IMIGRAÇÃO VENEZUELANA
Governo não tem recursos para dar assistência a venezuelanos, diz Quartiero
Representantes da Agência da ONU para Refugiados estão em Roraima para acompanhar crise migratória
Por Folha Web
Em 21/04/2017 às 00:53
Governador em exercício recebeu representante da Acnur no Palácio Senador Hélio Campos (Foto: Secom-RR)

Em reunião com representantes da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), o governador em exercício, Paulo César Quartiero, afirmou que o Estado de Roraima não tem recursos para recepcionar e dar assistência aos imigrantes venezuelanos. O encontro ocorreu na tarde de ontem, 20, no Palácio Senador Hélio Campos.

Os representantes da Acnur, Irmã Rosita Milesi, que também é diretora do Instituto de Migrações e Direitos Humanos (IMDH), e Paulo Sérgio de Almeida, estão em Roraima para motivar o trabalho de diferentes instituições de recepção aos venezuelanos que fogem da crise econômica em seu país natal.

Paulo César Quartiero chamou a atenção para o problema e ressaltou que o Estado não consegue mais comportar a quantidade cada vez maior de venezuelanos que chegam a Roraima. “Não dispomos de recursos. É claro que a situação nos comove, mas é uma questão matemática. A nossa saúde, os serviços sociais estão saturados. Isso aumenta os problemas, a insegurança. A Venezuela precisa resolver seus problemas internos.

Essas pessoas são vítimas da situação econômica crítica no seu país. Mas se nós não nos posicionarmos, daqui a pouco poderemos estar na mesma situação”, afirmou.

O governador em exercício explicou que Roraima está no limite. “Nós estamos no limite e temos que dar preferência para os cidadãos do Estado. Sentimos pela situação da Venezuela, estamos colaborando, mas não podemos sacrificar a nossa população, senão daqui a pouco estaremos pior que eles”, assegurou.

Rosita Milesi disse que a intenção da presença dos representantes da Acnur no Estado é auxiliar a recepção dos venezuelanos no Estado. “Estamos atuando principalmente em relação ao trabalho executado pela Polícia Federal, para emissão de documentos para que essas pessoas possam trabalhar em Roraima. A nossa intenção é colaborar e motivar instituições de diferentes esferas a auxiliar os venezuelanos”, disse.

DEMARCAÇÃO – Quartiero também destacou aos representantes da Acnur os problemas sociais criados a partir da atuação da ONU e instituições brasileiras que atuam em conjunto na agenda política internacional junto ao governo Federal, e que resultam em demarcação indiscriminada de Terras Indígenas. “As notícias mostram que com as possíveis novas demarcações, mais de três mil famílias podem ser prejudicadas. Serão três mil famílias de refugiados internos aqui em Roraima e isso nos causa preocupação. Deveríamos nos preocupar em buscar soluções para evitar isso e assim termos mais condições de ajudar os venezuelanos. Roraima está esgotado. Porque a ONU não envia recursos para que possamos auxiliar os irmãos venezuelanos?”, questionou.

osmarina gomes da silva disse: Em 27/04/2017 às 09:16:50

"EU PENSO QUE, CADA NAÇÃO QUE CUIDE DOS SEUS, ESTÃO EMPREGANDO OS VENEZUELANOS E DESEMPREGANDO OS BRASILEIROS, SEI TAMBÉM QUE É UMA QUESTÃO HUMANITÁRIA, MAS COMO VAMOS DAR AOS VIZINHOS O QUE NÃO TEMOS PRA NÓS? ACHO QUE PRIMEIRO TEMOS QUE CUIDAR DOS NOSSOS PARA DEPOIS OS OUTROS, E NÃO É EGOÍSMO NÃO, É TER UMA BOA VISÃO. "

Rio Branco disse: Em 21/04/2017 às 13:33:20

"Quartiero para governador 2018. Roraima precisa de quem trabalhe de fato, e não de quem incha a folha de pagamento com 6.000 cargos comissionados, muitos sequer trabalham, além de firmas de políticos amigos que mantem o curral eleitoral, não sobrando nada para pagar o servidor dignamente. Digo o servidor de carreira que sobrevive do salário mínimo, não quem tem curso superior e ganha 8 ou 10 mil."

Rio Branco disse: Em 21/04/2017 às 13:33:01

"Quartiero para governador 2018. Roraima precisa de quem trabalhe de fato, e não de quem incha a folha de pagamento com 6.000 cargos comissionados, muitos sequer trabalham, além de firmas de políticos amigos que mantem o curral eleitoral, não sobrando nada para pagar o servidor dignamente. Digo o servidor de carreira que sobrevive do salário mínimo, não quem tem curso superior e ganha 8 ou 10 mil."