SAÚDE
Estresse pode agravar o bem-estar e até causar hipertensão. Saiba como evitar
Controlar a tensão do cotidiano ajuda a abaixar a pressão arterial. E, com isso, afasta ataques cardíacos e derrames
Por Folha Web
Em 14/04/2018 às 00:25
A respiração está diretamente relacionada com nossas emoções

Estar em alguma situação de perigo (ou de estresse) faz o corpo disparar uma reação conhecida como “luta ou fuga”. Nela, ocorre uma maior liberação de hormônios, como a adrenalina e o cortisol, que têm o efeito de subir a pressão arterial – e aqui mora o perigo em pessoas com hipertensão.

O objetivo do estresse é entregar mais sangue aos músculos e, assim, permitir uma resposta rápida à ameaça: partir para a porrada ou correr para um abrigo. Esse mecanismo foi primordial para a sobrevivência da nossa espécie na época das cavernas, quando havia inúmeros riscos na natureza.

“O problema é que hoje nosso organismo reage a uma briga de família ou a uma bronca do chefe de maneira similar a que se preparava para enfrentar um tigre-dentes-de-sabre”, compara a psicóloga Marilda Novaes Lipp, do Instituto de Psicologia e Controle do Stress, em São Paulo.


Trabalhar, cuidar da casa, pegar filhos na escola e enfrentar um belo trânsito no caminho: é fácil, fácil a tensão virar rotina. Hoje, 69% dos trabalhadores brasileiros se dizem estressados.

Aí sobra para as artérias e para o peito. “O indivíduo estressado continuamente permanecerá com a pressão num patamar mais elevado”, raciocina o fisiologista Antonio Claudio Nóbrega, da Universidade Federal Fluminense. Portanto, qualquer atitude que vá contra esse nervosismo, indiretamente, afasta infarto, AVC e outras doenças cardiovasculares.

Deixar o celular de lado

Hoje em dia o celular parece parte de nós, mas saiba que ele ajuda (e muito!) a aumentar o estresse das pessoas. Um estudo publicado no BMC Public Health em 2011 acompanhou 4156 jovens de 20 a 24 anos de idade por um ano, relacionando seu uso de celular com problemas de saúde mental, como depressão, estresse e falta de sono.

Foi percebido que aqueles que usam muito seus telefones tinham incidências mais altas de estresse, principalmente naqueles que percebiam esse uso como algo estressante.

Muitas pessoas acabam continuando conectadas ao trabalho, por exemplo, por meio de seus celulares, não permitindo que elas tenham tempo de descanso. Outra questão é o imediatismo desses aparelhos: o uso excessivo do celular, das redes sociais e aplicativos pode colaborar com o estresse, na medida em que se torna mais uma obrigação, porque aparece para a outra pessoa a que horas que você abriu o aplicativo ou conversou pela última vez. Claro que não há problemas em se usar o celular, desde que seu uso seja equilibrado.

Abaixo, a psicóloga Marilda aponta quatro maneiras de ficar longe do esgotamento físico e emocional.

Relaxe

Reserve um tempo do seu dia e faça algo que o deixe verdadeiramente feliz e calmo. Vale assistir a uma série de TV, ouvir música, dedicar-se a um livro…
Veja sempre o copo meio cheio
Tente analisar sua conjuntura com uma visão otimista, destacando os aspectos positivos, sem deixar de pesar e avaliar todos os pontos negativos.
Os efeitos no futuro
Questione-se: como esse fato vai afetar minha vida em um ano? Se for irrelevante, não há por que se preocupar. Essa pergunta permite libertar a mente de neuras desnecessárias.
A hora da ajuda profissional
Se mesmo assim o estresse teima prejudicar seu bem-estar, é bom consultar um psicólogo. A terapia fornece ferramentas para alterar alguns comportamentos.

Fonte: Minha saúde

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