128 ANOS DE BOA VISTA
Fotógrafos explicam a emoção de registrar a cidade em imagens
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Fotógrafos contam sobre como é fotografar a cidade de Boa Vista, capital de Roraima que completa hoje, 9, 128 anos
Por Raisa Carvalho
Em 09/07/2018 às 08:10
A cidade ainda oferece tranquilidade para quem quer sair com a sua câmera para registrar as imagens (Foto: Pedro Alencar)

A capital do Estado de Roraima, Boa Vista completa 128 nesta segunda-feira, 9. Possuindo um traçado urbano e organizado a cidade possui 15% mais luminosidade do que as outras no restante do país, característica que muitos talvez não percebam, mas que é agraciada por fotógrafos que trabalham na região. Para o fotógrafo e repórter cinematográfico Pedro Alencar, quem usar Boa vista como cenário tanto para fotografia ou para fazer vídeo tem a sorte de ter uma das melhores luzes naturais do país.

“Além de ser uma cidade planejada, o profissional tem várias opções de cenários pra usar como locações, o sol aqui brilha diferente, faz as pessoas e os lugares ficarem mais bonitos. O pôr do sol em Boa Vista é um show à parte para quem ama a fotografia”, explica Pedro.

Para ele, a cidade ainda oferece tranquilidade para quem quer sair com a sua câmera para registrar as imagens. “Nossa cidade não está tão mais tranquila do que antes, mas eu ainda gosto de passear pela cidade com a minha câmera para registrar Boa Vista, porque sei que essas imagens vão contar história”, relata.

O fotógrafo Max Schmoller diz que Boa Vista não é uma cidade antiga, e por isso não possui muitas casas históricas com bairros antigos como o Rio de Janeiro ou Salvador, porém oferece um cenário natural, com vegetação e natureza que podem ser utilizadas nas fotografias.

“É uma das capitais mais arborizadas que pude conhecer, isso faz todo um diferencial no cenário de uma fotografia, podemos utilizar as flores, plantas, pássaros e aproveitar disso. O sol é um elemento importante para qualquer fotografia, o fim de tarde e o amanhecer tem um brilho e uma cor diferente, o que chamamos a ‘Hora mágica’ da fotografia, onde há luz, mas a luminosidade só faz favorecer a foto”, relata.

 Com a imigração venezuelana, aos poucos Boa Vista foi ganhando outros cenários, pessoas em busca de trabalho ou até mesmo vendendo objetos nos semáforos fazem parte do cotidiano do boa-vistense.  Para o fotógrafo Rodney Souza, mostrar essa nova faceta da cidade também conta a história dos 128 anos da capital.

“Podemos mostrar as pessoas, a realidade que se encontra a nossa cidade, não é mostrar apenas as nossas belezas, mas mostrar os alagamentos na capital, contar essa nova realidade de pessoas sem ter onde morar e sem ter o que comer. Para mim, fotografar Boa Vista também é contar o que acontece não só nos belos pontos da cidade”, relatou.

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