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Compositor lança música e campanha em prol dos refugiados venezuelanos

Lançamento ocorre nesta quinta (16) às 19 horas, na Casa do Neuber, localizada na Rua Paulo Pereira 206 – São Francisco

Grande ídolo Roraimeira, o compositor Neuber Uchôa lança sua mais nova canção, feita por uma causa humanitária. Segundo ele, trata-se de uma música em solidariedade ao povo venezuelano que se encontra em situações precárias de vida, em nosso estado, em função da crise que assola a Venezuela. 

Neuber estava começando a compor a canção #SomosTodosHermanos, quando representantes do alto comissariado da ONU para refugiados chegaram até ele – por ser um nome expressivo da cultura roraimense – para pedir apoio aos migrantes através da música.

“É claro que estou sensibilizado com a causa. Saio para fazer caminhada, diariamente, e vejo pessoas catando lixo pra comer. Gente sendo humilhada em uma língua que nem é a sua e, portanto, sequer pode se defender.

Crianças sem as mínimas condições básicas de vida, nenhuma perspectiva de futuro, saúde, educação, nada! Tenho filhos e netos. Jamais posso imaginar alguém meu passando por isso. Ninguém está livre de passar. E todas essas pessoas são minhas, suas, nossas: somos todos hermanos”. Enfatiza Neuber Uchôa.

A canção tem conquistado e sensibilizado a todos que a ouvem. Além de compor a música, Neuber convidou a jovem banda Jamrock, para fazer parte dessa iniciativa. A banda topou e gravou uma bela versão ao lado do compositor, no Estúdio Parixara. A música é um abraço aconchegante que abre o coração de quem escuta, misturando ritmos brasileiros e venezuelanos a palavras de acolhimento.

Depois do sucesso de #SomosTodosHermanos, Neuber foi além, e resolveu abrir sua residência para um evento beneficente, com o apoio da ACNUR (Agência da ONU para Refugiados), o UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas) e a OIM (Organização Internacional para as Migrações), que têm trabalhado junto ao governo estadual de Roraima e prefeituras de Boa Vista e Pacaraima, a Conectas Direitos Humanos e outras instituições da sociedade civil para oferecer assistência humanitária aos venezuelanos em situação de vulnerabilidade.

A noite terá atrações diversas e de peso. Além de Neuber Uchôa, Daméric e Líber Uchôa (esposa e filho do anfitrião), as bandas Jamrock e Bolivar Blues estão confirmadas e farão esta grande festa em prol dos refugiados. Além do palco, uma feirinha supercriativa será parte do evento. A feira de artesanato dos índios Warao, rica etnia indígena da Venezuela, também vítima da crise.

“O convite às bandas foi automático, quando pensamos no todo que nos rodeia e nas afinidades profissionais, comportamentais e ideológicas. A Jamrock é parceira da Casa desde o início. Está com trabalho novo saindo do forno e seus integrantes são jovens generosos, antenados e solidários, comprometidos com o bem comum. O trabalho da Jam é original, Roraimeira plural, criativo demais. Há muito em comum entre nós. Esses curumins me dão muito orgulho sempre! Bem como a Bolivar Blues, banda que parte dos integrantes é da Venezuela e traz uma pegada maravilhosa de jazz e blues , misturada com a latinidade “hermana” – garantindo um resultado de sonoridades inquestionáveis. Além disso, o palco da Casa é deles, desde quando chegaram ao Brasil”. Atesta Neuber.

Tudo será gravado e transformado em um clipe, pela equipe de comunicação Amazon, com o apoio da TV Universitária.

“Todos os envolvidos neste evento, das atrações aos grupos de apoio, darão todo o seu melhor. Estamos trabalhando pra que seja uma noite memorável e especial, tanto para o público, quanto para essas pessoas que se encontram tão vulneráveis, nas ruas e sem rumo. Temos consciência da nossa parte e o quão ela é importante para o todo. “Amar o próximo como a si mesmo” é algo levado a sério aqui em casa”. Finaliza Carolina Uchôa, filha de Neuber Uchôa e produtora da Casa do Neuber.

Apenas este ano, estima-se que cerca de 20 mil venezuelanos já tenham solicitado refúgio no Brasil. Entre esses, aproximadamente 14 mil registraram sua solicitação em Roraima. Um dos maiores desafios na resposta a esse fluxo tem sido a integração dessas pessoas. A canção busca reforçar o espírito de solidariedade e acolhida da sociedade local aos venezuelanos que têm chegado ao estado em busca de proteção. A organização do evento sugere que, além da contribuição, o público traga donativos como roupas, alimentos não perecíveis, colchões, roupa de cama, bicicletas usadas etc.