OSTEOPOROSE
Cálcio e vitamina D são essenciais no tratamento da doença
O médico endocrinologista César Penna explica os sintomas e causas da doença
Por Raisa Carvalho
Em 10/05/2018 às 07:29
O médico endocrinologista, César Penna (Foto: Nilzete Franco)

São diversos os fatores de riscos que podem agravar os sintomas da osteoporose, uma alimentação deficiente em cálcio e vitamina D é uma delas. De acordo com o médico endocrinologista, César Penna, a doença é a perda da massa óssea durante o envelhecimento que muitas vezes é causada por história familiar da doença.

O cálcio é o mineral mais abundante no corpo humano e está presente no organismo armazenado nos ossos, além de atuar na manutenção de várias funções. Já a vitamina D, melhora a absorção do cálcio, ambos são importantíssimos para o crescimento ósseo. “Grande parte da produção de vitamina D em nosso corpo provém da exposição à luz solar. No entanto, há um punhado de alimentos que contêm o nutriente de forma natural e que colaboram para evitar certas deficiências”, complementa.

Outros fatores

De acordo com o médico, deficiência na produção de hormônios; baixa exposição à luz solar e imobilização e repouso prolongados também podem piorar os sintomas. “Pessoas de pele branca, baixas e magras, asiáticos e pacientes que tomam medicamentos à base de cortisona, heparina e no tratamento da epilepsia também fazem parte do grupo de risco. Além de pessoas que possuem doenças reumatológicas, endócrinas e hepáticas”, relata.

Segundo o médico, a doença apresenta os primeiros sinais durante a velhice, quando a absorção das células velhas aumenta e a de formação de novas células ósseas diminui. “O efeito é que os ossos se tornam mais porosos e se tornam menos resistentes a quedas e batidas. Perdas maiores são próprias da osteoporose e podem ser responsáveis por fraturas espontâneas ou causadas por pequenos impactos, como um simples espirro ou uma crise de tosse, por exemplo”, explica.

A doença pode manifestar-se em ambos os sexos, mas atinge especialmente as mulheres por causa da queda na produção do estrógeno após a menopausa.

“O primeiro sintoma pode aparecer quando ela está numa fase mais avançada e costuma ser a fratura espontânea de um osso que ficou muito fraco, a ponto de não suportar nenhum trauma por menor que seja”, explica.

As lesões mais comuns são as que levam a problemas de coluna e à diminuição da estatura e as fraturas do colo do fêmur, punho (osso rádio) e costelas. Nas fases em que se manifesta, a dor está diretamente associada ao local em que ocorreu a fratura ou o desgaste ósseo.

Diagnóstico

Um dos exames mais indicados é a densitometria óssea por raios X para o diagnóstico da osteoporose. Segundo o médico, ele é capaz de medir densidade mineral do osso na coluna lombar e no fêmur para compará-la com valores de referência pré-estabelecidos. “Os resultados são classificados em três faixas de densidade decrescente: normal, osteopenia e osteoporose”, completa.

Durante o tratamento, como a osteoporose pode ter diferentes causas, é indispensável determinar o que provocou a condição para evitar ao máximo as fraturas e dores.

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