PROJETO SABEDORIA KOYORI
Governo vai apoiar projeto agroflorestal pastoril em área indígena
A governadora Suely Campos recebeu representantes de associações indígenas, entre eles Davi Kopenawa
Por Folha Web
Em 28/07/2016 às 19:57
A governadora Suely Campos e Davi Kopenawa (FOTO: Marcelo Rodrigues )

Em reunião com o líder indígena Davi Kopenawa, a governadora Suely Campos garantiu apoio integral do governo ao projeto Sabedoria Koyori - de desenvolvimento agroflorestal pastoril na Terra Indígena Yanomami. O encontro ocorreu no Palácio Senador Hélio Campos com a presença de outras lideranças Yanomami e Yekuana, além dos secretários do índio Dilson Ingaricó e do Planejamento, Alexandre Henklain.

O projeto piloto será desenvolvido a partir de setembro, com o plantio de árvores nativas como castanheira, de culturas como milho, macaxeira e feijão caupi e com a criação de gado de corte, tudo no mesmo espaço. De acordo com Suely Campos, o governo do estado irá apoiar o projeto para que os indígenas possam ter melhor qualidade de vida.

“Eles tem a necessidade de produção, então estamos apoiando esse projeto piloto, e logo após mostrar para outras instituições que ele é viável, para que possa ser ampliado, melhorando assim qualidade de vida nas comunidades mais afastadas, pois terão subsistência garantida”, pontuou.

O secretário de planejamento Alexandre Henklain, explicou que o projeto trabalhará com tecnologias já testadas para que os resultados sejam rápidos. “Usaremos desde o sistema Caiçara que é de fato uma iniciativa tradicional das comunidades indígenas, até os sistemas agroflorestais desenvolvidos pela Embrapa. A ideia é que ao longo de quatro meses nós possamos implementar o projeto, fazer a capacitação para que a partir daí as próprias comunidades indígenas possam multiplicar o trabalho”, destacou.

O líder indígena, Davi Kopenawa, afirmou que a iniciativa partiu dos povos indígenas em procurar apoio para desenvolver o projeto. “Estamos buscando apoio para que nosso povo possa se autodesenvolver e garantir que as futuras gerações tenham como trabalhar na terra, que é o nosso bem mais precioso”, garantiu.

Os parceiros no desenvolvimento do projeto são: Associação Indígena Hutukara, Associação Indígena Hwenama, Associação Indígena Texoli e Abipi (Associação dos Povos Iekuana do Brasil), além da Seplan (Secretaria Estadual de planejamento), SEI (Secretaria Estadual do Índio), Seapa (Secretaria Estadual de Agricultura Pecuária e Abastecimento), Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), entre outros.

Comentários
O rei do gado disse: Em 28/07/2016 às 23:04:43

"Uaiii... Será mesmo?! Tá demorando aparecer algum empecilho, tipo alguma Ong, dessas que há aos montes por aqui mesmo ou aquelas lá do exterior, para aloprar com o discurso segregacionista-isolamentista, sempre contrárias a qualquer iniciativa que aponte para a integração dos indígenas aos usos e costumes da civilização. Veremos... "