PAMC
Detentos fogem de celas e serram grades durante visita do CNJ no presídio
A Sejuc ressaltou em nota que em momento algum houve investida dos presos aos integrantes da comitiva do CNJ
Por Folha Web
Em 17/05/2017 às 18:01

Os detentos da Pamc (Penitenciária Agrícola de Monte Cristo) fugiram das celas e serraram grades na tarde desta quarta-feira (17) durante a visita da equipe do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que vistoriava o presídio.

A informação divulgada em redes sociais foi confirmada por alguns agentes penitenciários.

Os presos serraram e estouraram  os cadeados das 22 celas da Ala 14 onde ficam os detentos mais perigosos e mais de 300 presos ficaram soltos.

Eles teriam aberto as outras alas e liberado os presos. “Acredita-se que eles tentavam pegar integrantes da comissão que visitava o presídio como reféns. Eles querem chamar a atenção. Graças a Deus conseguimos evitar o pior”, informou um agente, que não quis se identificar.

Para conter os ânimos dos presos, as equipes de segurança entraram e conseguiram evitar o tumulto. Os presos chegaram a serrar várias grades das celas e colocaram até uma “Teresa” (um cordão feito com lençóis) nas janelas serradas para sair do local.

OUTRO LADO

A Folhaweb entrou em contato com a Sejuc (Secretaria de Justiça e Cidadania) que confirmou que foi encontrada, durante a visita do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) à Pamc (Penitenciária Agrícola de Monte Cristo) nesta quarta-feira, 17, uma grade de uma janela solta.

"De imediato, agentes da unidade recolheram o material e um soldador foi acionado para resolver o problema. A Sejuc ressalta que em momento algum houve investida dos reeducandos aos integrantes da comitiva do CNJ".

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Buraco feito pelos presos
Grade serrada
Grade serrada
Cela na ala 14
Teresa
Comentários
Lima disse: Em 17/05/2017 às 17:43:06

"Kkkk eita!!!! Se tantas visitas de tantas comissões resolvessem 1% da crise do sistema prisional, acho q muita coisa já teria sido resolvida. E haja visitas e haja relatórios. O que não se vê são os inícios das obras de novos presídios, de conclusão dos q estão em andamento e nem de reformas onde ainda dá pra fazer."