Por Opinião
Em 16/04/2018

Atoleiro social

Tom Zé Albuquerque*

Tem sido comum ouvirmos a preocupação de algumas pessoas sobre a situação na qual o Brasil se transformou nos últimos anos. A patente inversão de valores tem ditado como a sociedade se prostrou diante de melindres absurdos, cuja opinião ou manifesto autêntico é comumente definido como uma fobia qualquer, preconceito ou racismo.

Sobre esse tema, tenho atentado para alguns posicionamentos do jornalista, escritor e servidor público, Miguel Lucena, pela sua lucidez e coragem. Cita o autor sobre quão desvirtuados ficaram os “direitos humanos”, que de preservador das garantias indistintas (este é o sentido de sua existência) e observador do cumprimento das normas que assegurem as prerrogativas legalmente previstas, são, em verdade e por vezes, defensores de infratores sob a alegativa ababacada de salvaguardar abrigo às minorias, se esquivando, pois, de dar garantia às vítimas de modo geral.

Argumenta o escritor que o brasileiro, povo cordial, se transformou em gente rude, nos mais variados atos ou ambientes, seja na erotização em pleno transporte público, seja nas infringências pela individualidade e egoísmo da sociedade. Os criminosos, amparados, extrapolam arrotando direitos que não têm; e quando não os favorecem tocam o terror nas ruas, nas penitenciárias, nos prédios públicos. Parte da mídia tenta passar a imagem para o povo que a polícia é, nessa barafunda, a vilã de uma sociedade doente, desnorteada e sem perspectiva de reposicionamento. O Estado Democrático de Direito está penso, e muitos, mas muitos brasileiros não conseguem enxergar os dois lados da realidade.

Nas escolas, afirma Lucena, as disciplinas prioritárias, lastros com requisitos, são substituídas aleatoriamente por doutrinações a partir de atos reprováveis por políticos de baixíssimo nível. Nos ambientes culturais, crianças massageando homem nu não é pedofilia, e troca de sexo ainda na infância passa a ser normal. O bebê não deve ter sexo. A incoerência paira desregradamente, porque criança e adolescente não têm como responder pelos seus crimes, mas estes mesmos gozam de discernimento para decidir o que querem ser. Uma loucura!
A música, que já teve Lupercínio, Cartola, Gonzaguinha, Elis... agora se restringe a personagens sem talento (leia-se: Anita e um tal de Vittar) mas que por serem enlatados da Globo a sociedade sequer discerne sobre a qualidade artística, valorizando-se as incivilidades, as letras de baixo calão, as coreografias chulas e delirantes. Falar sobre família passou a ser piegas ou retrógrado. O desarranjo social é validado como algo prevalente, sob a alegativa infame de “liberdade”.

A relativação dos atos da sociedade gera anarquia. Bandido ser vítima da sociedade é o ápice da desordem social no Brasil. Somente com governos austeros, legislativos focados em preservar o que é probo e útil para a população, poder-se-á acreditar numa eventual mudança conjuntural. Quantas décadas a aguardar? Ainda resta tempo e esperança de estancar a involução vigente.

*Administrador

 

Como desejamos a pátria que amamos

Vera Sábio*

Foi o tempo em que tínhamos o maior orgulho de sermos brasileiros. Porém foi..., e passado não volta mais.

A natureza embora prejudicada por nós se refaz e continua nos servindo. Mas os corruptos que aqui temos, não mudam e só pioram, retirando qualquer esperança de um futuro melhor. Quem leu, pensa que os políticos que aqui estão, são com certeza os piores do mundo e acabam com qualquer orgulho de sermos brasileiros. Porém, porque temos estes políticos?

É preciso parar de colocar a culpa no outro e realmente fazer nossa parte, se quisermos ainda ter alguma esperança. Afinal se é difícil mudarmos internamente, imagina mudar o outro. A preguiça de pensar, o atraso da cultura, os interesses escusos e a falta de consciência da gravidade pela qual passamos, é realmente o grande empecilho que possibilita com que pessoas acreditem na inocência de bandidos gravíssimos como políticos que matam em massa e mesmo com todas as evidências e julgamentos, continuam praticando crimes como campanhas eleitorais fora de época e uso do dinheiro público para regalias imorais.

