Por Opinião
Em 09/03/2018

Carta Resposta à Folha de Boa Vista

Escrevo esta carta aberta à Diretora Paula Cruz e a folha de Boa Vista na esperança de que seja publicado no mesmo local e da mesma forma que carta endereçada a mim com acusações e ofensas constantes na edição de ontem.

Quero esclarecer os pontos levantados. Não falo mal da empresa de vocês, sua empresa, mas me dou o direito de contestar matérias absurdas, acusações levianas e comentários jocosos e agressivos com que sou atacado todos os dias na sua coluna Parabólica. São agressões gratuitas e chulas, que atacam a minha honra e da minha família.

Aliás, da mesma forma que os filhos do Getúlio são sócios de empresas de comunicação e isto é legitimo, os meus filhos também o são, e a minha esposa Rosilene, comanda administrativamente a direção executiva dos mesmos, trabalhando todos os dias.

Tudo de forma legal, legítima e feito com trabalho sério. Se os filhos do Getúlio não são laranjas ou testas de ferro de ferro de ninguém, os meus também não o são. Respeitem assim meus filhos e minha família.

Vocês têm o hábito de enxergar os outros da pior maneira, principalmente os adversários políticos. Se arvoram da condição de veículo de comunicação para disseminarem o ódio e a discriminação na tentativa de taxarem as pessoas, e assim influenciarem a opinião pública.

Tenho o direito de dizer em entrevista que a folha de Boa Vista me ataca e me agride diariamente, e que as pessoas não acreditam no que falam sobre mim, porque me conhecem e reconhecem o trabalho que realizo em defesa e por Roraima.

Presto conta dos meus atos sempre e nada devo a ninguém ou a nenhuma investigação. Trabalho de cabeça erguida e tenho representado Roraima de forma responsável e produtiva. Estou tranquilo!

Novamente o vezo de moralista sem olhar para o próprio umbigo se apresenta. Porque os jornalistas da folha de Boa Vista podem ter dois empregos, o que é legítimo e permitido por Lei e os jornalistas em trabalham em outros veículos não podem? Seria porque só enxergam os outros pela régua que se medem?

Atacar os jornalistas que trabalham com seriedade e esforço não fica de bem pra vocês.

Quem não é empregado da folha e trabalha para dois locais distintos, comprometem a dignidade, mas os jornalistas da folha de Boa Vista podem ter dois empregos e são dignos?

Por favor, respeitem as pessoas e os seus leitores. Não venham me responsabilizar pelas dificuldades que Roraima passa, depois que o Estado foi implantado em 1.991, o nosso grupo político não governou uma única vez.

Não sou responsável pela demarcação de Terras Indígenas, luto para resolver a questão energética que esbarra na FUNAI, e não sou responsável pela negociação da energia da Venezuela. Sou um senador que procura defender o Estado nesses embates difíceis de enfrentar, mas se me cobram isso, porque não cobram também dos demais membros da Bancada Federal, Roraima têm 3 (três) senadores e 8 (oito) deputados federais.
A culpa é minha por qualquer falha num Estado que não governamos?

Mais uma vez vocês vêm com acusações levianas que atingem a mim, meus filhos e meus familiares, não exploramos minérios em Roraima. A minha filha era sócia de uma Usina de Britas em Boa Vista, há muito tempo atrás e já vendeu sua participação na empresa. Portanto, não sejam irresponsáveis e levianas a ponto de disseminar informações mentirosas.

Por fim, não pretendo bater boca com vocês, mas sempre que eu for caluniado e agredido responderei à altura.

Quanto a seu pai, não o tenho como modelo, nunca disse a ele as palavras sobre “jogar o jogo” relatados na sua carta. Nunca pensei em dar conselhos ao Getúlio Cruz, até porque ele sabe tudo, mas nunca conseguiu se eleger em nenhuma eleição que disputou.

Tenho certeza que o despeito e a inveja são razões mais do que visíveis para ser tratado como sou por vocês, e não pretendo mudar o coração de vocês.

Das vezes que me relacionei com seu pai, só fiz o bem para ele.

Cada um dá o que têm, a carta de vocês é puro ódio, raiva e rancor, e isso não faz bem à saúde.

Fiquem com Deus.


Respeitosamente,


Senador Romero Jucá


 NOTA DA DIREÇÃO 

Por respeito ao direito do contraditório, publicamos na íntegra a carta do senador Romero Jucá. Repudio os ataques direcionados a nós e, principalmente, as dezenas de afirmações que NUNCA foram ditas em meu artigo. Reafirmo tudo o que disse e encerro com uma citação de Peter Drucker: “O mais importante da comunicação é ouvir o que não foi dito”.


Seu sucesso é o meu sucesso - Afonso Rodrigues de Oliveira*

“Alegre-se com o sucesso, a promoção e a boa sorte dos outros. Fazendo assim você atrai a fortuna pra você”.

Na década dos sessentas, do século passado, trabalhei numa grande empresa paulista. Foram dez anos de muita experiência. Em sete deles, fui responsável pelo Controle de Qualidade na empresa. Tinha poucos auxiliares, mas os mais bem preparados. E as relações humanas no trabalho eram nosso ponto mais forte. Durante os sete anos de liderança, demiti, em última instância, apenas dois auxiliares. E ambos por faltarem com lealdade. Mas isso não significa que tudo flutuava em mar de rosas. Entre os auxiliares mais técnicos, havia um boliviano, por quem eu tinha um profundo respeito.

Sempre respeitei o fato de ele ser muito mais técnico do que eu. Mas ele nunca se conformou em ser meu auxiliar, porque se sabia tecnicamente mais preparado do que eu. Sempre que eu me ausentava da empresa, em férias, ou a serviço, ele fazia de tudo para me substituir. Mas, o que me fazia respeitá-lo mais, era que ele nunca foi desonesto nas tentativas. Apenas procurava mostrar sua competência profissional.

Mas havia em mim uma característica que ele não ignorava e que a gerência industrial reconhecia. E sabendo disso, nunca me incomodei com o comportamento e a aspiração dele. Afinal de contas, ele lutava pelo que lhe parecia justo. Não raro eu me afastava da empresa, a serviço, por vários dias. Mas nunca me preocupei com seu comportamento na minha ausência. Sempre o admirei e o respeitei. Mesmo sabendo que ele nunca se conformara em ser subordinado.

Qualquer que seja sua profissão, ou atividade, procure ser o melhor que você puder ser dentro dela. Sinta-se feliz com a felicidade das outras pessoas e você não temerá ameaças. Quando você está seguro de si, não tem receios. Respeite seu colega de trabalho, ou seu auxiliar, quando ele for tecnicamente mais preparado do que você. Se você for realmente um bom profissional, poderá liderar auxiliares bem mais técnicos do que você.

Todos respeitarão você, mesmo sabendo serem mais técnicos do que você. O importante é que você não procure ser o tal. Seu auxiliar deve ter a consciência de que você o mantém no seu grupo porque ele é eficiente. E nesses casos, mesmo que haja um ciumento entre eles, este, em momento nenhum, poderá lhe oferecer ameaças. Seja competente na seleção de seus auxiliares.

Estamos na era da liderança. Não há mais lugar para chefias. Ou você é um líder ou só ocupa o lugar de um. E liderança, como o samba, não se aprende no colégio, mas no dia a dia, na estrada da labuta profissional. Pense nisso.

*Articulista
afonso_rr@hotmail.com
99121-1460

Opinião
jesse@folhabv.com.br
THIAGO CASTRO disse: Em 09/03/2018 às 09:44:35

"JUCÁ É O VERDADEIRO CÂNCER DE RORAIMA "

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