EM COLETIVA
CRM diz que saúde em Roraima está no buraco
Coletiva de imprensa foi realizada na sede do Conselho Regional de Medicina
Por Folha Web
Em 25/04/2018 às 19:00
(Foto: Divulgação)

Representantes do Conselho Regional e Federal de Medicina reuniram a imprensa para falar sobre o atendimento nas principais Unidades de Saúde do Estado, entre elas, o Hospital Geral de Roraima e a Maternidade Nossa Senhora do Nazaré.  A coletiva de imprensa foi realizada na sede do Conselho Regional de Medicina nesta quarta-feira (26).

De acordo com Blenda Garcia, presidente do Conselho Regional de Medicina, a imigração vem agravando os problemas de saúde do estado, porém a situação vem se deteriorando há muitos anos.

“Hoje se falta o básico, compressa, luvas, fios cirúrgicos. O profissional faz com o único material disponível sendo que aquilo não é o mais adequado. Um dos maiores problemas é a falta de leito. Há quase 15 anos sem novas vagas, se abriu uma nova unidade, que é apenas uma de apoio, não tem emergência, e abastecimento necessário para que ele funcione. Por isso estamos pedindo um socorro das unidades federais, por que estamos no fundo do poço", relatou.

De acordo com Carlos Vital, presidente do Conselho Federal de medicina, trata-se de um problema de gestão, e não apenas de recursos.

"Tem muitas dificuldades. A saúde enfrenta uma situação precária, de pagamentos de recursos humanos, um caos. É preciso que se tome medidas urgentes, dessa situação. Acredito que seja um problema de gestão, é natural que se fale em orçamento, todos os estados do país passam pelo mesmo, mas a gestão também é um dos fatores que dificulta a solução dos problemas”, relatou.

Outro problema indicado por Vital, é que os medicamentos não chegam por que o custo do transporte é muito alto. “Isso deve ser resolvido pelo gestor associado ao poder legislativo que acompanha o estado. As medidas precisam ser rápidas, por que a consequência são perdas de vidas" disse.

Outro lado – A Sesau (Secretaria Estadual de Saúde) esclarece que estão sendo adotadas ações com responsabilidade, com foco numa saúde efetiva, primando pela ética, transparência e respeito com as pessoas.

O desabastecimento nos hospitais do Governo do Estado se dá, em especial, ao súbito aumento no atendimento de estrangeiros.

Por dia, entre 600 e 800 imigrantes atravessam a fronteira do Brasil. Isso resultou em aumento de 3.500% no atendimento a venezuelanos nos hospitais do Governo do Estado, e um gasto extra de R$ 70 milhões.

Informa ainda que a Sesau espera para esta semana a chegada 25 toneladas de medicamentos em uma aeronave da Força Aérea Brasileira. Com isso as unidades serão abastecidas imediatamente.

A Sesau informa que está adquirindo outros materiais e insumos que vão garantir o bom andamento das ações de saúde. E esclarece que o pagamento de servidores está seguindo o calendário reprogramado para o dia 10 de cada mês.

Henrique Alves Tajuja disse: Em 25/04/2018 às 22:20:46

"Como descobriram isso? Estou SURPRESO."