AVENIDAS MOVIMENTADAS
Árvores que ameaçam cair colocam em risco a segurança de quem passa
Além de não haver fiscalização para prevenir qualquer possível acidente, a queda dos galhos tem provocado ferimentos em transeuntes
Por Folha Web
Em 17/03/2017 às 00:51
Avenidas Capitão Júlio Bezerra, Brigadeiro Eduardo Gomes e Ataíde Teive possuem árvores com risco de queda (Foto: Antônio Carlos)

Quem passa por algumas avenidas de Boa Vista percebe o sério risco de árvores secas caírem. É o caso de uma no final da movimentada Avenida Ataíde Teive, chegando na Avenida Terêncio Lima, no Centro, outra na Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, em frente ao Parque Anauá, próximo ao um posto de combustível, e uma na Avenida Capitão Júlio Bezerra, próximo a uma frutaria, no bairro Aparecida. 

Pelo intenso tráfego nesses locais, a falta de um serviço que cuide especificamente de fiscalizar a saúde das árvores acaba colocando em risco a segurança de quem passa pelo local ou estaciona seus veículos nesses pontos. O estudante Matheus Silva recordou a situação que passou em uma das árvores da Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes. Ao voltar da aula para casa, de bicicleta, decidiu pegar um caminho diferente. “No único dia que eu mudei de rota, fui atingido por pedaços de galhos”, disse.

Ele ressaltou que chegou a cair da bicicleta pelo susto, mas que não teve nenhum ferimento grave. Desde o episódio, o estudante disse que observa com mais atenção os lugares por onde passa para, se possível, ajudar no que puder. “Eu fiquei pensando no caso de passar uma criança, uma mãe com uma criança no colo, ninguém sabe o que poderia ter acontecido se os galhos fossem maiores. Na verdade, aquilo nem deveria ter acontecido”, relatou.

A Folha entrou em contato com a Prefeitura de Boa Vista e constatou que não há um órgão que possa fiscalizar como forma de prevenir acidentes dessa natureza. Conforme a Prefeitura, o que a população pode fazer é solicitar a abertura de processo junto à Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Meio Ambiente, por meio de ofício ou requerimento. Após isso, uma equipe se dirige ao local para cumprir a vistoria e, caso for constatado que a árvore corre risco de cair, a secretaria emite a autorização e aciona a empresa responsável para a retirada em área pública.

Ressaltou ainda, que uma árvore em área particular é de responsabilidade do proprietário e que, até o momento, não recebeu solicitações para abertura de processos. “A solicitação também pode ser feita por meio da Central 156”, esclareceu.

Bombeiros registram centenas de ocorrências com árvores a cada ano

Por ser muito arborizada, Boa Vista registra inúmeras ocorrências com árvores caídas durante ventos fortes

Conforme o subcomandante da Companhia de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros, tenente Assis Santos, durante o ano de 2016 foram registradas cerca de 440 ocorrências com iminência ou perigo de queda de árvores, sendo 204 referentes à vistoria de fonte de perigo, 169 árvores com perigo iminente e 65 com perigo. Além desta, 107 árvores caíram em razão de ventos fortes.

Ao receber um caso, uma equipe é mandada ao local de imediato para que seja realizada uma vistoria. Se for comprovado o risco, a árvore é cortada de imediato. No caso de não haver perigo, é feito e encaminhado um relatório ao solicitante, a fim de que ele peça a vistoria de um órgão do meio ambiente. Somente com a solicitação do cidadão o Corpo de Bombeiros pode agir.

O tenente ressaltou que não há uma equipe específica para averiguar a iminência de perigo de quedas. “Partimos do princípio de dever quando há uma lei que obrigue isso. Em todo lugar do município ou do Estado, como um todo, vai ter um responsável pelo local. Essa pessoa só precisa contatar o Corpo de Bombeiros que nós averiguamos a situação”, frisou. (A.G.G)

 

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