ACIDENTE DE TRÂNSITO
Homem morre no HGR 13 dias após acidente e família doa órgãos
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Por João Barros
Em 13/03/2018 às 00:20
Os rins foram captados e armazenados em local apropriado para serem doados a dois pacientes (Foto: Divulgação/Cihdott)

Às 9h14 do último sábado, dia 9, a equipe médica do Hospital Geral de Roraima (HGR), atestou o óbito do autônomo Sérgio Assunção Rodrigues Bezerra, de 59 anos, que estava internado há 13 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade de saúde. A vítima sofreu um acidente por volta das 15h30 do último dia 25 de fevereiro, na Avenida Olímpica, bairro Olímpico, próximo ao campo de futebol, na zona Oeste de Boa Vista.

De acordo com o filho de Sérgio, a vítima pilotava uma motocicleta modelo Honda/Bros, 160 cilindradas, cor branca, sentido Centro, quando perdeu o controle do veículo e colidiu de frente com um poste. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Pronto Socorro Francisco Elesbão, onde ficou internado em decorrência do traumatismo craniano.

Após a constatação da morte cerebral, a equipe da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos (Cihdott), entendendo que a vítima era um potencial doador, entrou em contato com a família, no domingo, dia 11, na tentativa de que fosse autorizada a captação de órgãos.

“Nessa noite mais uma família disse sim. Com isso duas pessoas foram beneficiadas, pois foram captados dois rins e com isso diminuímos a fila de espera por um órgão. Cada dia que passa, o Estado de Roraima avança e se fortalece na cultura de doação e captação de órgãos para transplantes”, destacou a enfermeira que integra a Comissão, Ana Paula Machado.

Uma verdadeira força-tarefa foi montada para realização da cirurgia de captação. A equipe assistencial, composta por médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, Hemocentro e as equipes de direção administrativa, deu apoio às ações.

A equipe do Instituto de Medicina Legal (IML) se mobilizou para que ao fim do procedimento de captação dos órgãos, o corpo fosse liberado à família, já no fim da noite de domingo. “Citar nome de pessoas seria injusto porque não queremos esquecer de ninguém e sabemos que muitos estão nos apoiando e torcendo para que o processo de solidifique. Estamos no caminho e com muita emoção agradecemos a todos pela ajuda prestada. Nosso foco sempre será acolher e cuidar da família, pois sem ela não há doação. Avise a sua família que é doador de órgãos. Ela é sua voz”, concluiu Ana Paula. (J.B)

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