá estavam depositados R$ 25 mil, dinheiro suficiente para adquirir cinco (sim, apenas CINCO) ampolas da medicação de quimioterapia.

Aqui está a força das pessoas de bem que não se deixam levar pelo barulho dos escarnecedores, os quais usam a internet para disseminar o que não presta e para atacar os menos favorecidos. E não foi apenas esse exemplo de Antonio Diniz e sua esposa Edileuza que mostrou a força do bem do povo de Roraima.

A questão dos venezuelanos já vinha mostrando a boa índole dos roraimenses, pois enquanto alguns agem com xenofobia, preconceito e até mesmo desprezo, muitos decidiram arregaçar as mangas e ajudar os estrangeiros que chegaram fugidos da fome e da pobreza na Venezuela, seja fazendo doações ou mesmo realizando ações e trabalhos voluntários, além da iniciativa privada que também está contribuindo para amenizar a situação da imigração no Estado.

Os que aqui nasceram sempre ouviram dizer que o roraimense era um povo acolhedor e solidário. Embora o barulho do mal assuste e faça as pessoas pensarem diferente, o roraimense continua sendo um povo acolhedor e solidário. As boas ações praticadas muitas vezes no silêncio comprovam isso e mostram que o mal e os escarnecedores não vencerão.

*Jornalista
jesseroraima@hotmail.com
Acesse: www.roraimadefato.com.br

Jessé Souza
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