Cotidiano

Igrejas vão realizar ato ecumênico pela paz

A ação ocorrerá neste sábado, 14, na Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo, no Centro

Em face dos últimos acontecimentos envolvendo rebeliões no sistema carcerário brasileiro, as igrejas Católica de Roraima, Betesda e Evangélica Luterana do Brasil realizam neste sábado, 14, um ato ecumênico em favor da paz.

A ação será realizada a partir das 10 horas, em frente a Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo, no Centro da capital. “Essas três igrejas fazem parte do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), e em Boa Vista, nós já temos o hábito de realizar eventos ecumênicos desse porte, justamente para resgatar os votos de igualdade e fraternidade em nosso estado”, explicou a pastora da igreja Betesda em Roraima, Elizângela Ramos.

Conforme a pastora, o ato deste sábado tem como objetivo chamar a atenção da sociedade e do poder público sobre a frágil situação que o Estado vem passando por conta do crescimento da criminalidade na capital e dos problemas existentes nas unidades prisionais roraimenses.

“A gente entende que essa questão da criminalidade não é um fato isolado, ou seja, entendemos que isso é resultado de uma sociedade que está doente e que o poder público simplesmente não está dando a devida atenção, principalmente em relação segurança, que está esquecida há muitos anos. Os ocorridos dos últimos dias foram apenas o estopim de uma situação que precisa ser revista, e a gente quer que todos os cidadãos, tanto os que estão em cárcere quanto os que vivem em liberdade, tenham os seus direitos respeitados”, ressaltou.

Elizângela destacou ainda que toda e qualquer pessoa que tenha bons ideais de fraternidade podem participar da ação. A programação do evento terá cânticos de louvor, roda de oração e uma reflexão de possíveis iniciativas que podem ser idealizadas para minimizar a violência. A ideia, segundo ela, é formalizar um documento para ser entregue as autoridades do Estado.

“A igreja, como conhecedora da palavra de Deus, entende que o Estado tem que garantir esses direitos e é nossa responsabilidade cobrar das autoridades que esse direitos sejam cumpridos”, concluiu.