CIDADE
Banco da Amazônia quer ampliar acesso a recursos para crédito
Por Folha Web
Em 01/05/2018 às 01:21
Novo superintendente do Banco da Amazônia, André Luiz Rodrigues Vargas: “Estamos buscando a aproximação com os governos estaduais e municipais e as entidades classistas” (Foto: Wenderson de Jesus)

Em visita a Roraima, o novo superintendente regional do Banco da Amazônia, André Luiz Rodrigues Vargas, disse que pretende detalhar, para as entidades governamentais, empresas privadas, núcleos de médios e pequenos produtores e empreendedores individuais, o plano de aplicação de recursos para 2018. Para Roraima, estão orçados R$ 150 milhões para este ano.

André Vargas afirmou que este recurso será direcionado para as áreas da agricultura, pecuária, extrativismo. Há uma determinação do Ministério da Integração, de que no mínimo 51% desse recurso seja direcionado para a agricultura familiar, micro e pequenas empresas e empreendedores individuais e que sejam contemplados também os projetos de crédito presumido orientado, abrangendo os clientes que estejam na condição de informalidade.

“Para conseguirmos a totalidade da aplicação destes recursos, estamos buscando a aproximação com os governos estaduais e municipais e as entidades classistas de forma organizada, para trabalharmos na aplicação destes recursos de forma orientada, com o acompanhamento e orientação da gerência local na concessão e gestão do crédito”, detalhou.

O superintendente acrescentou que o Banco da Amazônia possui um dos maiores atrativos do mercado que é o juro pré-fixado a partir de 2,5% ao ano, com prazos elásticos ajustados à atividade rural, comercial ou industrial. “O Banco da Amazônia tem sido um dos preferidos no momento de alavancar os negócios de várias empresas sediadas na Amazônia em razão de inúmeros atrativos oferecidos aos clientes. Temos buscado trabalhar com excelência a oferta de crédito, buscando sempre direcionar nossos clientes para uma atividade comercial rentável”, disse.

NEGOCIAÇÃO – Em relação à inadimplência, André Vargas esclareceu que, com base na lei 13.340, que autoriza a concessão de descontos nas dívidas de crédito rural inscritas em Dívida Ativa da União, todos os pequenos, médios e grandes produtores que tiverem enquadramento nos benefícios desta normativa podem procurar o Banco da Amazônia e conseguir o desconto de até 85% de desconto em algumas negociações para liquidação.

Caso não possua condições de liquidar a dívida na sua totalidade, é possível fazer a renegociação, em que é possível ampliar o prazo de carência dos contratos que estão inadimplentes na agência. “Em Roraima, temos mais de 1.500 contratos abrangidos pela lei 13.340 e nossa recomendação é que o produtor não deixe para o último momento para procurar o banco e ser contemplado por este benefício. Precisamos sempre ampliar estas oportunidades aos nossos clientes e assim buscar a redução da inadimplência, convidando-o para que possa vir até a agência e juntos buscarmos uma forma que possa contemplar satisfatoriamente os dois lados”, ressaltou.

Questão fundiária, assistência técnica
e burocracia ainda são entraves

Para o setor primário, de acordo com André Luiz Rodrigues Vargas, três pontos ainda significam um entrave para a concessão dos créditos disponíveis para aplicação: a indefinição da questão fundiária, a falta de assistência técnica e a morosidade na análise dos projetos que são encaminhados.

“Estamos tratando de resolver este terceiro problema, buscando um relacionamento mais próximo com nossos clientes visando uniformidade e qualidade destes processos, e assim reduzir o tempo de resposta. As nossas duas agências, a de Boa Vista e de Caracaraí, estão à disposição de nossos clientes para que busquem a devida orientação sobre investimentos e ampliação da atividade comercial. Este é um dos serviços que nossa gerência está à inteira disposição para os devidos esclarecimentos”, ressaltou. (R.G)

ADNIL BARROS CAVALCANTE disse: Em 02/05/2018 às 08:19:25

"A questão fundiária continua sendo o principal gargalo, haja vista que até o presente momento não ter saído o assentimento prévio do Conselho de Defesa Nacional (CDN) para que o Iteraima inicie a emissão dos títulos de propriedades, conforme revela matéria publicada na Folha de Boa Vista em 30.04.2018, onde o presidente daquele Instituto de Terras, mais uma vez, reclama da falta da autorização do CDN. Sem referido assentimento prévio, o Iteraima só pode dar a Autorização de Ocupação ao produtor, documento que não permite juridicamente aos Bancos concederem operações de INVESTIMENTOS aos produtores rurais e, consequemente, os R$150 milhões do Banco da Amazônia anunciados na matéria, grande parte retornará à matriz do Banco como historicamente ocorre. Assim, fica a sugestão aos gestores do Banco da Amazônia que se coloque esse problema à mesa nas reuniões do FNO desse ano, buscando uma solução definitiva para a atual situação fundiária de nosso Estado. "