MATERIAL ESCOLAR
Governo oficializa Crédito Escola, mas pais reclamam do valor de R$ 41
Por Folha Web
Em 07/09/2017 às 01:40
Pais dizem que benefício não supre compras de material escolar ao ano (Foto: Nilzete Franco)

O Programa Crédito Escola, oficializado por meio da publicação no Diário Oficial do Estado do dia 31 de agosto, consiste na concessão de recursos para aquisição de material escolar às famílias de baixa renda beneficiadas pelo programa Crédito do Povo. Mas a ação vem recebendo críticas de pais devido ao valor que será disponibilizado: R$ 41,00 pagos em parcela única anual no mês de fevereiro.

Com esse valor é possível comprar um conjunto de materiais que inclui lápis, caneta, caderno de 10 matérias, borracha, apontador, cola e um kit simples de lápis de cor, porém, muitos pais vêm reclamando que essa quantia é insuficiente para sustentar o material necessário para estudantes da rede pública de ensino.

Segundo a dona de casa Dorete Damasceno, apesar de o Crédito Escola ser uma boa ideia por parte do governo, o fato de o valor oferecido ser tão baixo, e ainda por cima anual, faz com que seja insustentável a compra de materiais escolares para um ano inteiro. “Procuro economizar ao máximo comprando nas lojas mais baratas. Mesmo assim, acabo gastando no mínimo R$ 120,00 com cada um dos meus filhos cada vez que vou comprar material. Só para comprar uma mochila e um estojo, dá bem mais de R$ 40,00”, disse.

Para a cuidadora e mãe de dois filhos adolescentes, Cione Leon Levi, diversos imprevistos ocorrem com os materiais escolares ao longo do ano. “Com meus filhos, eu gasto R$ 150,00 para cada um só no início do ano. Mas o material que é comprado em fevereiro não dura o ano inteiro. A borracha acaba, o lápis quebra, se perde caneta e pode acontecer de a mochila rasgar e ser preciso comprar uma nova já no meio do ano. Ou ainda pode vir a necessidade de mais de um caderno para cada um”, afirmou.

SETRABES – A Secretaria Estadual do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes) informou, por meio de nota, que o Crédito Escola foi elaborado de acordo com pesquisas de mercado e a capacidade financeira do Estado em um momento de crise financeira que assola o Brasil, sobretudo Roraima.

Frisou que o objetivo do programa é complementar a renda dos beneficiários do Crédito do Povo que possuem filhos em idade escolar, visando à aquisição de material no início do ano letivo. A nota ressalta que mais de 40% do orçamento da Setrabes é destinado ao Crédito do Povo.

A Secretaria Estadual de Comunicação frisou que, mesmo antes da oficialização do programa, o primeiro pagamento do Crédito Escola foi realizado em fevereiro de 2017, com mais de R$ 1,5 milhão injetados na economia naquele mês.

PROGRAMA – O Crédito Escola trata-se de um programa de transferência de renda condicionada do Governo do Estado, com o objetivo de atender famílias em situação de vulnerabilidade social e financeira, cuja renda familiar corresponda até um quarto do salário mínimo por pessoa. O Crédito do Povo possui mais de 32 mil beneficiários e injeta mais de R$ 3,8 milhões na economia de Roraima mensalmente. (P.B)

Henrique Sérgio Nobre disse: Em 07/09/2017 às 20:12:59

"Dinheiro neste país pra educação e pesquisa científica é assim, insignificante, agora pra político corrupto as cifras são altas, viva o Brasil!!!"

Rildo Lopes disse: Em 07/09/2017 às 20:01:37

"Isso não será garantia de que vão comprar tais materiais....certo seria o governo fornecer os materiais, mas infelizmente também não seria garantia de não haver falcatruas."

Lima disse: Em 07/09/2017 às 06:47:54

"Essas maezinhas tem que entender é que quem pariu Mateus que sustente. O ESta do deveria era investir em qualidade de ensino, Boas escolas etc...."

Ferreira disse: Em 07/09/2017 às 05:57:56

"Quando eu estava o governo oferecia material escolar, uniforme e lanche saudável. Bons tempos!!! A corrupção está tão alarmante que não sobra dinheiro pra fazer como antigamente. "

Davi disse: Em 07/09/2017 às 05:34:45

"O certo è o governo não pagar nada! O governo teria que ser honesto e fornecer com qualidade educação, saude e segurança !"

Ferreira disse: Em 07/09/2017 às 16:02:45

"O governo não paga nada, quem paga somos nós contribuintes! "