EXPOSIÇÃO DE PROJETOS
Escola lota com projetos de produção científica e tecnológica
Por João Barros
Em 30/10/2017 às 00:29
A primeira edição do FIC aconteceu na última sexta-feira, 27 (Foto: Vivian Carreiro)

Durante toda a tarde da sexta-feira, 27, a Escola Estadual Maria das Dores Brasil, localizada na Avenida das Guianas, bairro 13 de Setembro, zona Sul de Boa Vista, tornou-se uma verdadeira área de exposição de projetos tecnológicos e científicos. Por meio da realização do I Festival de Invenções e Criatividade (FIC), 53 trabalhos foram expostos pelas turmas de Ensino Médio e EJA (Educação de Jovens e Adultos).

Pelo menos 150 alunos estavam envolvidos diretamente nos 53 trabalhos inscritos. Cada projeto tinha três alunos como responsáveis, além dos estudantes que auxiliaram os colegas de forma indireta. As equipes pedagógica e administrativa da Unidade de Ensino também participaram ativamente para que o evento acontecesse. Algumas instituições públicas e privadas apoiaram o evento, como escolas de idiomas, que deram 14 bolsas para os melhores trabalhos apresentados.

A professora e uma das coordenadoras do FIC, Solange Mussato, explicou que o Festival é um movimento que vem acontecendo em outros locais, mas no Brasil o primeiro festival de Invenções e Criatividade, aconteceu em Março deste ano em São Paulo, num formato bem maior. “Então, nós trouxemos a ideia para a escola. A proposta é que os alunos pensem formas de inventar e criar com materiais que muitas vezes estão jogados, tendo a oportunidade de reinventar novos objetos, novos produtos”.

A coordenadora disse ainda, que apesar de o evento ter sido planejado recentemente, os resultados foram positivos. “Uma coisa que gostamos muito é que os colaboradores conseguiram bolsas de estudo para premiar os alunos. Vamos selecionar os 10 melhores trabalhos, e no total teremos 30 alunos e daí faremos um sorteio para beneficiar os 14. Na minha visão o FIC foi mais do que eu esperava porque foi o primeiro e é uma ideia que ainda está muito prematura, tivemos professores da Universidade Federal (UFRR), da Universidade Estadual (UERR), tivemos avaliadores da Feira Estadual de Ciências e com certeza tivemos vários trabalhos que estarão representando nossas instituições”, destacou Mussato.

A aluna do 1º ano do Ensino Médio, Francisca Andréia da Silva, de 16 anos, revelou em entrevista à Folha que pensou em desistir, mas persistiu no projeto de criar um secador de meias e peças íntimas.

“Foi uma boa experiência porque sempre é bom ver o trabalho dos alunos e também poder criar algo para a sociedade, mostrar que somos capazes. Eu criei um secador de meias e cuecas. Nosso projeto precisava de uma lâmpada de 80 Volts e o projetor de um ventilador de 82 Volts, aí usamos uma caixa de compensado medindo 50x40, forramos com papel alumínio e alguns velcros para segurar a roupa dentro. O ventilador tem um papel importante porque ajuda a espalhar o calor pela caixa. Foi muito interessante a gente construir isso”, contou a estudante.

Para Malcoln MacDonald, de 17 anos, do 3º ano do Ensino Médio, a inspiração para realizar seu projeto partiu de uma aula em que o professor aplicava conteúdo sobre distribuição de energia elétrica, na qual uma maquete mostrava os tipos de associação elétrica usando pilhas. Depois disso decidiu inscrever a ideia no FIC.

“Meu experimento foi demonstrar a corrente elétrica e como ela funciona em dois tipos de associação: em série e em paralelo. Contanto que em série eu usei duas lâmpadas no interruptor. Um interruptor tinha 110 volts, eu ligava e as lâmpadas tinham luminosidade baixa, porque a energia que vinha era dividida entre elas, então cada uma delas tinha 55 volts. Elas tinham outro grande problema, porque se tirasse uma delas, dava um curto circuito. Nessa associação, a energia precisa de uma lâmpada para passar energia à outra, como se fosse uma corda. Eu testei também em paralelo, que é a energia que usamos em casa. No caso, tinha 110 volts em todas as lâmpadas. Esse formato não tem o defeito de tirar uma lâmpada e as outras apagarem porque elas funcionam independentes das outras, porque o fio passa por fora e não por ela”, detalhou o estudante.

Dentre os participantes do Festival o sentimento era o mesmo, de satisfação em apresentar os trabalhos que foram resultados de pesquisa. Muitas pessoas passaram pelo bosque do Colégio para conhecer as invenções, ao mesmo tempo em que as apresentações culturais e musicais aconteciam. (J.B)

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