RISCO À SAÚDE
Índios Yanomami vivem em condições insalubres na zona Oeste da Capital
Adultos e crianças pequenas da etnia Yanomami vieram de Caracaraí para recolher benefícios em Boa Vista, mas vivem em meio ao lixo em um local conhecido como “Buraco da Cobra”
Por Luan Guilherme Correia
Em 28/01/2017 às 09:20
Imagens encaminhadas à Folha mostram as condições precárias em que enfrentam os indígenas que estão morando no lugar (Foto: Divulgação)

Cerca de 20 indígenas da etnia Yanomami estão vivendo em condições insalubres em um local conhecido por ‘Buraco da Cobra’, nas proximidades do ‘Pau da Paciência’, um terminal de ônibus e táxis intermunicipais, na zona Oeste de Boa Vista.

Segundo denúncia encaminhada à Folha, os índios estariam dormindo no lugar de forma improvisada, em meio ao lixo, desde a segunda-feira, 23. Além dos adultos, também havia crianças pequenas no local.

No dia seguinte à entrada dos Yanomami na área, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada para atender uma indígena grávida com suspeita de trabalho de parto. Um dos socorristas, que preferiu não se identificar, narrou as condições precárias em que viviam os índios. “É um local totalmente insalubre, com lixo por toda parte, realmente chocante. Os adultos estavam visivelmente sob efeito alcoólico”, relatou.

FUNAI- Em entrevista à Folha, o coordenador da Frente de Proteção Yanomami da Fundação Nacional do Índio (Funai), Anderson Vasconcelos, informou que o órgão enviou uma equipe para o local após ter recebido a denúncia. “Mandamos a equipe para verificar as condições e ajudamos no atendimento à indígena grávida”, afirmou.

Segundo ele, o grupo de indígenas veio do município de Caracaraí, na região Centro-Sul, para receber dinheiro de alguns benefícios que possuem. “Eles estão acampados ali esperando receber o benefício, que deveria ter saído no dia 26 de janeiro. Estamos com a nossa equipe aguardando para levá-los de volta à comunidade de origem deles”, frisou.

O coordenador disse ainda que os indígenas daquela região sofrem sérios problemas de alcoolismo por conta do recente contato com a população. “São índios que na abertura da Perimetral Norte foram impactados com o contato e têm dificuldade com alcoolismo e saúde mental”, pontuou. (L.G.C)

 

Davi disse: Em 28/01/2017 às 14:02:47

"Há ! Coitadinho deles, bebem cachaça por influência de nòs, brancos! E também já que possuem tanta terra, por que nós temos que da dinheiro pra eles?! Coitadinho, os índios não tem o que comer nem onde morar!? Mas dinheiro pra cachaça tem! Coitadinhos desses..."