Por Opinião
Em 17/04/2017

Ascender pelo aceite - Tom Zé Albuquerque*
    
A conscrição atinge a todos. Quantas vezes seremos constrangidos a pisar sobre os espinheiros da calúnia? Quantas e tantas vezes transitaremos pelas veredas escabrosas da incompreensão? Eis a luta diária...

As árvores, nos ritmos de podas, tem seivas subtraídas ao ponto de afear-se mas, em pouco tempo, revigora-se robusta na oferta de beleza e de fartura. A água, minguada, abandona o aconchego de sua fonte, se alvoraça pelos inevitáveis movimentos, mas se ajusta no abanado do rio para alcançar a placidez grandiosa do mar. Assim vaga o espírito, em sua missão na escola Terra.

Na labuta diária encontramos impedimentos a granel, travando as ações libertárias. O fracasso faz parte do progresso; o aceite à falha do companheiro também; o fel que jorra pelos lábios dos facciosos fere a alma, mas ao final, engrandece a essência humana. Por mais que não queiramos aceitar a lei da causa e do efeito ela vingará. A pedra bruta deve estar em constante burilamento; é o espelho humano a serviço da organização quântica.

Caso perguntássemos ao grão de trigo acerca do moinho certamente o apontaria como casa de tortura para qual se aflige e sofre; entretanto, é daquele espaço atroz que o pão dá subsistência do mundo. Caso inquiríssemos a madeira em relação ao serrote, naturalmente responderia ser aquele objeto o responsável, em todos os momentos, do dilacerar de suas entranhas; noutra forma, faz-se indispensável para a guarda e habitação do ser humano. E se abordássemos a pedra para opinar sobre o buril, diria ser ele o detestável algoz de sua tranquilidade, ao ferí-la impiedosa e diuturnamente; mas reconheceria também ser através dos golpes lapidadores que se elevam os brilhantes tesouros da Terra.

Não somente o agasalho protege o corpo, mas a sabedoria fortalece o espírito. A cirurgia reparadora adequa o defeito orgânico, mas o reparo íntimo enobrece o cerne hominal. Os títulos honrosos ilustram a face transitória, mas as virtudes etéreas enriquecem a consciência eterna. Além das flores, queiramos produzir frutos. O ensino é valoroso, mas a efetividade da ação muda contextos. Não somente Eu, mas também nós.

No plantio do que é nobre, o tempo se encarregará da germinação, da florescência e da frutificação, no tempo certo.

A razão é luz gradativa, por ela conclui-se que a labuta diária não se restringe pela batalha entre o bem e o mal, mas a partir da peleja da ignorância contra o conhecimento. Há obreiros de toda casta, dos que mergulham na lida, incansavelmente, e daqueles que imputam num ou noutro fato externo como a desculpa para o recuo. Para o bem da humanidade, “O plantio é facultativo, a colheita obrigatória”.

A vida é curso avançado de aprimoramento através do esforço perene, mas quanto mais for adensado o ser humano, menos evolução terá. É como dizia William Shakespeare: “O que atrapalha minha evolução é esse espesso envoltório carnal que perece!”
    
*Administrador


A política nauseabunda - Afonso Rodrigues de Oliveira*

“Reconhece-se um país subdesenvolvido pelo fato de nele ser a política a maior fonte de riqueza”. (Gaston Bouthoul)

Tenho me esforçado para navegar no mar do bom humor. Mas fica difícil pra dedéu, quando tenho que aturar as notícias sobre a bagunça em que naufragou a nossa política. Não estou exagerando. Chego a sentir náusea. Adoro a política. Sinto muito quando vejo os larápios e tantos outros descarados fazerem da política sua maior fonte de riqueza. Mas, o mais difícil é mesmo saber que nós, cidadãos despreparados e politicamente analfabetos, somos os responsáveis pela ladroeira. Afinal de contas, somos nós que elegemos os bandidos que legislam para nós.

Chega de arenga. Sempre tive grandes amigos na política. E ainda os tenho. Mas já tive políticos que se diziam amigos e me usaram como laranja, sem que eu, pelo menos, imaginasse que eles usariam meu nome, para roubar o dinheiro público. Você acredita nisso? Acredite e tenha cuidado com os seus amigos políticos. Procure ler nos olhos deles quando eles estiverem falando com você. Muito Cuidado. Mas não se esqueça de que ainda temos bons políticos. É uma pena que eles não possam desempenhar seu papel, por estarem dominados pelos realmente poderosos. E isso porque somos, lamentavelmente, um país subdesenvolvido.

Até quando viveremos no subdesenvolvimento? O Miguel Couto nos ensina, embora não lhe demos atenção: “No Brasil só há um problema nacional: a educação do povo”. E ainda vamos demorar muito para sermos um povo educado e, consequentemente, desenvolvido. E só quando nos desenvolvermos, na educação, daremos atenção à fala do Barão de Itararé: “Se há um idiota no poder, é porque os que o elegeram estão bem representados”. E os que estão indo para a cadeia, e os que já estão lá, não são mais do que idiotas. Pensaram que poderiam continuar roubando sem que o parceiro os delatasse.

Vamos mudar esse cenário. E comecemos pela educação que estamos dando aos nossos filhos. Porque são eles, e talvez os filhos deles, que certamente iniciarão a limpeza na nossa política. Se você riu quando eu disse que o maior cientista do mundo foi o cara que inventou a vassoura, reflita e vamos dar uma vassourada nessa imundície que está nos envergonhando na nossa política. Mas, comecemos considerando que cada um de nós é responsável pelo que está acontecendo, já que elegemos os que não mereciam nosso voto. Vamos nos educar já que não nos educam. Sejamos responsáveis para que possamos ser respeitados pelos que elegemos como nossos representantes. E só quando respeitamos merecemos ser respeitados. Pense nisso.

