APRENDIZAGEM SOCIAL
Adolescentes do CSE receberão capacitação e vaga de emprego
Por Ana Gabriela Gomes
Em 13/09/2017 às 01:14
Auditora fiscal do trabalho, Thais Castilho: “Atingir um quinto daqueles jovens já é muito importante” (Foto: Nilzete Franco)

Vinte jovens que cumprem medidas no Centro Socioeducativo (CSE), localizado na zona rural de Boa Vista, fazem parte da primeira turma de aprendizagem social da unidade. O objetivo da articulação - feita entre o Ministério do Trabalho, Secretaria de Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes), Serviço Nacional de Aprendizagem Social (Senac), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) e Vara da Infância e Juventude - é incluir os adolescentes no mercado de trabalho.

Conforme a auditora fiscal do trabalho, Thais Castilho, a aprendizagem social é uma forma de efetuar o contrato em locais diferentes da empresa contratante. A possibilidade existe em razão da dificuldade que as empresas têm em alocar os aprendizes, seja pela atividade que exerce ou pelo local de trabalho.

O curso de aprendiz na área administrativa será realizada pelo Senac e, após a conclusão, a parte prática será iniciada nas próprias dependências do CSE. De acordo com a auditora, a medida que os jovens começarem a atingir o período necessário na unidade, mas ainda estejam vinculados ao CSE, a prática também será desenvolvida no prédio da Setrabes. O curso tem prazo de um ano, com possibilidade de novas turmas se tudo acontecer da maneira correta.

Para ela, as 20 vagas ofertadas são significativas, tendo em vista os 86 jovens que cumprem medidas no CSE atualmente. “Se você atinge um quinto desse total com o aprendizado social, já é importante”, avaliou. Thais reforçou que, naturalmente, aqueles que se identificarem com o curso vão enxergar uma possibilidade de entrar no mercado de trabalho de forma mais qualificada.

De acordo com a psicóloga e secretária adjunta da Setrabes, Edilânia Mangueira, a seleção dos jovens foi realizada a partir de um trabalho da equipe técnica do CSE, que identificou os perfis, comportamento e o desejo de participar e se capacitar na área administrativa. “O curso de aprendizagem deve ser um diferencial aos jovens que estão no regime de internação, de forma que os auxilie traçar um projeto de vida diferenciado”, pontuou.

Como aprendizes, os 20 jovens vão ter a carteira assinada e o salário proporcional às 20 horas semanais que vão cumprir, além do recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). (A.G.G)

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