ACERTO DE CONTAS?
Jovem é assassinado por comparsas
Testemunhas suspeitam de acerto de contas, pois a vítima chegou ao lugar juntamente com os executores e recebeu os tiros pelas costas
Por João Barros
Em 10/01/2018 às 00:35
A vítima foi executada no cruzamento da Rua C-36 com a Alameda dos Tatus, no bairro Sílvio Leite (Foto: Hione Nunes)

Na madrugada de ontem, dia 9, um jovem foi assassinado a tiros no cruzamento da Rua C-36 com a Alameda dos Tatus, no bairro Sílvio Leite, numa área de matagal, às margens do Igarapé Caranã, zona Oeste da Capital. A Polícia Militar destacou que, pelas características do crime, tudo indica que o caso tenha sido uma execução.

A guarnição chegou ao local pouco tempo após o homicídio. “Nós ainda ouvimos a arrancada das motos dos autores do crime. Mas não conseguimos alcançá-los. Eles mataram, saíram do local e depois retornaram para conferir se a vítima estava morta mesmo. Ainda pegaram alguma coisa que estava nas vestimentas da vítima”, disse um dos policiais que atendeu a ocorrência.

Populares que vivem próximo ao local do crime foram testemunhas do fato e contaram detalhadamente para a polícia como ocorreu. Os moradores da região relataram à PM que a vítima estava junto aos criminosos, totalizando cinco pessoas. Dois numa moto Honda/Biz, cor branca, e outros três numa Honda/Titan, preta, incluindo a vítima.

Conforme a guarnição, a vítima foi atraída ao local pelos comparsas sem saber que seria o alvo do crime. Os disparos atingiram as costas e o segundo tiro acertou a cabeça. Uma cápsula deflagrada calibre 38 foi encontrada no local do fato. A vítima morreu na hora. O óbito foi constato pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

As testemunhas suspeitam que seja um acerto de contas, tendo em vista que a vítima chegou ao lugar juntamente com os executores e recebeu os tiros pelas costas.

O rapaz morto foi identificado apenas como “Nescall”. A equipe policial observou que no corpo do jovem há algumas tatuagens que podem facilitar o processo de identificação. Uma das tatuagens está no antebraço com o nome “Flávia” e na mão esquerda está escrito “Nescall”.

Equipes da Delegacia-Geral de Homicídios (DGH), peritos e o rabecão do Instituto de Medicina Legal (IML) também estiveram no local. Ao fim dos trabalhos da perícia, o corpo foi removido à sede do IML para ser submetido a exame cadavérico. As investigações estão em curso, mas nenhum suspeito foi identificado e preso até o fim da tarde de ontem. O IML aguarda algum familiar fazer o reconhecimento para a liberação do corpo e sepultamento. (J.B)

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