PELA PRIMEIRA VEZ
Eleições no Crea têm como modalidade Engenharia Civil
Por Folha Web
Em 10/11/2016 às 00:33
Neovânio Soares de Lima é candidato a titular pela Chapa 3 (Foto: Wenderson de Jesus)

Pela primeira vez, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Roraima (CREA-RR) têm eleições na modalidade civil. Anualmente, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) promove as eleições para a renovação de um terço do plenário da entidade. A votação será realizada nesta sexta-feira, 11, das 9h às 19h, no prédio do Crea de cada região selecionada. Em Roraima, dois candidatos disputam o cargo de titular, Neovânio Soares de Lima e Marcos Camoeiras.

Com o total de apenas 18 conselheiros federais, alguns estados ficam sem representatividade por alguns anos. Com a ausência de representantes, para se fazer a escolha de cada ano há uma Rosa dos Ventos que, ao girar, escolhe uma modalidade e um Estado. O último conselheiro que o CREA-RR teve era da modalidade Engenharia Elétrica, há cerca de dois anos.

Candidato pela chapa 3, “Por um Conselho Melhor”, Neovânio Soares, ressaltou ter propostas envolvendo a valorização dos profissionais. Conforme relato, foi constatado pela chapa que o Crea-RR é uma entidade cartorial, onde os profissionais acabam pagando anuidade sem retorno com a fiscalização. “Esse foi um dos motivos que nos motivou a participar”, disse.

Para ele, é preciso fazer com que haja valorização das engenharias e de todas as modalidades que fazem parte do sistema, o que inclui os técnicos. Com a proposta, o candidato pretende que o Confea realize ações e resoluções em favor do que os profissionais buscam, uma vez que “algumas resoluções fazem com que haja o sombreamento em algumas profissões, um engenheiro civil atuando em outras áreas, por exemplo”, frisou.

Outra proposta é ter uma carteira cativa junto ao Ministério da Educação (MEC), para verificar se os cursos a serem ofertados têm a carga horária necessária mínima e se todas as disciplinas serão cumpridas, a fim de evitar no futuro os profissionais que não tenham todas as atribuições.

Soares explicou que vários cursos de engenharia estão sendo criados e, às vezes após concluir, os profissionais não conseguem se qualificar de acordo com a modalidade específica. Ele explicou que isso acontece porque os cursos não possuem carga horária suficiente ou não abordam todas as disciplinas. “Depois que ele se forma e chega ao conselho para registrar o curso e receber a carteira, não conseguimos identificar a modalidade que ele se formou”, relatou.

O engenheiro Soares também informou ter propostas em relação a questão da valorização das profissões, e à fiscalização mais educativa e eficiente. Neovânio disse que a fiscalização é precária pela falta de profissionais registrados junto ao CREA para cobrir o Estado inteiro. Por meio de aplicativos georreferenciados, o candidato pretende que cada profissional seja também um fiscal. Os interessados em conhecer mais propostas podem acessar o site www.porumconselhomelhor.com.br.

OUTRA CHAPA - Disputando também à vaga de conselheiro titular, o engenheiro Marcos Camoeiras se candidatou junto à chapa 10, “Por Credibilidade, Conhecimento e Compromisso”. O engenheiro relatou que é de conhecimento que, para um mandato de conselho federal, o candidato deve ter alguns pré-requisitos. Primeiramente, conforme relato, ele deve conhecer a função do Confea, que ao mesmo tempo é juiz, fiscalizador e órgão legislativo.

Nos últimos seis anos, Camoeiras disse que vem acumulando conhecimento com dois mandatos de presidente do Crea, ocupando os principais cargos que um presidente pode ocupar no Confea, tendo sido coordenador do fundo que distribui recursos aos órgãos regionais deficitários, como é o caso de Roraima, e coordenador de uma comissão de trabalho que vai a Brasília conversar com os senadores para aprovar projetos de engenharias de todo o país.

“Roraima tem o menor Crea do país, mas também tem o coordenador do Colégio de Presidentes”, disse. Segundo o candidato, um dos motivos que o levou a se candidatar foi um convite das lideranças nacionais, da federação nacional e do colégio de entidades nacionais. “Para ser candidato não é só ter boas propostas, é também ter propostas diferenciadas dos demais candidatos”, frisou.

Ele ressaltou que as propostas da chapa estão envolvidas com a aposentadoria dos profissionais, abertura do mercado de trabalho para os jovens e com a previdência para uma aposentadoria melhor, com a criação de uma conta própria. Marcos salientou que as propostas não estão apenas ligadas às questões administrativas, mas voltadas para o profissional e sua valorização.

Camoeiras explicou que acompanha desde a criação, em 2010, o projeto de lei da Carreira Típica de Estado, que vai oferecer dignidade aos engenheiros. “Procurei senadores e consegui que um se tornasse o relator do projeto e o aprovasse nas duas comissões do Senado”, pontuou. Se aprovado, os profissionais terão plano de carreira específica, onde haverá maior salário inicial, progressão e aposentadoria.

Segundo ele, o Crea-RR é uma entidade que depende de ajuda do Confea para continuar de portas abertas. Sem a ajuda, que vem acontecendo há cinco anos, o órgão corre o risco de voltar a ser uma inspetoria do Crea-AM. O engenheiro atribui a ajuda ao bom relacionamento que tem em Brasília. Com a eleição, ele pretende ser conselheiro para transformar a ajuda em um programa de transferência de recursos obrigatório para todos os CREAS que estão na mesma situação que Roraima. (A.G.G)

Foto: Arquivo Pessoal
Marcos Camoeiras é candidato a titular pela Chapa 10
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