NO SÃO BENTO
Corpos amarrados e amordaçados são encontrados em área de invasão
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Um dos corpos tinha cerca de 40 facadas, enquanto o outro tinha aproximadamente 20 perfurações
Por João Barros
Em 10/01/2018 às 00:55
Uma equipe do Instituto de Medicina Legal fez a remoção (Foto: Nilzete Franco)

Por volta das 14h de ontem, 9, populares encontraram dois corpos dentro do mato que beira o Igarapé Grande, área de invasão do bairro São Bento, na zona oeste da Capital. Por meio de uma ligação anônima, a Polícia Militar foi acionada e chegou ao local, fez as buscas inicialmente há alguns metros de distância onde estavam os corpos, mas a guarnição só conseguiu encontrar os dois cadáveres depois de alguns minutos fazendo a varredura.

Os corpos são do lanterneiro J.N., de 17 anos, e do soldador peruano Raffo Murrietas, de 25 anos. Os braços e pernas estavam amarrados com cordas. Havia sinais de tortura, inclusive as vítimas estavam amordaçadas. Em um dos corpos foram contadas mais de 40 facadas, enquanto no outro cadáver, mais de 20 perfurações, também causadas por arma branca. Os policiais perceberam indícios de que arma de fogo e madeira tenham sido utilizados na execução dos homicídios.

Um dos corpos estava vestido com uma calça jeans e camisa preta. O outro cadáver estava sem camisa, apenas de bermuda. No corpo sem camisa foi possível observar que havia muitas tatuagens.

Mesmo de longe, muitos curiosos acompanharam o trabalho da Polícia e da perícia. As perfurações estavam espalhadas nos corpos das vítimas que também tiveram cortes profundos no pescoço, o que supostamente pode ser visto como uma tentativa de decapitação.

Os dois cadáveres ainda não estavam rígidos quando foram encontrados, o que configura que o crime teria ocorrido ainda no dia de ontem. “Acreditamos que tenha ocorrido pela manhã. Uma moradora disse que viu uma movimentação estranha no local e depois ouviu barulho. Tudo isso na parte da manhã, mas não podemos confirmar o momento exato em que aconteceu”, destacou um dos policiais.

Agentes da Delegacia-Geral de Homicídios (DGH) iniciaram as investigações e conversaram com alguns populares para obter informações que possam elucidar os crimes e chegar aos autores. Dois homens chegaram a entrar no mato para ver se os corpos pertencem a algum familiar, mas não quiseram conversar com a Folha.

A área ficou isolada até o fim dos procedimentos técnicos realizados pela perícia. Uma equipe do Instituto de Medicina Legal (IML) fez a remoção dos dois corpos que passarão por necropsia. Até o começo da noite de ontem, ninguém tinha sido preso como suspeito de ter praticado o crime.

FACÇÕES – A Polícia Civil investiga para saber se o caso tem relação com o confronto entre as organizações criminosas que atuam dentro e fora dos presídios do Estado, mas acredita, que pelas características dos crimes, seja mais uma execução a mando dos líderes de uma das facções. (J.B)

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