CENÁRIO POLÍTICO
Empresários ainda não definiram apoio para as eleições de 2018
À Folha, produtor rural Antônio Denarium disse que classe vai lutar para mudar quadro político no Estado
Por Folha Web
Em 09/09/2017 às 00:46
“Vamos nos organizar para escolher candidatos nas próximas eleições”, explicou o produtor rural Antônio Denarium (Foto: Arquivo/Folha)

O produtor rural Antônio Denarium confirmou em entrevista à Folha que a classe empresarial de Roraima ainda não definiu apoio para as próximas eleições, mas deixou claro que vai lutar por mudanças no quadro político de Roraima, definindo bem a quem devem dar apoio de forma unificada para as próximas eleições. “O setor econômico tem um amor muito grande pela terra e quer gente que lute pelos nossos direitos e pela melhoria para a população. Os empresários querem mudança do modelo político que hoje está implantado, pois ele não é eficiente e não beneficia quem precisa”, disse.

O empresário lembrou que muitos dos candidatos que se elegeram em Roraima fizeram promessas de crescimento e apoio para o setor, mas que poucas das promessas foram realmente cumpridas. “Nós recebemos as promessas de todos os candidatos, mas na hora da execução é completamente diferente. Aqui em Roraima nós temos muita fragilidade, e é preciso ter união das classes o que não acontece hoje. Por exemplo, precisamos da união dos odontólogos, dos dentistas, nós temos dezenas aqui no estado de Roraima, mas não tem nenhum representante nem na Câmara Municipal, nem na Assembleia Legislativa, que lute pelos direitos deles. Nós temos dezenas de médicos e a representatividade também é muito pequena e nós também temos um setor empresarial, que também não tem uma representatividade efetiva, que faça valer e lute por nossos direitos. Então eu acho que para atender a demanda da população e do setor produtivo tem que surgir novos nomes que venham mudar o panorama político aqui no estado de Roraima”, afirmou.

Segundo Denarium, os empresários precisam se unir para montar uma estratégia com consenso apesar das diferenças e particularidades existentes. “É um estado muito pequeno e tem muitos empresários que ficam com medo de tomar partido de um lado e de outro, devido às perseguições que podem vir a sofrer. Então como o estado está crescendo, chegando gente nova na produção, novas ideias, novas pessoas, nós temos certeza que o setor empresarial vai ter uma postura diferente na hora de escolher o seu candidato”, garantiu.

O produtor rural afirmou que se o eleitor mudar postura no momento de votar e ver os erros que cometeu no passado as mudanças começarão a ocorrer. “Também é muito importante que surjam novos nomes como candidatos. Muitas vezes nós temos os mesmos nomes todos os anos, em todas as eleições. Mesmo que o eleitor tenha o desejo de mudar, às vezes ele não tem a possibilidade de efetivar a mudança porque não existem novos nomes para que ele possa escolher. Então é muito importante que a comunidade, a população nos seus bairros, nas suas entidades representativas, escolha um bom candidato. O setor empresarial não é diferente. Nós temos que ter candidatos que representem o crescimento e o desenvolvimento”, avaliou.

Denarium explicou que efetivamente as mudanças que colaboram com o crescimento do setor produtivo demoram a acontecer apesar de existirem bons políticos em Roraima. “Temos bons políticos e temos maus políticos em toda sociedade. Muitas vezes até na família da gente nós temos boas e más pessoas, não é verdade? Então entendemos que o que precisamos efetivamente é acabar com a política profissional, ou seja, a pessoa tem a política como única fonte de renda, então não deve ser eleita. A gente tem que ter profissionais liberais, tem que ter empresários, tem que ter médico, tem que ter advogado também na política e também pensando em fazer um mandato só”, disse.

Para ele, a prática de manutenção de políticos profissionais tem que ser inviabilizada sendo imprescindível a implantação de políticas públicas que melhorem o crescimento da economia. “Muitas políticos estão preocupados na construção de um prédio, mas não tão preocupados em trazer novas tecnologias, trazer desenvolvimento, trazer indústrias e trazer pessoas geradoras de renda que vão dar um emprego permanente para as pessoas que vivem aqui em Roraima. Muitas vezes é construída uma obra que gera empregos temporários, mas os empregos permanentes, aqueles que dão uma condição de vida futura de longo prazo para as pessoas, não têm investimento. A gente percebe na bancada federal e na bancada estadual um desejo de crescimento, só que o resultado é muito lento”, analisou.

CONFLITOS POLÍTICOS - Denarium lembrou que a regularização fundiária está travada há anos por conta de conflitos políticos. “Nós temos classes diferentes de políticos que brigam um com o outro e acabam prejudicando todos, atrasando assim o desenvolvimento do Estado. Nós temos um Zoneamento Ecológico-Econômico, que é uma ferramenta super importante para alavancar o desenvolvimento do Estado que há mais de 20 anos está sendo feito, já gastaram milhões de reais e não está pronto”, citou.

O empresário lembrou ainda da questão energética. “Temos quedas de energia todos os dias. A construção do Linhão de Tucuruí foi aprovada e, por causa também de brigas políticas, não está pronto até hoje. Temos uma energia cara, de péssima qualidade e que dificulta a atração de novos investidores”, afirmou.

O produtor lembrou também de uma série de demandas de infraestrutura no Estado que precisam de melhoria, como estradas e recuperação de pontes. “[As recuperações] são feitas, mas não na velocidade que o produtor precisa, ou seja, nós precisamos de políticas mais fortes para atrair desenvolvimento e crescimento e trazer renda para Roraima. Aqui temos obras onde estão gastando milhões de reais, que são bonitas, bem acabadas e elaboradas que não trazem nada de desenvolvimento. Nós precisamos de empresas e de projetos que gerem desenvolvimento e que atraiam novos investidores aqui para o estado de Roraima”, concluiu.

ADNIL BARROS CAVALCANTE disse: Em 12/09/2017 às 09:32:32

"Quando se estuda a ciência econômica, aprendemos que o DESENVOLVIMENTO econômico (crescimento do PIB com melhoria do padrão de vida da população) de um Estado, depende, inicialmente, do setor primário da economia, ou seja, da agricultura e pecuária que, como sabemos, são feitas na TERRA. Todavia, para termos uma agricultura e pecuária pujante, precisamos fazer a REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA das diversas glebas rurais que se arrasta por diversos anos sem que os órgãos competentes priorizem a titulação das inúmeras posses rurais para que os produtores possam alavancar financiamentos baratos (CAPITAL) nos Bancos públicos federais, haja vista que sem o título definitivo da propriedade, pela norma bancária, não é possível fazer o vínculo hipotecário e, consequentemente, o financiamento não pode ser concedido pelos Bancos, implicando no retorno da dotação orçamentaria às suas matrizes, como acontece anualmente com o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). Outra variável importante mencionada na matéria visando o DESENVOLVIMENTO é, sem dúvida, termos energia barata e confiável, via linhão de Tucuruí, para que, não apenas o setor primário, e sim todos os setores da economia sejam beneficiados, atraindo investidores e, por tabela, gerando ocupação, emprego e renda à população, minimizando os problemas sociais de toda ordem ora enfrentadas pelo povo. Acreditamos firmemente que quando essas duas variáveis forem equacionadas, teremos uma força de TRABALHO qualificada que elevará o nível de produção e produtividade nunca alcançada em nosso Estado. Assim, vamos ficar na torcida para que todos os atores dos poderes constituídos envolvidos nessas questões sejam iluminados pelo Deus Altíssimo para que todos saiam ganhando, famílias, empresas e Estado."