Por Jessé Souza
Em 12/09/2017

Terremoto, furacão e corrupção

A semana que se passou parece muito com aquela piada que falava que outras partes do mundo receberam a sina de viverem com terremotos, furacões e outras tragédias, porém, o Brasil foi poupado dessas desgraças naturais, mas condenado a sofrer com a corrupção, que arrasa o país e o seu povo.

Nos Estados Unidos, cidades foram atingidas por cheias e furacão, provocando prejuízos na casa dos bilhões ou trilhões de dólares. No Brasil, os últimos dias foram de notícias sobre a corrupção na política brasileira, que chega também à casa dos bilhões somente nos casos conhecidos pela opinião pública brasileira.

Quem assistiu aos telejornais pôde fazer um paralelo dessas duas realidades. No bloco anterior, sobre os EUA, as imagens de um país arrasado pelas tragédias naturais. No bloco posterior, um Brasil destruído por políticos e empresários corruptos.

A imagem mais forte foi a do caso Geddel com malas e caixas que guardavam pacotes de dinheiros em um apartamento, no total de um pouco mais de R$ 51 milhões, a maior fortuna já apreendida numa operação da Polícia Federal.

O que mais indigna os cidadãos é que este caso representa apenas uma das pontas da corrupção brasileira. Quanta fortuna em recursos públicos foi parar nas malas e caixas dos políticos! Antes, a indignação era por dinheiro apreendido nas meias e cuecas. E isso virou tão insignificante depois do que o povo assistiu às imagens do “apartamento da corrupção” de Geddel.

Diante do que estamos vendo, a única certeza que se tem é que a safadeza com o dinheiro público precisa ser freada. A Operação Lava Jato tem esse papel de fazer o divisor de águas neste país arrasado pela bandalheira praticada por todos os partidos, de direita e de esquerda.

Nos Estados Unidos, as tragédias naturais não podem ser previstas nem podem ser paradas. Mas a corrupção no Brasil pode ser estancada e eliminada a níveis suportáveis, já que sabemos que não há como acabar com esse mal que habita dentro do ser humano.

Então, é papel do brasileiro devolver o país que todos almejam, sem corrupção, com políticos realmente trabalhando para o bem comum de todos os cidadãos. Se não temos furacão nem terremotos, esse estrago provocado por políticos corruptos tem solução.

Depende de cada eleitor, de cada cidadão de bem e de pais de famílias que almejam um futuro promissor para suas gerações futuras e para a sociedade atual. A Lava Jato começou a faxina, e o brasileiro tem o poder de continuar com a desratização.

*Jornalista
jesseroraima@hotmail.com
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Jessé Souza
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