QUASE DOIS ANOS
Empréstimo consignado a servidores continua suspenso
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A suspensão ocorreu após a falta de repasses dos valores devidos às instituições financeiras conveniadas
Por Ana Gabriela Gomes
Em 15/03/2018 às 01:38
Com a suspensão, servidores não conseguem aderir ou renovar a consignação (Foto: Nilzete Franco)

Bancos e seguradoras permanecem sem oferecer empréstimos consignados para os servidores públicos estaduais. A suspensão ocorreu em outubro de 2016, após o anúncio do parcelamento dos salários dos funcionários públicos do Estado e a falta de repasses para as instituições financeiras conveniadas com o Governo de Roraima. À época, apenas o Banco do Brasil e a Caixa Econômica realizavam o crédito.

A Folha percorreu alguns locais que ofereciam o empréstimo para saber se a situação já havia sido resolvida. No entanto, nada mudou. Na seguradora Pan Seguros, que pertencia ao grupo Pan-Americano e hoje faz parte da Caixa Econômica Federal e do grupo BTG Pactual, as consignações estão voltadas apenas aos servidores federais, militares do Exército e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Seguindo o mesmo caminho, a corretora Tafra permanece com o empréstimo suspenso aos servidores estaduais, efetuando o procedimento apenas aos servidores federais e pensionistas do INSS. A servidora que atendeu a equipe, e que preferiu não ser identificada, confirmou que a operação está suspensa há quase dois anos e que não há previsão de retorno para os atendimentos dos trabalhadores estaduais.

No banco Agiplan, o contrato de empréstimo também está suspenso há quase dois anos em razão da falta de pagamento por parte do Governo. No banco, a única operação disponível aos servidores estaduais é a Consignação em Folha, que se resume ao desconto mensal efetuado no contracheque do servidor ativo, aposentado ou pensionista.

Um servidor público, que preferiu não ser identificado, está há mais de um ano tentando renovar o contrato com o consignado. No entanto, foi informado que, em virtude da falta de repasse por parte do Governo do Estado, as renovações e novos contratos continuam suspensos, sem previsão de novas adesões. “No meu contracheque sempre foi descontado o valor da parcela e nunca deixei de quitar nenhuma dívida junto ao Banco do Brasil, mas os servidores estaduais ficaram prejudicados por conta deste repasse por parte do executivo”, lamentou.

BANCOS – Em nota, a Caixa Econômica Federal se limitou a informar que o contrato encontra-se em fase de negociação para regularização, após breve período de suspensão. O Banco do Brasil não retornou o contato.

GOVERNO – O Governo foi procurado pela equipe para tratar da situação, mas até o fechamento desta matéria a Folha não obteve resposta. (A.G.G)

Marco Aurelio Pinheiro Sousa disse: Em 15/03/2018 às 07:35:03

"Isso chama-se CALOTE, é uma vergonha um Governo tomar tal atitude de não pagar as financeiras, já que as parcelas estão sendo descontadas dos funcionários; para onde está indo esse dinheiro? Com a palavra o inerte MP/RR."

Aramis disse: Em 15/03/2018 às 06:46:50

"Reportagem típica de jornalista que não sai do ar condicionado. Simples passar em frente ao Banco do Brasil onde existe duas tendas, ali continua realizando empréstimo consignado. A repórter tem que correr atrás das informações para notificar por completo."

CYNEIDA CORREIA (Jornalista/Colunista) disse: Em 15/03/2018 às 09:24:00

"Ali fazem empréstimo para quem term conta no Banco do Brasil e está com o nome limpo. Nenhuma empresa de consignado faz nos termos anteriores,. Comentário típico de leitor que não entendeu o que leu."

Aramis disse: Em 15/03/2018 às 13:56:01

"Realmente acho q vc leu e não entendeu. E nas tendas continua fazendo empréstimo consignado."