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Entenda como é a síndrome da apneia obstrutiva do sono
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O otorrinolaringologista Ivan Machado explica os sintomas da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono
Por Raisa Carvalho
Em 10/04/2018 às 00:10
O otorrinolaringologista deve estar apto a avaliar cada caso (Fotos Divulgação)

O primeiro sintoma é o ronco, em seguida é a vez das noites mal dormidas, o cansaço se acumula ao longo dos dias, até que, de repente, a pessoa pode acordar no meio da noite e perceber que parou de respirar. Esses são sintomas de Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) caracterizada pela obstrução completa ou parcial recorrente das vias aéreas superiores durante o sono.

De acordo com o otorrinolaringologista Ivan Machado, o paciente possui períodos de suspensão momentânea da respiração, dessaturação de oxihemoglobina e despertares frequentes com consequente sonolência diurna.

“A SAOS é uma síndrome causada por vários fatores e não é totalmente esclarecida, surge de alterações anatômica da via aérea superior e do esqueleto craniofacial associadas a alterações neuromusculares da faringe”, explica.

Segundo o médico, a obstrução manifesta-se de forma contínua, envolvendo um despertar relacionado ao esforço respiratório aumentado, uma limitação, redução ou cessação completa da respiração.

A história familiar pode ser um dos fatores que acomete a síndrome, além da obesidade, aumento da circunferência cervical, aumento da relação cintura-quadril, hipotireoidismo, diabetes, insuficiência renal crônica, gravidez eroncos, entre outros.

O especialista relata que apesar de vários estudos citarem uma prevalência relativamente alta, a síndrome da apneia obstrutiva do sono é frequentemente subdiagnosticada pelos médicos.

“O não reconhecimento da síndrome da apneia obstrutiva do sono é preocupante. Estudos recentes sugerem que 40% dos indivíduos com hipertensão arterial sistêmica apresentam síndrome da apneia obstrutiva do sono. Muitos pacientes são encaminhados para a consulta com especialista através do (a) parceiro (a) que geralmente observa roncos e “pausas” na respiração de seu cônjuge” conta.

Para a realização do diagnóstico é necessário a confirmação através da polissonografia. “A polissonografia é a monitorização do sono do paciente emambiente calmo e apropriado, monitorizados a saturação de oxigênio, fluxo de ar, esforço respiratório e frequência cardíaca, podendo ser realizada, muitas vezes, em ambiente domiciliar”, explica.

Tratamento
O tratamento inicial inclui perda de peso para pacientes com sobrepeso ou com obesidade, evitar ingerir bebidas alcoólicas e uso de sedativos. Em alguns casos, a obstrução da via aérea é dependente da posição supina (“barriga pra cima”), e o decúbito lateral é a posição mais indicada durante o sono.
“Outros tratamentos como uso de aparelhos intraoral ou uso de pressão positiva contínua (CPAP) ou até mesmo cirurgia, vai depender da gravidade do caso e também de uma melhor avaliação do quadro clínico do paciente”, finaliza o especialista.

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