Acordem brasileiros, parem de ser omissos, iludidos pelos jogos como copa do mundo e tendo amores platônicos por políticos, que no fundo vocês sabem que não prestam, que sempre prometeram e nunca fizeram nada, que enriqueceram ilegalmente e só pensam em si mesmos. Não tem mais jeito de empurrar com a barriga, precisamos que cada um assuma seu papel, faça a diferença e mostre com coragem o valor que tem em ser brasileiro. Se o supremo está vendido, eu não estou vendida. E você está?

É hora de entendermos que estamos em um momento crucial que fará toda diferença no Brasil que deixaremos para nossos descendentes e não dá mais para esperar sentado. Amar é se doar, é transformar, é corrigir e fazer melhor e para isto é se submeter a luta e dar a vida se for necessário
Afinal como desejamos a pátria que amamos?

*Psicóloga, palestrante, servidora pública, escritora, esposa, mãe e cega com grande visão interna.
CRP: 20/04509
www.enxergandocomosdedos.blogspot.com.br

 

Determine seus limites

Afonso Rodrigues de Oliveira*

“As doutrinas têm esta vantagem: dispensam de pensar por conta própria”. (Édouard Herriot)

O maior bem que você pode fazer a você mesmo é determinar seus próprios limites. Uma vez que você tem plena liberdade de determinar o que quer, seus limites não têm limites. O Ser Racional não conhece limites. Já porque como racional ele não precisa se limitar. Quando somos felizes, nossa felicidade já é a linha limítrofe entre a liberdade e a licenciosidade. Sem essa liberdade não há como ser feliz. Seja feliz não restringindo seus limites. Vá fundo, e sempre para cima, contradizendo os limites. Um degrau por vez, mas sem limite de vezes. É assim que você vai descobrir o quanto você é poderoso. Ou poderosa. Porque não há limites quando sabemos o que realmente queremos. Quando não conseguimos o que queremos é porque não sabíamos o que queríamos. Quando quiser, vá à luta. Mas com racionalidade e sem se impressionar com os irracionais.

Pense sempre alto. Quando pensamos pequenos não tem como deixarmos de ser pequenos. Afinal, somos o que pensamos. Nossos resultados são frutos dos nossos pensamentos. E é aí que devemos dirigir nossas vidas sem limitações, porém, dentro da racionalidade. E não é racional perder tempo com assuntos que não nos façam, nem nos tragam, benefícios. Assuntos negativos, seja na imprensa, na conversa, ou na convivência, minam nossa saúde mental, física e espiritual. É neste momento que perdemos a confiança em nós mesmos e passamos a criar santos que queremos que façam para nós, os milagres que nós mesmos deveríamos e poderíamos fazer. Deveríamos e não fazemos porque não confiamos em nós mesmos. E a falta de confiança é um limite que estabelecemos para nós, neutralizando e anulando o poder do nosso subconsciente.

No dia em que você descobrir a força que você guarda em seu interior, e que deveria exteriorizar, você afastará todos os obstáculos do seu caminho. Descubra. Faça isso não perdendo seu tempo com assuntos negativos. Não se deixe impressionar. Seja firme nos seus pensamentos, nas suas atitudes. Afaste-se de pessoas negativas e de pensamentos pobres. Acredite: eles têm um poder imensurável sobre os espíritos despreparados e influenciáveis. E é quando você se deixa influenciar, que estabelece limites à sua mente. E aí você perde a capacidade de agir, de pensar sadiamente e, consequentemente, de progredir. Aí você estagna. Fica rodando dentro de seus limites, sem condições de ir além, até o limite que você deveria estabelecer para vencer. Liberte sua mente e você será livre. O sucesso, ou insucesso, vai depender de sua escolha. Pense nisso.

*Articulista
afonso_rr@hotmail.com
99121-1460

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jesse@folhabv.com.br
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