Por Parabólica
Em 14/04/2017

Bom dia!

São elementos para reflexão neste final de semana prolongado. Você, caro leitor (a), sabe quanto custa ao contribuinte, por dia, o funcionamento de um Estado como o nosso, considerando os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), e seus outros órgãos (MPE, DPE, TCE, MPC)? Levando em conta os números da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2017, em média e números redondos, esse custo chega a R$ 12.000.000,00 (DOZE MILHÕES DE REAIS). Isto mesmo! A paquidérmica e ineficiente estrutura burocrática do Estado em Roraima custa em média diária essa montanha de dinheiro. Num feriadão como este da Semana Santa - e olhe que é um feriado cristão, num país constitucionalmente laico, sem religião oficial-, o custo da paralisação total da máquina burocrática alcançaria nada menos que R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito milhões de reais).

E se todas as repartições seguissem o exemplo de alguns órgãos que já estão parados desde a quarta-feira, 12, a população estaria pagando para essas instituições não trabalharem os cinco dias do feriadão a bagatela de R$ 60.000.000,00 (sessenta milhões de reais). Esses números devem servir de reflexão para os dirigentes públicos acostumados a decretar pontos facultativos em qualquer oportunidade que lhes caia na mão. Eles não têm o direito de tornar disponível o dinheiro público, para financiar o ócio de seus subordinados, que são pagos com o minguado e suado lucro e salários de trabalhadores e empresários da iniciativa privada, que precisam trabalhar dobrado para viver e pagar impostos.

VAZIOS
Por falar em ócio, os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal estão às moscas desde que o ministro Edson Fachin decidiu mandar abrir inquérito contra meio mundo de deputados e senadores, enrolados nas delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht. Já na terça-feira, 11, imagens de câmeras de TV mostraram quase todas as poltronas vazias nas duas casas que compõem o Congresso Nacional. Pobre país, cujos representantes do povo são obrigados a se esconderem para evitar serem mostrado com a cara mais limpa do mundo afirmando que nada fizeram de errado. Só é difícil responder quem é mais canalha, se eles, ou os eleitores que os elegem?

FÉRIAS
Como já publicamos no início do ano, a prefeita Teresa Surita (PMDB) não teve recesso na transição do antigo para o novo mandato. Desde lá, vem fazendo avaliação de seu programa de trabalho, no que resultou, entre outras coisas, na troca de algumas peças de sua equipe de primeiro e segundo escalão. Agora que completou 100 dias do novo mandato, Teresa resolveu viajar pelos próximos 20 dias. O vice-prefeito Arthur Machado Filho é quem está à frente da PMBV.

CANDIDATURA
Faz tempo que amigos e correligionários do ex-prefeito de Boa Vista, Iradilson Sampaio, pedem que ele não abandone a vida pública e muito menos a política e as eleições. Até agora ele vinha resistindo a esses apelos, mas segundo fontes da Parabólica, o ex-prefeito está quase decidido a disputar uma das 24 vagas na Assembleia Legislativa do Estado (ALE) na eleição de 2018. Quando foi deputado estadual, o ex-prefeito se destacou como líder corajoso e atuante, militando na oposição. Fez história.

EMPREGO
Nem tudo está perdido em matéria de emprego em Roraima. Mesmo à conta gota, o setor público continua chamando servidores aprovados em concurso público. Noutro dia foi o Instituto de Terras e Colonização de Roraima (IERAIMA) que chamou mais de uma dezena de servidores. Agora, na próxima segunda-feira (17.04), o Instituto Federal de Roraima (IFRR) empossa sete novos servidores, sendo três técnicos e quatro professores. Destes, alguns foram aprovados em concurso promovido pelo IFRR; outros, reaproveitados de concursos da Universidade Federal de Roraima (UFRR). O quadro de pessoal do IFRR já ultrapassa os 700 funcionários.

DADOS
A Federação das Indústrias de Roraima (FIER), que completa neste mês de abril de 26 anos de existência no estado, publica periodicamente dados sobre o comércio exterior de Roraima. No último boletim que traz esse desempenho relativo a fevereiro/2017, por exemplo, alguns dados parecem relevantes. Apesar da distância cavalar que nos separa da China, mais de 80% de nossas importações vêm daquele país asiático, enquanto do nosso vizinho, a Venezuela, com quem estamos ligados por asfalto, e por afinidades, adquirimos menos de 6% de nossas compras externas. Prova do quanto o Brasil está de costas viradas para os vizinhos do Cone Norte.

NÃO FALAM
Os políticos enrolados nas investigações da Lava Jato parecem que combinaram o mesmo tipo de conduta. Nenhum deles se dispõe a enfrentar os profissionais da imprensa, preferindo emitir notas escritas, que nunca variam o conteúdo: “Estou à disposição da Justiça”; “Nunca recebi dinheiro de corrupção”; “As contas das minhas campanhas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral”; “Nunca autorizei qualquer pessoa a pedir dinheiro em meu nome”; “São acusações sem provas”; “São acusações sem provas frutos de vazamentos seletivos”; dizem eles através de advogados e de notas frias. Aliás, com outro significado, quase todos eles são especialistas em “notas frias”. Canalhas!

Parabólica
parabolica@folhabv.com.br
antonio carlos de lima prado disse: Em 14/04/2017 às 11:10:37

"só se formos importar da Venezuela a truculência e a ditadura, pois essepais já não tem nenhuma produção ."

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