VOO DA CHAPECOENSE
Brasil não acompanhará a abertura das caixas-pretas da Lamia
Os equipamentos deverão ser analisados nos próximos dias em Londres. Voo que caiu na Colômbia resultou em 72 mortos
Por Folha Web
Em 10/12/2016 às 14:39
Caixas-pretas da aeronave da Lamia deverão ajudar a entender o que aconteceu com voo da Chapecoense (Foto: Aenonáutica Civil/Xinhua)

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) não acompanhará do processo de abertura e extração dos dados das caixas-pretas do avião da companhia aérea Lamia, que caiu no final do mês passado, na Colômbia.

O desastre aéreo resultou na morte de 72 pessoas, entre elas jogadores e membros da comissão técnica do time da Chapecoense, que disputaria na cidade de Medellín a final da Copa Sul-Americana de Futebol.

Segundo o Comando da Aeronáutica Brasileira, ao qual o Cenipa é subordinado, não há qualquer necessidade da presença de investigadores brasileiros durante a leitura dos dados das caixas-pretas. O material será analisado em Londres (Inglaterra), na sede da fabricante da aeronave ou na Agência de Investigação de Acidentes Aéreos inglesa (AAIB), e, posteriormente, compartilhado com os órgãos dos países que participam da apuração.

Segundo o ministro dos Transportes da Colômbia, Jorge Eduardo Rojas, as duas peças do sistema de registro de voz e dados da aeronave estão em bom estado e a análise de ambas ajudará os investigadores a entender o que aconteceu antes da queda.

A investigação das causas do acidente está sendo conduzida pelo Grupo de Investigação de Acidentes e Incidentes Aéreos (Griaa) da Colômbia, com a participação de representantes da Bolívia (onde a aeronave estava registrada); do Brasil (país de origem de várias vítimas); Inglaterra (sede da fabricante do avião) e dos Estados Unidos (onde está sediada a fabricante dos motores). As caixas-pretas foram enviadas a Inglaterra porque a Colômbia não tem um laboratório de leitura e análise de dados de gravadores de voos. Segundo a Aeronáutica, o Brasil é o único país na América Latina a deter essa tecnologia. 

Com informações da Agência Brasil.

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