PEC 199
Deputado acredita que devido ao corte de gastos enquadramento não sairá agora
Por Folha Web
Em 17/04/2017 às 01:39
Deputado Remídio Monai: “É preciso ser feito um trabalho dos deputados dos estados envolvidos na PEC, para evitar resistências e combater uma possível rejeição”(Fotos: Diane Sampaio)

A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 199/2016 na Câmara, que trata sobre a inclusão dos servidores do ex-território do Amapá e Roraima aos quadros em extinção da administração federal, é uma das mais aguardadas pela população do Estado.

Para o deputado federal Remídio Monai (PR), no entanto, os beneficiários vão necessitar ter um pouco mais de paciência para alcançar o tão sonhado enquadramento, por conta do plano atual de corte de gastos da Presidência.

O parlamentar explicou durante o programa Agenda Parlamentar, na Rádio Folha 1020 AM, no sábado, 15, que a PEC havia sido aprovada nas comissões e estava perto de ir a plenário para entrar em votação, aguardando somente outros 13 projetos que já estavam na fila para serem discutidos na Câmara Federal. Porém, um projeto de renegociação de dívidas dos Estados atrapalhou o andamento da proposta, acredita o deputado.

“O Governo Federal está criando uma nova fórmula de negociar para socorrer particularmente os estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, onde vai facilitar alguns recursos, e deixar os Estados três anos sem pagar as dívidas com o Governo Federal para aliviar as contas, o que congela salário de servidores, congela concursos, para os estados que aderirem, o que não é o caso de Roraima”, explicou.

“Com isso, está muito difícil colocar uma PEC como a nossa, que vai gerar gastos em um momento em que se está pensando justamente na redução deles. Apesar de já estar no orçamento da União”, esclareceu Remídio. “A gente entende que a população está ansiosa, estão até um pouco desacreditados com isso por ser tanto tempo que esperam, mas a questão da PEC é um caso delicado”, afirmou.

Para o parlamentar, é preciso ser feito um trabalho dos deputados dos estados envolvidos na PEC, para evitar resistências e combater uma possível rejeição. “Nós de Roraima somos só oito votos. Faltam 300. Caso a PEC não atinja essa votação, ela se extingue”, declarou.

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