SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA
Exército reforça combate ao fogo e à seca
Militares levarão mais seis caminhões para transporte de tropa e ajudarão a Defesa Civil no combate à estiagem e aos incêndios florestais em Roraima
Por Luan Guilherme Correia
Em 18/02/2016 às 00:20
Comandante do Corpo de Bombeiros de Roraima, coronel Edivaldo Amaral (Foto: Diane Sampaio)

O combate à estiagem em Roraima, que assola 13 dos 15 municípios do Estado, ganhará o reforço de 56 homens do Exército Brasileiro, que irão ajudar a Defesa Civil de Roraima no combate às queimadas e aos incêndios florestais. Mais seis caminhões militares serão apresentados nesta quinta-feira, 18, no 7º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), por meio da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, para realizar o transporte de tropa às bases avançadas no interior.

Segundo a Defesa Civil de Roraima, os municípios mais afetados pela estiagem são Normandia, a Leste, Caracaraí, no Centro-Sul, além de Rorainópolis, São Luiz do Anauá e São João da Baliza, na região Sul do Estado, locais onde falta água tanto para o consumo animal como humano.

As áreas indígenas também sofrem com os efeitos da estiagem. Nas comunidades localizadas nos municípios de Pacaraima e Uiramutã, ao Norte, e na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, a Nordeste, caminhões-pipa fazem o abastecimento e a distribuição de água potável.

Além da construção de cacimbas e poços artesianos, a Defesa Civil solicitou da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), uma unidade de tratamento móvel de água, que veio do Amazonas e foi fixada em Normandia. A unidade tem capacidade para armazenar 15 mil litros de água e fazer o tratamento de 10 mil litros de água bruta para potável.

Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Edivaldo Amaral, apesar de as recentes chuvas terem minimizado a estiagem em algumas regiões, os focos de calor já voltaram a causar incêndios florestais nos municípios. “Estamos hoje com 180 focos. Isso significa que tem muita gente queimando. Apesar da proibição, já flagramos muitos produtores rurais fazendo queimadas de forma inconsequente. Vamos intensificar a fiscalização para evitar que isso aconteça”, disse.

Conforme ele, a Polícia Militar cedeu 18 homens da Companhia Independente de Policiamento Ambiental (Cipa), que estão atuando na fiscalização em conjunto com a Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh) e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Na semana passada, 34 bombeiros do Amazonas chegaram ao Estado e há previsão de que mais 20 reforcem o efetivo. A Defesa Civil ainda aguarda a chegada de cem bombeiros de Goiás, 50 do Distrito Federal e mais 50 do Rio de Janeiro, que devem desembarcar em Roraima até a próxima semana.

Além disso, os 150 brigadistas contratados em caráter emergencial devem iniciar os trabalhos nas bases ainda nesta semana. “Esperamos que todos estejam equipados e nos ajudando a combater os incêndios e as queimadas. Sabemos que a estiagem vai intensificar nos próximos meses e, até abril, não há mais previsão de chuva para nossa região”, informou o comandante.

De acordo com ele, até o momento o governo federal liberou apenas R$ 350 mil dos R$ 46 milhões solicitados para ajudar no combate à estiagem em Roraima. “Os recursos estão sendo liberados aos poucos. À medida que o governo analisa os planos detalhados de resposta e ver aquilo que é necessário ser feito, irá liberar o restante. A gente espera que até o final da semana os recursos sejam liberados”, frisou. (L.G.C)

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