EPIDEMIA EM RORAIMA
Estado já confirmou 3,8 mil casos de chikungunya de janeiro a outubro
Crescimento no número de casos é surpreendente, levando em conta que durante todo o ano passado foram apenas 21 confirmações
Por Folha Web
Em 14/11/2017 às 01:40

Uma epidemia de chikungunya tem assolado o Estado de Roraima. De janeiro a outubro deste ano, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) confirmou 3.830 casos da doença. Em todo ano de 2016 foram apenas 21 casos confirmados. Já o número de notificações no ano passado foi de 282, enquanto de janeiro a outubro de 2017 subiu, foram 6.222.

Somente na Capital, de janeiro a outubro deste ano foram confirmados 3.623 casos e, no mesmo período de 2016, apenas 12 casos foram confirmados. O número de notificações no mesmo ano passou de 110 para 4.760 em 2017. Segundo a Prefeitura de Boa Vista, o 4º Levantamento de índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) mostra um índice de 2,8% na Capital, representando médio risco para infestação.

Questionada se o quantitativo de agentes de saúde e endemias seria suficiente para atender todo o município, a Prefeitura informou que já convocou o número de agentes de combate às endemias preconizado pelo Ministério da Saúde. “A Prefeitura chamará os profissionais do cadastro de reserva caso haja necessidade e de acordo com as possibilidades orçamentárias”, frisou.

PREFEITURA – Por meio de nota, a Prefeitura informou que, além das visitas, onde os focos são eliminados, os agentes cumprem um cronograma de palestras de educação e saúde nas escolas municipais, estaduais e nas unidades básicas de saúde, realizam blitzes educativas em pontos estratégicos dos bairros classificados com maior índice de infestação.

“A Prefeitura de Boa Vista tem intensificado diariamente as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus, em todos os bairros da Capital. É importante destacar que o combate ao Aedes aegypti é um dever também dos cidadãos”, salientou.

Frisou que as ações são periódicas e planejadas levando em conta os bairros com maior número de casos confirmados por meio do LIRAa. Nas localidades onde o índice é maior, destacou que intensifica as ações de bloqueio e eliminação de criadouros.

GOVERNO – A Folha tentou contato com a Sesau para saber de que forma ocorre o auxílio nos trabalhos de combate à doença, mas não obteve resposta.

SINDACSE – A Folha tentou contato com o Sindicato dos Agentes de Saúde e Endemias (Sindacse) para um posicionamento, mas também não obteve resposta.

PREVENÇÃO – Conforme orientação do Ministério da Saúde é fundamental eliminar os criadouros do Aedes aegypti, que coloca seus ovos em recipientes com água parada. O cuidado para evitar a sua proliferação deve ser feito por todos, eliminando garrafas, sacos plásticos e pneus velhos que ficam expostos à chuva, além de tampar recipientes que acumulam água como caixas d’água e piscina. Deve-se colocar areia nos pratinhos de plantas e removê-la duas vezes por dia. (E.M)

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