Por Opinião
Em 11/09/2017

Balcão da corrupção - Tom Zé Albuquerque*

Em nosso país a corrupção está viralizada. É devasso o atleta, o dirigente, o transeunte, o motorista, o político, o servidor público, o religioso, o vendedor, o comprador... o empresário. O corrupto e o corruptor estão entrelaçados, intimamente ligados em prol dos seus próprios benefícios. E nesse contexto sobrevivem as empresas que irrigam os cofres do poder, uma modalidade nojenta e largamente expandida no governo petista.

Não obstante essa nociva sistemática ser praticada em todas as esferas e poderes, é na União e através do poder executivo que essa cruzeta depravada se tornou mais clara nos últimos anos, e responde pelos nomes de OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, entre tantas outras; mas uma empresa (não empreiteira) extrapolou em transações com dinheiro público, via BNDES e através de intermediações de inúmeros benefícios a corpos políticos: JBS, empresa de sociedade anônima, nascida em Goiás como um reles frigorífico, absurdamente inclinada com ajuda do poder pluripartidário brasileiro, e que chegou a ser avaliada em quase 50 bilhões de reais, cujos faturamentos saltaram de R$ 4 bilhões em 2006 para impressionantes R$ 170 bilhões em 2016.

JBS é gerida pelos irmãos Wesley e Joesley. Este, ao que aparece, é o que cata holofote e não entendeu que sempre foi um idiota útil. Acredita se dar bem e se adaptar ao “sistema”, o mesmo que o usou e o transformou na era Lula num babaca rico, um operador de luxo da dolarização que sustenta a corrupção no país da Bibi. O “sistema” que Joesley acreditou estar inferindo pavimentou glamour, mídia, bela mulher. Lá estava um bobão diante das raposas da política que dominam o poder e suas capitanias hereditárias, seja pelo loteamento do poder público, seja pela via dos sindicatos, seja pela perpetuação das benesses que a política deturpada no Brasil proporciona.

A empresa de Joesley alimentou campanhas políticas, sem distinção ou preconceito, bastava pedir. O Lulinha precisou... chama o Joesley. O Aécio tá liso, ora, tem o Joesley. O Cunhão vai ser preso... Joesley nele. A gôndola de negócios à custa do suor dos brasileiros honestos estava sempre lá, pronta para oxigenar a corrupção. O dono da JBS acredita ser esperto, ser amigo do “homi”, mas não passa de um otário em desserviço à nação, tal qual acontece com milhares de imbecis que acreditam fazerem parte do poder, mas são nada mais que bocós temporários, embora ajam como se fosse um membro da cúpula que direciona o Estado. Demorou para que esse pateta sentisse ser ele um nada além de conveniente tolo.

Depois e ante turbulência, se agarrou a um gravador ordinário no intuito de se compor para negociar provas. O “sistema” que tanto Joesley bradou estar dentro, agora o devorou e o jogou à sorte dos incautos. A prisão será sua casa por pouco tempo, mas haverá de ajustar o tal “sistema” até aparecer outro palerma aproveitável. O eleitorado brasileiro (exceto os sociopatas), pela semelhança e pela equivalência se solidariza. Somos todos obtusos, estamos todos joesliados.

*Administrador


Administração, a Ciência da Gestão - Kermme Rebouças*

Peter Drucker afirma que: “... as empresas, assim como as entidades públicas, não existem para si mesmas, e sim para uma finalidade social específica e atender a uma necessidade específica, da comunidade ou da pessoa. Não constituem fins em si mesmas, apenas meios”.

Entendo com isso que a administração sempre estará associada a qualquer entidade, pois toda organização, para ser realmente uma organização necessita ser administrada. E é diante dessa necessidade que penso que a profissão de Administrador deve acolher o seu devido valor. Como um bom Druckeriano, sempre irei defender a Administração como a Ciência da Gestão, e sempre a apresentarei com a mesma importância e legitimidade das demais.

Precisamos que isso se torne cada vez mais uma realidade e reivindicar efetivamente os direitos aos profissionais da administração, com revisões e apresentações de Leis que legitimará isso, como exemplo o PL 439/2015.

Nesse dia do Administrador e semana alusiva à profissão, faço um pedido que deixemos de falar repetidamente em artigos e temas do tipo: “Administrar é uma arte”, “7 Passos para isso ou aquilo”, “Liderança de sucesso”; e publiquemos e debatamos assuntos que verdadeiramente enriqueçam e legitimem a valorização da Ciência da Gestão. Parabéns pelo seu dia. Feliz dia do administrador (a). [Citação de seguidor e admirador de Peter Ferdinand Drucker, escritor austríaco considerado o Pai da Administração Moderna].

*Administrador
CRA n.º 3.2089 RR
E-mail: kermme@hotmail.com


Cuidado com o que ouve - Afonso Rodrigues de Oliveira*

“Em tudo o que digo, finjo que só penso na felicidade dos meus súditos.” (Frederico II – Prússia)

Não podemos mudar a política. Mas podemos mudar os políticos. E é isso que devemos fazer, mas sendo maduro, o suficiente, para saber quem e por que deve ser mudado. É uma responsabilidade nossa e só nossa. Está difícil porque ainda não conseguimos descobrir que os políticos desonestos ainda nos tratam como seus súditos. Não são competentes nem capazes de respeitarem o fato de eles serem nossos servidores. Que foram eleitos por nós para trabalharem para nós, pelo nosso progresso.

Vamos acordar para o nosso dever de aprimorar nossa política. E para isso precisamos saber o que realmente é a política. Os tolos e analfabetos políticos ainda votam naquela de tanto faz, são todos iguais. E não são. Ainda temos bons políticos na política. São exatamente os que não conseguem trabalhar porque os poderosos os bloqueiam. O lamaçal a que estamos assistindo na nossa política, atualmente, não é mais do que rompimento das barragens. Ele sempre foi o acúmulo de sujeiras depositadas pelos eleitores despreparados politicamente. O que nos faz responsáveis pelos estragos.

Vamos refletir maduramente sobre o que está acontecendo na nossa política. Não vamos vilipendiar nem debochar. Vamos apenas fazer nosso papel de cidadãos. Tudo o que está acontecendo é responsabilidade nossa. Vamos nos respeitar para que os políticos nos respeitem. Analisemos com cidadania, o que realmente está acontecendo, e retirar do cenário político, todos os que estiverem metidos no barco furado da ladroeira. É nosso dinheiro que eles estão roubando, ou mais precisamente, vêm roubando há muito tempo.

Vamos varrer essa sujeira nas próximas eleições. Ou pelo menos, boa parte dela, mesmo porque o vício não se elimina do dia para a noite, mas temos que iniciar a operação. Mas vamos mudar um pouco o rumo do papo. Assistindo a um telejornalismo, lembrei-me de um caso interessante. O H.

Jackson Brown Jr, quando seu filho foi estudar noutro Estado, ele escreveu quinhentas sugestões para o filho seguir vida afora. Filho e colegas gostaram tanto que lhe pediram mais sugestões. Ele escreveu mais quinhentas e uma. E numa delas ele diz: “Nunca incentive seu filho a estudar Direito”.


Rimos sempre que lemos isso, mas ontem prestei bem atenção ao pensamento dele, vendo a reação do advogado do Lula, ao depoimento do Palocci. Mas fiquei imaginando que há uma infinidade de eleitores que pensam e agem exatamente como o advogado. E é aí que a jiripoca vai piar e nós vamos continuar pagando o pato. Pense nisso.

*Articulista
afonso_rr@hotmail.com
99121-1460

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jesse@folhabv.com.br
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