INVERNO RIGOROSO
Cerca de 300 famílias foram afetadas pelas chuvas em Roraima
Município mais afetado até o momento é de Caracaraí, que já oficializou a situação de emergência
Por Tarsira Rodrigues
Em 09/07/2018 às 13:15
Os bombeiros informaram em coletiva à imprensa, no fim da manhã desta segunda-feira, dia 9, que buscará alinhamento junto às prefeituras dos 15 municípios do estado para evitar transtornos mais graves devido às chuvas (Foto: Wenderson de Jesus))

Em coletiva na manhã desta segunda-feira, dia 9 de julho, o comandante do CBMRR (Corpo de Bombeiros Militar de Roraima), Doriedson Ribeiro informou que em todo o estado existem aproximadamente 300 famílias afetadas pelo período chuvoso. Dentre estas estão incluídos os desabrigados, desalojados e as que estão em áreas de risco, segundo informações do comando.


Atualmente a Defesa Civil estadual trabalha em todas as regiões, porém o município mais afetado até agora é Caracaraí, onde o nível do rio se aproxima dos 10 metros de elevação.


Neste município a prefeitura decretou situação de emergência e a comunicação oficial ao Governo do Estado por meio da Defesa Civil, ocorreu nesta segunda-feira.  Com isso, segundo o comandante, será possível intervir junto ao Governo Federal na tentativa de viabilizar recursos para aquela região.

“Estamos deslocando equipes neste momento para atuar no reforço as atividades no município e para avaliar mais de perto a situação. Vamos trabalhar ainda na documentação por meio da Prefeitura de Caracaraí para buscar recursos no Governo Federal”, reforçou Doriedson Ribeiro.


REUNIÃO – Está prevista para quarta-feira, dia 11, as 9 horas, na sede do Corpo de Bombeiros, uma reunião com todas as prefeituras. Estão sendo convidadas todas as Defesas Civis dos 15 municípios de Roraima.  A pauta da reunião é promover um alinhamento das informações sobre o estado em que se encontra cada localidade.


“É necessário que as prefeituras façam o monitoramento dos problemas que estão ocorrendo nas comunidades. O Município tem que atuar como primeira resposta, porém sabemos das dificuldades financeiras e também de pessoal especializado, mas todo ano nos trabalhamos na especialização dessas pessoas para que elas possam atuar de forma efetiva nos trabalhos de primeira resposta. Os Municípios precisam fazer o mínimo que é o monitoramento e com isso ficamos cientes da situação real da localidade”, frisou o comandante ao destacar que muitas vezes as informações chegam por meio de redes sociais e não apresentam precisão.    

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