PROBLEMA CONSTANTE
Consumidores roraimenses reclamam da qualidade do serviço de internet
Conforme as denúncias, principais alvos de queixa são referentes à lentidão e quedas da conexão
Por Paola Carvalho
Em 28/11/2016 às 00:29
Clientes não conseguem executar tarefas simples, como acessar sites ou assistir a vídeos (Foto: Diane Sampaio)

Embora um alvo constante de reclamação desde a sua instalação em Roraima, clientes que utilizam a internet banda larga oferecida no Estado pela empresa Oi acionaram a Folha para reclamar de uma piora na qualidade do serviço prestado neste mês de novembro. Moradores de diferentes localidades, como Asa Branca, Bairro dos Estados, Centenário, Jardim Floresta e Pricumã, afirmam que há lentidão para o carregamento de dados, quedas constantes de conexão e até uma perda na qualidade do serviço a partir das 22h.

Uma das pessoas que foi afetada pela situação é Vitória Cruz, moradora do bairro Pricumã. De acordo com Vitória, o serviço disponibilizado pela empresa, tanto pela internet como no serviço de atendimento ao consumidor é de baixa qualidade.

“Eu passei acho que quase um mês com o meu serviço limitado, ligando várias vezes, fui mal atendida, disseram que iam mandar técnico e não mandaram. Eu tive que ir na loja da Oi para eles irem com o técnico na minha casa. No outro dia o técnico foi, arrumou e assim que ele saiu, ficou a mesma coisa. Eu tive que ligar de novo, mais horas de reclamação, passei por vários setores, no final a ligação cai. Uma hora me disseram que estavam com um problema na rede, que estava em manutenção, que estava sobrecarregada e que esse problema estava atingindo a mim e mais mil pessoas aqui no Estado. Me diziam uma coisa, outra hora me diziam outra, nem entre eles tinham um consenso da resposta que eles iam me dar, o que é uma situação muito ruim pro consumidor”, reclamou.

Segundo Vitória, o problema influenciou negativamente na sua rotina, inclusive na realização do seu Trabalho de Conclusão de Curso. “Eu estava no processo de finalização do meu TCC e isso me prejudicou. Eu tive que ir para a casa de outras pessoas para poder concluir a pesquisa, poder arrumar as coisas. Eu tive que ir para fora da minha casa, para poder resolver as minhas coisas. Além de não ter como pagar conta pela internet, várias coisas. Se eu não tivesse a minha rede móvel, eu teria me prejudicado muito mais. Como eu não tinha internet em casa, às vezes eu roteava do meu celular para o meu computador, o que é ainda pior, por que utilizava os meus dados”, afirmou.

Já segundo o estudante Edisraynne Costa, morador do bairro Asa Branca, o serviço que é pago à empresa não é o mesmo que vem sendo disponibilizado na sua residência. “Desde novembro, a internet fica caindo direto. O contrato é para o fornecimento de seis mega de internet, mas só disponibilizam um mega”, reclamou. “Eu uso mais a internet para momentos de lazer, como jogos online, mas agora não consigo nem mais participar. A gente liga para lá e eles dizem que está normal. Não resolvem nada”, afirmou.

Para Vitória, um dos possíveis motivos para a baixa qualidade do atendimento é a falta de opções de empresas que prestam o serviço de instalação de internet banda larga na residência da população.  “A gente não tem uma variedade de fornecedores e ficamos meio que a mercê dessa situação. A gente paga direito e hoje em dia o serviço prestado pela empresa não está me agradando e acho que não só a mim, como várias outras pessoas”.

OUTRO LADO – A Folha entrou em contado com a Assessoria de Comunicação da operadora Telemar Norte Leste S/A – Oi, mas até o fechamento da matéria, não obteve retorno. (P.C)

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