*Articulista
afonso_rr@hotmail.com
99121-1460


As excelências estão em pandemônio com as delações premiadas - Júlio César Cardoso*

1. Propina em forma de doação de campanha: “Duvido que haja um político no Brasil que tenha sido eleito sem caixa dois. E, se ele diz que se reelegeu sem, é mentira, porque recebeu do partido. Então é impossível.”
 
A declaração bombástica de Marcelo Odebrecht, em depoimento ao TSE no processo contra a chapa Dilma-Temer, dá a dimensão exata de como a corrupção desmascara a pseudo-honestidade da maioria dos políticos nacionais, eleitos em campanhas milionárias.
 
Moral da história, os políticos, quase todos, são corruptos, travestidos de cidadãos honestos. Elegem-se e se reelegem com dinheiro bancado pela corrupção dos partidos; não  demonstram um pingo de interesse em saber a verdadeira origem do dinheiro da campanha; e ficam tremendamente irados quando são tachados de políticos desonestos, batendo sempre na mesma tecla do mantra já desgastado de que as doações  foram legais e registradas no tribunal eleitoral.
 
Desde que desistiu negar as acusações, a maior empreiteira do Brasil admitiu que, na última década corrompeu pelo menos oito governadores, além de 71 deputados e senadores e que financiou ilegalmente todas as campanhas eleitorais do país desde 2006, pelo menos, ou seja, que praticou o investimento clássico, conhecido como doação de campanha para obter privilégios.
   
A verdade é que tanto o caixa um como o caixa dois são eivados de irregularidades, e isso se depreende da pretensa aprovação da “Emenda Raupp”, que sugere afastar o risco de punição de políticos que receberam propinas disfarçadas de doações legais.  A Emenda é uma reação à decisão do STF que autorizou a abertura de ação penal contra o senador Valdir Raupp, acusado de ter recebido 500.000 mil reais da empreiteira Queiroz Galvão em troca de apoio ao esquema de desvio de dinheiro na Petrobras.
 
2. A lista de Fachin. O Ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-jato no STF, autorizou  a investigação  de 8 ministros, 3 governadores, 24 senadores e 39 deputados, com base em delações de ex-executivos da Odebrecht, uma vergonha nacional com repercussão no exterior.
 
Brasileiros, é lamentável o cenário do submundo da política nacional. Chegamos ao ponto de ter, por exemplo, as principais lideranças do Senado incriminadas e colocadas no mesmo saco. É preciso que o eleitor reflita e tenha mais responsabilidade na hora de votar.

*Bacharel em Direito e servidor federal aposentado


QUE SEMANA ESPORTIVA! - Ranior Almeida Viana*

Essa semana além de ser sagrada para os cristãos é de muitas decisões entres as quatro linhas da quadra e do campo, iniciaram na segunda-feira os confrontos válidos pelas semifinais do 1° turno do Campeonato Roraimense 2017. No primeiro jogo daquela noite, o Colorado da Consolata (Baré) não tomou conhecimento do Atlético Roraima e venceu por 4 x 1. No jogo seguinte, o Mundão (São Raimundo) goleou o Náutico por 4 x 0. Acompanhei ambos os jogos ocorridos no Estádio da Vila Olímpica, tomando um mate gelado e ouvindo pela Rádio Roraima 590 AM.

Uma indagação: cadê a finalização da reforma do Estádio Flamarion Vasconcelos mais conhecido como Canarinho? Recordo que quando foi iniciada a reforma do mesmo, era pra Roraima ser uma subsede (Alguma seleção realizar seus treinamentos) da Copa de 14 ocorrida no Brasil, quando iniciei os estudos na UERR em 2012, a reforma já estava em andamento. Costumava ficar numa parada de ônibus ali em frente do Canarinho aguardando a condução para casa, admirando o tamanho da obra. Quatro anos depois finalizo o curso na UERR e o Canarinho ainda não ficou pronto.

Continuando a falar em recordações e o Estádio Ribeirão? Um verdadeiro alçapão (torcida próxima ao campo) que está desativado por falta de manutenção. E se não tivesse a Vila Olímpica? Que é de responsabilidade da Prefeitura Municipal de Boa Vista. Os jogos do campeonato de 2016 e de 2017 onde seriam realizados? Ressalto que o público está sempre presente nos jogos do Roraimense. E dia (13/04) às 19 horas aconteceu a grande final do primeiro turno entre os nossos representantes no Campeonato Brasileiro série D, São Raimundo x Baré, entrada franca.

Aproveito o ensejo pra falar da grande final da Taça Roraima de Futsal (Adulto) que houve na terça (11/04) dessa grande rivalidade que vem crescendo a cada ano que é entre Constelação x Vivaz, confesso que fiquei sem saber por quem torcer, pois já fui treinado e tenho profundo apreço por ambos os treinadores. Osmar Júnior foi meu primeiro treinador na época da Escola (Camilo Dias) e também no sub-15 do Constelação, já o Olano Matos foi posteriormente no sub-17 e sub-19 do próprio Constelação. Um baita jogo, quem esteve no Ginásio Helio Campos não teve do que reclamar com relação ao espetáculo, um tempo para cada equipe o primeiro terminou o 4x1 para o Vivaz, e com recuperação do Constelação no segundo tempo, terminando a partida em 8x4. Parabéns às equipes.              

*Licenciado em Sociologia – UERR, Bacharelando em Ciências Sociais – UFRR.
raniorameida@outlook.com

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