72 HORAS
Servidores da Eletrobrás não descartam possibilidade de greve
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O protesto ocorre em frente a sede da empresa na Avenida Ene Garces até quarta-feira (13)
Por Folha Web
Em 11/06/2018 às 16:30
Funcionários da Eletrobrás Roraima aderiram à paralisação nacional contra a privatização (Foto: Nilzete Franco)

Funcionários da Eletrobrás Roraima aderiram à paralisação nacional contra a privatização de empresas do setor e decidiram parar as atividades por 72 horas. Eles são contra o anúncio de privatização feito pelo presidente Michel Temer. O protesto ocorre em frente a sede da empresa na Avenida Ene Garces até quarta-feira (13).

"A ação é nacional, se privatizar a empresa haverá uma demissão em massa com todos os empregados envolvidos, ao todo são vinte e cinco mil empregados em todo o país, além disso, haverá um aumento expressivo no valor da conta de energia, por que a iniciativa privada não vai fazer investimentos que fazem o poder público" explicou o diretor do Sindicato dos Urbanitários do Estado (STIU-RR),Gissélio Cunha.

Para o diretor, a privatização irá afetar principalmente as comunidades indígenas e ribeirinhos em Roraima. "No caso de Roraima, existe a questão do ribeirinho e  indigenas, trabalhadores rurais e moradores de baixa renda, eles serão os principais afetados. Se o governo não recuar, nós iremos entrar em greve por momento indeterminado. Estamos defendendo o patrimonio da população brasileira" explicou.

RORAIMA – A privatização do Sistema Eletrobras em Roraima é vista com maior preocupação, uma vez que o Estado não integra o Sistema Interligado Nacional (SIN), pois boa parte da energia consumida aqui vem da Venezuela, por meio do Linhão de Guri. Além disso, outro percentual da energia provém de usinas termelétricas, que dependem de derivado do petróleo para funcionar. Os sindicatos temem que com a privatização, o brasileiro passe a pagar mais caro pela conta de energia, que já é uma das mais caras do mundo.

ELETROBRAS – A Eletrobras representa 32% da capacidade instalada de geração de energia, atua na distribuição em seis estados das regiões Norte e Nordeste e é responsável por 47% das linhas de transmissão de energia do país. Tem usinas de vários tipos, como: eólica, nuclear, solar e termonuclear, mas as que se destacam são as hidrelétricas. Atualmente, o governo federal detém 63% do capital total da empresa, sendo 51% da União e outros 12% do BNDESPar.

Vigilante_RR disse: Em 11/06/2018 às 18:30:57

"Só lembrando que este movimento não visa, somente, defender os interesses dos empregados, mas sim de toda a sociedade, pois, uma vez privatizada o Estado perderá um agente de desenvolvimento regional, haja vista que a empresa privada jamais absorverá os investimentos necessário para corrigir e/ou equilibrar o passível de acesso a energia elétrica. Além do que, a empresa que compra-la vai fazer pelo menor preço da tarifa, só que terá o direito de corrigi-la no primeiro clico tarifário da ANEEL, assim como reajustá-la após um ano de receber a concessão, ou seja, neste momento a sociedade correrá o risco de ter uma tarifa impraticável, a exemplo do que ocorreu em outras tantas regiões e países que ocorreu a privatização. "