SAÚDE DO HOMEM
Estado emocional é a principal causa da disfunção erétil
De acordo com o endocrinologista César Pena, a causa emocional atinge 70% dos homens
Por Raisa Carvalho
Em 30/05/2018 às 07:10
A disfunção erétil permanente é o principal sintoma para considerar um paciente impotente (Fotos Divulgação)

A disfunção erétil permanente é o principal sintoma para considerar um paciente impotente e muitas das vezes, a principal causa é o estado emocional do homem.

Uma falha ocasional de ereção é comum e pode acontecer com todos os homens. De acordo com o endocrinologista César Pena, quando o fato ocorre, o paciente não se enquadra nessa categoria.

A causa emocional atinge 70% dos homens. “Os 30% restantes apresentam uma disfunção orgânica que pode ser vascular de origem arterial, hormonal e, em pequeno número, resultado de alterações na anatomia do pênis, como ocorre na doença de Peyronie”, ressalta o especialista.

“Por outro lado, quando se fala em impotência sexual, muitas vezes estamos nos referindo a outras manifestações da sexualidade masculina que nada têm a ver com a ereção, como a falta de desejo ou de orgasmo e a ejaculação precoce ou retardada. Por isso, o termo impotência sexual, na literatura, foi substituído por disfunção erétil, quando significa a incapacidade de conseguir ereção satisfatória para o ato sexual”, explica.

Estima-se que, em âmbito mundial, uma população em torno de 155 milhões de homens apresenta disfunção erétil. No Brasil, calcula-se que os casos atinjam 10 milhões de homens.

Considerando-se a população adulta acima de 18 anos, estima-se, ainda, que 52% dos homens apresentarão algum grau de disfunção erétil: 10% representam os casos graves; 25%, os de disfunção moderada e 17%, os de disfunção mínima.

“Mesmo assim, o termo disfunção erétil continua impreciso e contraditório. Deveria ser disfunção sexual. Quando se pergunta a um indivíduo sobre sua sexualidade, pergunta-se sobre ereção satisfatória ou não e sobre a qualidade da relação sexual. Para analisar o problema, mistura-se um pouco da epidemiologia com a avaliação emocional emitida pelo paciente”, explica o médico.

Segundo o médico, a disfunção erétil não envolve apenas o pênis e por isso existe certa dificuldade para determinar o diagnóstico. “Se o paciente quebra uma perna, o médico avalia a fratura e trata daquela perna independentemente do que o paciente esteja pensando ou sentindo. Na sexualidade, ao contrário, o enfoque tem de ser emocional, porque o pênis faz parte do relacionamento sexual. É de extrema importância estabelecer se ele funciona mal e compromete a relação, ou se funciona mal porque a relação já está comprometida”, finaliza o médico.

A impotência sexual pode ser tratada de diferentes formas que dependem da causa do problema, podendo ser recomendada a toma de remédios como Viagra ou Cialis, terapia com hormônios, uso de aparelhos de vácuo ou cirurgia para colocação de próteses no pênis.

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