SAÚDE
‘Diabetes e pressão alta é uma associação perigosa’, diz médico
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Estas doenças apresentam aspectos em comum como origem, fatores de risco, complicações e formas de tratamento
Por Raisa Carvalho
Em 11/04/2018 às 00:12
O endocrinologista e metabologista Cesar Penna alerta para a diabetes e a pressão alta (Fotos: Divulgação)

Diabetes e hipertensão estão em constante associação devido à frequência em que ocorrem e por serem consideradas como problemas de saúde pública no Brasil e no Mundo. Isso não significa que o hipertenso será um diabético e vice-versa. Mas a pessoa com diabetes, principalmente diabetes Tipo 2, terá maiores chances de se tornar um hipertenso.

De acordo com o médico endocrinologista e metabologista Cesar Penna, o diabetes mellitus tipo 2 acomete mais frequentemente pessoas que estão acima do peso e costuma vir acompanhado de sintomas de pressão alta. Já no diagnóstico do diabetes, 4 em cada 10 pacientes apresentam medidas elevadas de pressão arterial.

“Além da doença renal, ou nefropatia diabética, a hipertensão arterial no diabetes mellitus é causada por reabsorção de água e sódio juntamente à glicose filtrada nos rins e por aumento da rigidez dos vasos sanguíneos, as artérias, tanto por efeito do excesso de glicose por mecanismo conhecido como glicação, quanto por aterosclerose, isto é, entupimento dos vasos.”

No paciente diabético, o tratamento da hipertensão arterial é tão importante quanto o tratamento dos níveis elevados de glicose.

O médico ressalta que a pressão alta aumenta o risco de doenças cardíacas e vasculares, tais como infarto do miocárdio, angina e isquemias, além de acelerar o processo de lesão nos rins e na retina, causado pelo próprio diabetes.

“Para que se consiga prevenir tais complicações, todo paciente diabético deve ter a pressão sistólica medida e mantida em torno de 120 ou 130 mmHg e a pressão diastólica, abaixo de 90 mmHg, dependendo se a pressão foi medida por método automático oscilométrico ou auscultatório, já que no método automatizado a pressão arterial costuma ser de 5 a 10 mmHg menor que no método auscultatório”, diz

Tratamento
O tratamento consiste em perder peso, preferir uma alimentação saudável rica em frutas, vegetais e laticínios sem gordura – dieta DASH, não fumar, evitar álcool em excesso, diminuir a ingestão de sal e fazer exercícios físicos regularmente. “Quando apenas essas medidas não forem suficientes, lança-se mão de medicamentos. A escolha do medicamento leva em conta: o benefício comprovado em pesquisas, as peculiaridades de cada paciente, o perfil de segurança de cada substância e os custos”.

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