DOENÇA SILENCIOSA
Combate ao glaucoma serve de alerta sobre diagnóstico precoce
Por Folha Web
Em 27/05/2015 às 00:11
Oftalmologista Rômulo Ferreira: glaucoma afeta a visão de pacientes que não fazem check-up regularmente (Foto: Diane Sampaio)

 

No mês em que se comemora o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, lembrado ontem, 26, a necessidade do diagnóstico precoce da doença, considerada silenciosa por não apresentar sintomas, é alertado por médicos e especialistas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a doença alcança de 1% a 2% da população acima dos 40 anos, o que corresponde a aproximadamente 2,9 milhões de pessoas em todo o mundo.

Considerada a segunda maior causa de cegueira entre os brasileiros, o glaucoma provoca uma alteração do nervo óptico, fazendo com que a capacidade de captar e transmitir os raios luminosos sejam anulados. “É uma doença que tem uma importância muito grande para a saúde pública, porque a cada um minuto uma pessoa fica cega para sempre por causa do glaucoma”, explicou o oftalmologista Rômulo Ferreira.

Conforme ele, como não costuma apresentar sintomas e a perda lenta e gradual da visão demora a ser detectada pelo paciente, a doença acaba sendo descoberta somente em estágios mais avançados. “É uma doença silenciosa, a pessoa não sente dor, e isso complica o diagnóstico. Quem não cuida e nem vai ao médico acaba ficando cego”, alertou.

O médico explicou que a incidência da doença é maior no fator hereditário, ou seja, quem possui parentes próximos que tenham o problema. “Afeta todas as idades, mas é mais comum entre pacientes acima dos 40 anos. Existem vários fatores de risco, como automíopes, negros, asiáticos, diabéticos e o maior, que é o hereditário”, afirmou.

Apesar dos números alarmantes, a incidência de pessoas que possuem o glaucoma em Roraima é baixa. “Não temos tantos casos como no restante dos outros estados. O número é relativamente baixo e tem o diagnóstico maior entre os homens, porque se cuidam menos que as mulheres”, frisou.

O oftalmologista fez um alerta quanto à importância do diagnóstico precoce da doença. “Tem que ser feita consulta, é um exame obrigatório para que possamos identificar o quanto antes para podermos iniciar o tratamento feito a base de colírios”, frisou.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o glaucoma é a segunda causa de cegueira no mundo. Estima-se que cerca de 1 milhão de brasileiros sejam portadores da doença.

TRATAMENTO - Os tratamentos atualmente são diversos, podendo ser feitos por meio de comprimidos, colírio, lasers ou cirurgias. Segundo o Ministério da Saúde, 95% dos tratamentos de glaucoma são feitos em regime ambulatorial, com uso de colírio.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento integral à doença desde 2011, quando o Ministério da Saúde passou a distribuir colírios das três linhas previstas para o combate ao glaucoma (betabloqueadores, inibidores tópicos de anidrase carbônica e alfa-2-agonistas, e análogos de prostaglandinas/prostamidas). (L.G.C)
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